Painel do Leitor
09/06/2009 - 02h30

USP, precatórios, estatização, índios, democracia

da Folha Online

USP

"Chega a ser divertido observar a 'briga' da Folha com a USP. Falam mal dos professores, dos alunos e dos funcionários, numa clara demonstração de conivência com o governador de São Paulo, que, segundo esta, sempre age corretamente e buscando o melhor para a educação. Mas na hora de buscar profissionais para esclarecer questões aparentemente mais complexas de todas as áreas do conhecimento, correm para a USP buscando as respostas desses 'baderneiros de plantão'."

MARA CHAGAS (São Paulo, SP)

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"Morro de vergonha toda vez que tenho de explicar para meus filhos que professores, funcionários e alunos da USP estão em greve, que não podemos fazer um programa familiar de final de semana no Museu do Ipiranga porque ele está fechado desde 18 de maio e muito menos na Cidade Universitária, porque os piquetes de greve podem sobrar até para nós."

CASSIA FERREIRA (São Paulo, SP)

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"É uma imoralidade a greve de professores, funcionários e estudantes da USP. A bem do serviço público, como prevê a legislação, a Justiça deve intervir e exonerar funcionários e professores que se sentem intocáveis por causa da estabilidade do serviço público. O trabalhador que ganha salário mínimo e não tem privilégio --que é a maioria-- saberá dar o seu apoio."

ANA F. CAMPOS (São Paulo, SP)

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Precatórios

"Depois de ler e reler mais de uma centenas de cartas dos leitores nos mais conceituados jornais do país e depois de assistir nos jornais televisionados a uma enxurrada de notícias falando sobre o que são os precatórios, não posso deixar de questionar as propostas indecorosas e covardes dos nossos governantes para complicar ainda mais a situação daquelas pessoas idosas que, para continuarem vivendo, dependem do recebimento do dinheiro que os Estados lhes devem: os precatórios.
No dia 5/6, quando entrou na telinha de minha televisão uma matéria sobre os precatórios e nela focalizada a pessoa do general José Coelho, com 95 anos de idade, militar reformado com mais de 30 anos de bons serviços prestados ao Exército brasileiro, dizendo que precisava dos R$ 370 mil que o governo deve há mais de seis anos à sua esposa já falecida, senti vergonha e temor dos comandantes dos três Poderes da República Federativa do Brasil. Meu temor foi ainda maior quando me lembrei da situação da família do cidadão já falecido, sr. José Neto Tupi Caldas, que serviu ao Banco do Brasil e ao Banco Central por mais de meio século, com uma ação ajuizada em 23/11/79 e parada na mesa do Supremo Tribunal Federal desde 14/4/08, e suas filhas de 60 e 62 anos na dependência desse dinheiro que é delas. Lembrei-me ainda da professora aposentada Maria Lúcia Martins Torres, 77 anos, com R$ 150 mil para receber desde 1997 e Sueli Moretto e Sergio Moretto com R$ 28 mil para receber desde 1999.
Certamente, todos estão precisando desses precatórios para garantir a continuação de suas vidas. A cabeça do aposentado não aguenta mais ser usada para justificar salários e precatórios. Chega! Com os meus 75 anos de idade, tenho a impressão que estou sendo empurrado para um campo de concentração daqueles de fazer inveja a Hitler."

LEÔNIDAS MARQUES (Rio de Janeiro, RJ)

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Estatizações

"O presidente Lula e outros presidentes latino-americanos têm alardeado com muita satisfação as 'estatizações' nos EUA e Europa em decorrência da crise internacional, como se o Estado fosse o mais qualificado para evitar e administrar crises. Parece que a população da Europa não está muito convencida disso e votou na direita, que acredita em Estados mais enxutos. Como explicar? Será que Estados muito gordos não são demasiadamente controladores?"

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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Extermínio

"Ver o extermínio de índios patrocinado pelo governo peruano sem respeitar nem sequer a vida e a família dos policiais demonstra o quanto os governos não mudaram nada em 500 anos.
A sociedade do século 21 não pode tolerar ações de massacre ou de extermínio de povos sob nenhum pretexto e em nenhum lugar do mundo.
Isso aumenta a responsabilidade dos órgãos de imprensa e dos organismos de defesa dos direitos humanos, entre outros."

CLÓVIS DEITOS (Campinas, SP)

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Democracia

"Àqueles que se iludem com a verdadeira natureza de nossa democracia representativa proponho um exercício simples e esclarecedor:
1º) Verifique que fração da população brasileira é constituída por grandes empresários rurais;
2º) Descubra qual é o peso econômico do agronegócio no PIB do país;
3º) Compare as duas quantidades anteriores com a dimensão da bancada ruralista no Congresso;
4º) Reflita sobre a questão da representatividade."

JOSÉ ALBERTO MARCONDES MACHADO (Carapicuíba, SP)

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Cotas

"A longa discussão sobre a reserva de cotas do ensino oficial para os negros, um artifício político dos que descobriram a força econômica e eleitoral desse contingente da população do país, já deveria ter despertado uma contraofensiva dos próprios negros por ser um movimento discriminador, limitando a capacidade de obter pelo caminho normal de seu próprio talento o número de vagas por merecimento individual, como fazem os brancos o reconhecimento do seu valor. Exemplos não faltam de que negros são tão inteligentes quantos os brancos onde quer que busquem um lugar para se afirmarem. É relevante destacar as ilustres personalidades do ministro Joaquim Barbosa e do presidente Barack Obama, que não precisaram de nenhuma cota de privilégio para ter o seu valor reconhecido. No Brasil e alhures, existem negros milionários que fizeram fortuna competindo de igual para igual com os brancos. O dever do Estado deve ser estimular a livre competição, que só perturbará a fraternidade da família brasileira. Se os negros puderem conquistar 100% das vagas, por que limitar esse direito em cotas?"

ORLANDO MACHADO SOBRINHO (Rio de Janeiro, RJ)

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