Painel do Leitor
21/05/2009 - 02h30

Livro na escola, CPI da Petrobras, combustíveis, Dilma, Israel

da Folha Online

Livro na escola

"A propósito da reportagem 'SP distribui a escolas livro com palavrões' ( Cotidiano, 19/5), sobre os livros inadequados que a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo comprou e distribuiu às escolas da rede estadual, deve-se considerar que o aspecto mais grave não é o fato em si, mas o que tal fato demonstra. A compra e distribuição desses livros indica que a Secretaria da Educação não tem um processo estruturado nem pessoal minimamente qualificado e comprometido para analisar e recomendar livros didáticos para a rede escolar. Se, como disse o governador José Serra, os livros em questão representam apenas 0,067% do total de livros distribuídos à rede escolar, é de se perguntar: que novos horrores se poderão encontrar nos outros 1,79 milhão de livros distribuídos? Que garantias se têm de que as demais 817 obras guardam qualquer alinhamento com um projeto pedagógico minimamente sério?"

AGOSTINHO SEBASTIÃO SPÍNOLA (São Paulo, SP)

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"Certo dia, um escritor com imaginação indomável assim se definiu: 'Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura. Nunca fui outra coisa. Nasci menino, hei de morrer menino. E o buraco da fechadura é, realmente, a minha ótica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um anjo pornográfico'.
Tal um espadachim verbal, denunciou em suas obras a sordidez do século 20, com personagens transbordantes de vulgaridade e erotismo.
Um inconfundível tom carregado de palavras chulas e expressões com duplo sentido marcou a literatura mundana de Nelson Rodrigues.
Alguém imaginaria que seu estilo algum dia fizesse parte da didática de livros para estudantes de 9 anos?
Nem o mais bizarro de seus personagens teria uma alucinação dessas. Contudo, a Secretaria Estadual da Educação de São Paulo peca com mais um deslize inominável. Escolheu, de forma irresponsável, um livro com 11 histórias em quadrinhos, repleto de sexo e palavrões como material de apoio à leitura, aos alunos paulistas da terceira série do ensino fundamental.
Sejamos francos: a educação pública está longe de receber a importância que merece. Vemos o aumento da corrupção, drogas, violência escolar, balas perdidas, crimes impunes e por aí vai.
Para o Brasil sair do caos que encobre de vergonha um povo digno, precisa investir com garra e justiça na qualificação da educação pública.
Com ótica ficcionista tentamos enxergar o governo paulista se apressando em fazer a 'mea culpa', com uma rápida sindicância para apurar os fatos.
Para concluir, fica aqui uma pérola do 'anjo pornográfico': 'O que atrapalha o brasileiro é o próprio brasileiro. Que Brasil formidável seria o Brasil se o brasileiro gostasse do brasileiro'."

JOSÉ MARIA CANCELLIERO, presidente do CPP --Centro do Professorado Paulista (Piracicaba, SP)

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"Quando a polícia pega alguém mostrando ou oferecendo um livro pornográfico a uma criança de 9 anos não acontece prisão em flagrante? Então, o que a polícia fará com o pessoal da Secretaria da Educação de São Paulo que encaminhou aqueles livros pornográficos a estudantes de 9 anos?"

MOACYR CASTRO (Ribeirão Preto, SP)

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CPI da Petrobras

"A expressão 'segurança nacional' é normalmente usada em outros países em questões militares ou diplomáticas. Já, no Brasil, empresas estatais também recebem este rótulo tanto de nacionalistas ingênuos como de políticos interessados em colocar os paletós de seus apadrinhados nos cabides dos amplos armários daquelas empresas. Não consigo imaginar algo mais importante para a segurança nacional dos EUA durante suas guerras do que o combustível para seu aparato militar e logístico, mesmo com todo o setor de combustível privatizado. Então, segurança nacional nada mais é do que um jargão criado por políticos para manter a Petrobras sob o seu manto de influências escusas. Ponha-se nos conselhos Administrativo e Fiscal da empresa representantes das classes empresariais, dos órgãos militares e da Receita Federal para que a Petrobras passe do segundo para o primeiro melhor negócio do Brasil."

ROBERTO CASTRO (São Paulo, SP)

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"Surpreendentemente, em meio à instalação da CPI da Petrobras, as ações da estatal sofreram significativa alta nos últimos dias. Conclui-se que os seus acionistas acreditam que a CPI deverá sanear a administração da empresa, apontando onde estão os cabides de emprego que foram criados pelo governo Lula para alojar a 'cumpanheirada'."

VICTOR GERMANO PEREIRA (São Paulo, SP)

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"Diante da dificuldade para compor a banca da CPI da Petrobras e para demover os ilustres parlamentares da ideia, basta requerer-se que os candidatos estejam isentos de qualquer tipo de utilização irregular de verbas públicas."

GERALDO FERNANDES (Araraquara, SP)

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Combustíveis

"Quer dizer que o Brasil exportará 200 mil barris diários de petróleo para a China? Tornou-se um grande exportador, como a Venezuela, o México, o Irã. Então pergunto à Petrobras por que ainda estamos pagando por uma das gasolinas mais caras do mundo --e não algumas dezenas de centavos por litro como ocorre nesses países?"

CARLOS MAGNO SILVA CARVALHO (Brasília, DF)

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Dilma

"Gostaria apenas de fazer uma pergunta: por que nossos governantes, quando doentes, não procuram os hospitais do SUS como qualquer cidadão normal tem que fazer? Porque os governantes, ao primeiro sinal de doença, correm para o Hospital Sírio-Libanes, em São Paulo, que nem atende ao SUS. O presidente Lula não afirma que o SUS melhorou? Tratamento para quimioterapia o SUS cobre. Câncer, o SUS tem o melhor centro de referência do Brasil, que é o Inca. Por que os governantes não tentam fazer como o cidadão normal: marcar uma consulta e conseguir a autorização para fazer o tratamento? Em Brasília, o único equipamento de braquiterapia que estava no Hospital de Base foi devolvido ao Hospital Universitário por estar quebrado. Os pacientes que necessitam desse tratamento não podem fazê-lo na capital federal. Onde está a melhora do SUS?"

JOSÉ AMÉRICO SERAFIM (Brasília, DF)

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Israel e Palestina

"De grão em grão a galinha enche o papo. Mutatis mutandis: Israel vem gradativamente se apossando dos territórios da Palestina a fim de constituir a grande nação Israel, conforme desejo de Ben Gurion."

JORGE MICHALANY (São Paulo, SP)

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Monopólio

"A fusão da Sadia com a Perdigão é comemorada nos veículos de comunicação. Torna-se a 10ª maior empresa de alimentos da América. Afinal, monopólio é ou não nocivo à sociedade? Quando se trata de monopólio estatal ou público, a grande imprensa cai de pau e afirma que prejudica a concorrência. Privado pode."

ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)

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