Voo 447, Estádios, União civil, Sean, Eleições
da Folha Online
Voo 447
"Como se não bastasse a ingenuidade do Lula ao falar das qualidades da Petrobras para localizar no fundo do oceano o avião da Air France desaparecido, entrou em cena o ministro Nelson Jobim para, insensivelmente, descrever ao vivo como flutua ou afunda um corpo acidentado no mar, ignorando que esta é a única coisa que as famílias esperançosas não querem ouvir. Não satisfeito, o ministro da Defesa teve a coragem de afirmar que objetos e óleo, avistados nas buscas, eram do Airbus e que não houve explosão porque ela consumiria o combustível do avião! Pelo visto, o pessoal do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos tem muito que aprender com o ministro Nelson Jobim!"
ADAIL COARACY DE AQUINO (Rio de Janeiro, RJ)
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"Após a Aeronáutica desmentir o ministro Nelson Jobim e dizer que as peças encontradas não eram do Airbus, fica provado o seguinte: houve um afobamento. O governo esqueceu a importância das buscas e as transformou em afobada prova de competência diante dos olhos europeus. Isso é demonstrado em declarações como a de Lula dizendo 'país que acha petróleo em águas profundas pode achar avião'. Espero que a presunção da frase do presidente seja comprovada e que achemos tais destroços."
LEONARDO ARAUJO DA SILVA DIAS (São Paulo, SP)
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Estádios
"'A Copa do Mundo é um outro tipo de evento, que atrai um outro tipo de público'. Com essa declaração (Folha, 5/6), ao comentar os gravíssimos incidentes entre torcedores na última quarta-feira em São Paulo, o ministro dos Esportes Orlando Silva revela o que muitas autoridades brasileiras e cartolas querem fazer da Copa de 2014: o aluguel do Brasil e de suas cidades para um torneio de futebol. A sociedade brasileira tem que se mobilizar para transformar a Copa de 2014 em um marco de conquistas sociais e culturais para aquele outro público, o povo brasileiro, que não vai ao evento."
CAIO MAGRI (São Paulo, SP)
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"Brilhante a ideia do promotor Paulo Castilho, de que 'jogos de risco' sejam frequentados por uma só das torcidas. Se torcedores vândalos querem se matar, que se matem fora dos estádios, sem que precisem ir aos jogos."
CONRADO DE PAULO (Bragança Paulista, SP)
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União civil
"O fato de haver tantos políticos corruptos no Brasil, infelizmente, eclipsa a existência de outros sujeitos moralmente equivocados, para dizer o mínimo. É o caso do coronel Jairo Paes de Lira (PTC-SP) que, na condição de deputado federal, ofende a minha inteligência e a de muitos outros ao propor a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Dizer que não tem nada contra a parceria civil homoafetiva é insultante. Se a iniciativa deste senhor, que entrou no Congresso Nacional pela porta dos fundos, for aprovada, será mais uma barreira na busca por garantias fundamentais a toda uma categoria de pessoas que, hoje, malgrado uma maior tolerância social, ainda não podem exercer uma série de direitos, dentre os quais o de herança e o de adotar filhos. Dizer que age assim em defesa da tradição cristã é menosprezar o amar ao próximo que Cristo nos legou e que é um princípio basilar do cristianismo, muito maior do que qualquer uma das falácias ditas pelo referido deputado. Se não tem nenhuma causa relevante a defender coronel, pelo menos não atrapalhe as causas alheias.
De resto, parabéns pela coluna de Monica Bergamo (Ilustrada, 5/6) ao noticiar a iniciativa torpe do deputado coronel. É jornalismo bem feito e um alerta contra as bobagens perigosas que volta e meia surgem do Legislativo."
ANDRÉ LUIZ DIAS DE CARVALHO (Goiânia, GO)
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Sean
"Acho incrível como ainda se discute com quem deve ficar Sean. É fácil! Basta perguntar ao padastro e sua família o que eles acham que deveria ser feito se fosse um filho dele, nascido no Brasil e levado para os EUA para viver com o padastro. Não pode existir legislação nacional ou internacional que esteja acima do direito de um pai legítimo ter o seu filho sob sua guarda. O filho é dele e ponto!"
ROBERTO CROITOR (São Paulo, SP)
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Eleições
"Senhor governador José Serra, quem vai custear suas viagens pelo Brasil afora, em clara campanha presidencial antecipada? Será o PSDB ou seremos nós, contribuintes do Estado de São Paulo? Acaso o senhor usará a estrutura do seu cargo de governador (helicópteros, carros, aviões, pessoal e hospedagem), custeada pelo nosso suado dinheiro, para realizar a sua campanha pessoal antecipada? Acaso isso seria ético, senhor governador?"
LEANDRO ZÁCCARO GARCIA (Catanduva, SP)
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