Jornalismo, Lual e Sarney, Senado, USP e Brasil
da Folha Online
Jornalismo
"Que regressão! STF aprova fim da exigência do diploma de jornalismo. Que vergonha! Já existem diversos jornalistas que falam e escrevem errado. Como ficará a qualificação do profissional com essa decisão do STF? Com certeza ela repercutiu mal aqui no Brasil e piorou nossa imagem perante as outras nações. Que os empresários de jornalismo continuem exigindo o mínimo de competência que só poderá ser apurada e confirmada através dos estudos, isto é, de pelo menos um diploma universitário."
SUELY REZENDE PENHA (Campinas, SP)
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"O fim da obrigatoriedade do diploma é uma conquista das grandes empresas e dos políticos do Brasil. Essa nova lei vai privilegiar empresários e políticos que dominam as redes de comunicação no país. Vejo com tristeza o fim do diploma. Como jornalista diplomado e profissional, sou a favor da obrigatoriedade dele por causa da ética. É duro um profissional diplomado ser preterido por outro não diplomado, com tantas escolas de jornalismo por aí. Concordo com a expressão de que jornalismo é feito de talento, mas uma educação acadêmica é sempre necessária. Infelizmente, o nosso país anda para trás, já que, em vez, de privilegiar a educação e as faculdades, prefere agir por interesses políticos."
GUILHERME FREITAS, jornalista profissional diplomado e desempregado (São Paulo, SP)
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"A decisão do Supremo Tribunal Federal pela não exigência de diploma para exercer a função de jornalista é uma perda não só da classe como também do país. Toda a luta dessa classe que tanto batalhou pela democracia e pela liberdade de expressão no país é esquecida.
A exigência do diploma não era um obstáculo à liberdade de expressão, mas, sim, a garantia de jornalistas formados, com conhecimento da área onde atuam.
Ser jornalista não é só escrever ou falar sobre fatos. É usar os meios de comunicação para informar a sociedade, exercendo assim a responsabilidade social. E para fazer esse uso deve-se não somente saber as técnicas para fazer jornalismo, seja por TV, rádio, jornal ou internet, mas também princípios básicos como apurar os fatos com imparcialidade e ver sempre as duas versões do fato.
Elimina-se a Lei de Imprensa da época da ditadura militar e passa-se agora a não exigir diploma para exercer a função. Será este um novo artifício para limitar a ação dos jornalistas, cortando a sua formação?"
WAGNER FERNANDES GUARDIA (São Vicente, SP)
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Lula e Sarney
"É uma vergonha a opinião de nosso presidente. Ele é useiro e vezeiro em reclamar de denúncias pela mídia, de atos desonestos e vergonhosos praticados pelos políticos, principalmente quando são seus companheiros. Em ato falho, o presidente se queixa das denúncias, esquecendo-se que as fazia com veemência desmedida quando apenas um líder sindical e 'pessoa comum' era postulante ao cargo que ora ocupa. Dizia que quando presidente da República faria isso e aquilo e se acompanharia somente de pessoas honestas. A realidade nos dá a todo o momento provas de que não é nada disso.
Ficamos envergonhados não só pelas estapafúrdias opiniões, mas também por que o senhor Lula se esquece da liturgia de seu cargo e de que quando diz alguma coisa à nação fala como seu presidente, e não apenas como um 'comum brasileiro' --pois, deste, sim, pode se dizer qualquer coisa. Pelo menos foi isso que entendi!"
JOSÉ OSCAR DA SILVA LOPES (Uberaba, MG)
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"A recente viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Europa serviu pelo menos para duas coisas: primeiramente, mostra que o torcedor iraniano é muito mais fanático por futebol do que o torcedor brasileiro, onde uma simples briguinha de torcida, segundo ele, deixou sete mortos, dezenas de feridos e centenas de presos; e que ele ainda não foi informado por sua assessoria de que em viagens internacionais não fica bem repetir as surradas piadas e tiradas dos grotões brasileiros. O público é outro, não é parte dos 81%."
HUMBERTO DE LUNA FREIRE FILHO (São Paulo, SP)
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Senado
"Quero manifestar minha indignação com a corrupção no Brasil em todos os níveis e, principalmente, na Câmara dos Deputados e no Senado. Não consigo entender como essas pessoas não se envergonham com tal prática, uma vez que já não estariam mal remunerados. Se realmente representassem os anseios de nossa sofrida sociedade com dignidade, não nos representando então, é um verdadeiro assalto. Só temos a agradecer a nossa laboriosa e corajosa imprensa, pela qual o nosso presidente qualifica de denuncismo."
DIRCEU DE BRITO RAMALHO (São Paulo, SP)
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"Não é estranho que o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, tenha pedido demissão logo após a denúncia de que não havia declarado sua mansão de R$ 5 milhões ao Fisco? Isto não é o procedimento normal do corrupto padrão. Os corruptos, quando flagrados, desmentem, dizem que não sabiam ou culpam o sistema. Com Agaciel Maia não foi assim. Largou mão da rapadura sem titubear logo que foi denunciado. O interessante é que todas as suspeitas de corrupção no Senado passa impreterivelmente pelo mandato do senhor Agaciel Maia, como diretor-geral da Casa. Porque não se faz logo uma auditoria séria nesse período antes que mais um 'ato secreto' acabe com todas as provas?"
VICTOR GERMANO PEREIRA (São Paulo, SP)
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USP e Brasil
"A propósito das manifestações que se avolumam via internet a cerca da greve da USP, só tenho a lamentar que, em decorrência de tantos desacertos e insanidades, todos saímos perdendo, os estudantes, os professores, os funcionários e o país. Elementar.
Por quê? Ao que observo, em decorrência de estar sendo mantida omissa a mais importante causa do impasse: o abandono do governo brasileiro em relação ao ensino público, desde o fundamental ao universitário. Este é o ponto central, penso, a ser trazido a público de uma vez por todas. O ensino em nosso país, assim como a saúde, a segurança, o saneamento básico, enfim, a maior parte de nossa infraestrutura, está simplesmente implodindo, degenerando-se de forma incontrolável!
O que a classe política está fazendo com a democracia que o povo brasileiro com tanto sacrifício reconquistou à ditadura, mandando os militares de volta aos quartéis? Corrupção, corrupção, corrupção... todos os dias, em todos os níveis de poder. Vejamos o que está acontecendo agora no Congresso, no Senado da República e o Lula no Casaquistão posando com roupas típicas daquele país.
Pergunta-se: onde estão os cara pintadas, as lideranças estudantis e sindicais para sair às ruas gritando e exigindo um basta! Um 'fora Sarney'! Decência e honestidade já! O conjunto desses eventos não se processa desassociadamente. São conexos, de causas bem conhecidas, das quais, em última instância, sempre fugimos.
Se a USP, a maior e mais importante universidade brasileira está passando por tantas privações, imagine-se as menores, como a nossa Universidade Federal do Amazonas e as de todos os demais Estados mais pobres do Norte, do Nordeste, enfim, de todo o Brasil praticamente?
Nesse contexto, simplesmente não é admissível, nem honesto, 'isolar' o problema USP. Isto implica minimizar, escamotear e retirar o foco correto do conjunto de incompetências gerenciais derivados de governos omissos, corruptos, aproveitadores e dissimulados. Este verdadeiramente o mal maior a ser implacável, incansável e inexoravelmente combatido.
Vamos agir enquanto é tempo. Como disse o poeta, 'quem sabe faz a hora'..."
OSIRIS SILVA (Manaus, AM)
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Clóvis Rossi
"Parabéns ao colunista Clóvis Rossi. É maravilhosa a sensibilidade política e crítica de Rossi em seu artigo 'Lula culpa o espelho' ( Opinião, 18/6). Que bom seria se grande parcela dos brasileiros tivessem o mesmo senso observador e crítico."
JOSÉ ARAÚJO SILVA (São Paulo, SP)