Voo 447, Cuba, terceiro mandato, Roberto Carlos
da Folha Online
Voo 447
"As revelações feitas até agora sobre as prováveis causas do acidente com o voo 447 da Air France (no qual 228 seres humanos perderam suas vidas) são simplesmente estarrecedoras, especialmente para quem sempre acreditou que o avião é o meio de transporte mais seguro. Muitas questões pairam no ar: qual é a confiabilidade dos serviços de previsão meteorológica utilizados pelas companhias de aviação? Com que antecedência e precisão tais previsões são transmitidas aos pilotos? A decisão de manter ou mudar a rota cabe apenas a uma pessoa? As autoridades da aeronáutica (francesas e brasileiras) e a própria companhia aérea nos devem essas respostas. Não é possível que a vida de milhões de usuários dos serviços de aviação dependam unicamente de uma decisão feliz ou infeliz de um piloto, por mais experiente que seja."
MARCELO DAWALIBI (São José dos Campos, SP)
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"Grandes acidentes aéreos, não raro, são envoltos em mistério sob alegação de 'ponto cego' e de sumiço da 'caixa preta'. Fica difícil aceitar que ainda existam 'pontos cegos' no mundo da aviação e que 'caixas pretas' não possam ser radiotransmissores para torres de comando, em tempo real, em vez dos atuais gravadores do tempo do onça, cujos dados se perdem facilmente junto com a aeronave."
HELMIR ZIGOTO (Brasília, DF)
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"O ministro Nelson Jobim sempre foi, é e será lastimável. Devia nos poupar de exibir sua vaidade em cima de um tragédia tão dolorosa como a que atingiu as vítimas e familiares do acidente da Air France."
ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA (Belo Horizonte, MG)
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Cuba
"Cuba é um exemplo vivo que queria corroer os sistemas políticos nas Américas. Hoje a situação daquele país é gritante e esses modelos socialistas privam o cidadão e a economia. Não é à toa que a maioria deles, principalmente aquelas grandes potências socialistas, abandonaram o sistema e hoje migram para o democrático. Cuba ainda vai dar muito o que falar se continuar com aquela política."
ADALBERTO FERNANDO SANTOS (Taubaté, SP)
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Terceiro mandato
"A retórica Lulista contra o parlamentarismo europeu é no mínimo hipócrita. Afinal de contas, no plebiscito de 1993, no qual foi decidido o sistema de governo a ser seguido no Brasil, o nosso atual governante foi um ferrenho defensor do presidencialismo ao lado de Orestes Quércia, Maluf e afins. Portanto, se o sr. Lula quiser ficar '18 anos' no poder como os europeus, que banque uma reforma política e converta nosso país ao parlamentarismo, ou simplesmente siga o seu amigo Chávez e faça um referendo golpista que lhe dê chance a reeleições eternas."
VAGNER CORREA (São Bernardo do Campo, SP)
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Roberto Carlos
"Pelo que lemos na coluna de Mônica Bergamo, não deixam de ser vexatórios os cortes, por critérios artísticos, feitos pela direção da Globo e, pasmem, entre eles havia uma cantora lírica, Celine Inbert. Qual critério artístico é esse, por acaso a Celine ia cantar uma ópera? Quem cantou ópera, cremos, foi a Marília Pêra."
CARLOS EDUARDO POMPEU (Limeira, SP)
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"O corte realmente grosseiro e grave na homenagem feita ao Roberto Carlos foi o das cantoras Ângela Maria, Gal Costa e Maria Bethânia. Até porque a publicidade do evento dizia que 20 grandes cantoras brasileiras estariam no palco do Municipal, número que até me espanta pois cantoras com 'C' maiúsculo não chegam a dez hoje no Brasil. Mas, quando vi a Hebe entrar, entendi o que seria o espetáculo. Desliguei a TV e coloquei um CD do Roberto."
OTÁVIO GOMES FILHO (Guaratinguetá, SP)
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Educação
"O artigo de Rudá Ricci é preocupante. É como se o Estado, ao investir na requalificação de professores dos níveis básico e intermediário, estivesse na verdade jogando dinheiro fora, sem nenhuma possibilidade de melhoria do ensino. Não se pode crer. O exemplo citado, da doutora que não consegue dominar o interesse dos alunos, gastando metade do tempo da aula apenas para que se dignem a ouvi-la, é triste, mas certamente não é um padrão. Por isso precisa ser melhor explicado. Resta saber quem está mais desqualificado para melhorar o ensino, os alunos ou os professores desmotivados."
ANTONIO DO VALE (São Paulo, SP)
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</carta>Cotas
"Dentro do maniqueísmo retórico que envolve o tema, foi muito oportuno o artigo de Elio Gaspari. Os contrários às ações afirmativas criaram verdadeiros dogmas, como a discriminação dos cotistas e a institucionalização do racismo, que arrefeceram a discussão. Com dados objetivos, o debate ganha valor. No atual sistema de educação superior no Brasil, caracterizado pela exclusão social, essas medidas têm que ser melhoradas, e não simplesmente repelidas."
CASSIANO BARBOSA (Marabá, PA)
