Painel do Leitor
22/06/2009 - 02h45

Diploma, Senado, Simonal, Transparência, Futebol, Caso Sean

da Folha Online

Diploma

"Janio de Freitas foi ao centro da questão ao desmistificar a bandeira da liberdade expressão desfraldada pelos magistrados que decidiram pela exigência de diploma específico para o exercício da profissão de jornalista. Jornalista noticia ou, em casos especiais, opina em artigos - como o de Janio de Freitas - quando os proprietários dos meios lhes abrem espaço. Em geral, quando há opinião embutida no noticiário, ou é tolerada ou determinada pelas empresas.
Na verdade, com a extinção da obrigatoriedade de formação específica, fica mais fácil manipular informação, pois muitos dos que se aproveitarão da brecha aberta pelo STF não estarão comprometidos com os princípios éticos aprovados em congressos da categoria organizada em sindicatos e na Federação Nacional dos Jornalistas. Haverá as exceções, claro, mas pela porta agora arrombada entrarão aqueles cujos interesses não são o da livre informação a que a sociedade tem direito."

AUDÁLIO DANTAS (São Paulo, SP)

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"Descontente com a revogação da obrigatoriedade do diploma de jornalista, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Maurício Azêdo, afirma que o STF 'está sonegando à sociedade um jornalismo feito com competência técnica'. Isso não é verdade, porque jornalistas competentes continuarão a existir e a trabalhar; eles não precisam de reserva de mercado. E a declaração do sr. Azêdo é um ato de desacato à maior corte do país. Não sei o que andaram ensinando nas escolas de jornalismo sobre respeito ao Judiciário, mas penso que declarações desse tipo só mostram que foi mesmo correta a decisão do Supremo."

JOSÉ LUÍS NEVES (São Paulo, SP)

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Senado

"Muito se tem escrito sobre o Senado, especialmente nos últimos dias, e as sugestões no sentido de seu fechamento são as mais coerentes. Fico aqui pensando na diferença de tratamento entre os detentos de nossas penitenciárias, condenados por crimes contra o patrimônio, e nossos senadores. Temos que repensar o foco da atuação estatal, que, via Ministério Público, deve dar mais ênfase na sua atuação contra esses dilapidadores da 'res publica'."

HÉLIO HENRIQUE LOPES FERNANDES LIMA (Curitiba, PR)

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"A convocação à participação na democracia, feita pelo ilustre senador Marco Maciel ('Tendências/Debates, 21/6), também se estende aos seus colegas de parlamento?"

CAMILA PINTARELLI (Limeira, SP)

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Simonal

"Parabéns a Mário Magalhães pela reportagem que prova que Simonal era colaborador da ditadura. De fato, a ascensão e a queda de Simonal têm em parte relação com os enfrentamentos políticos de então. Mas um aspecto talvez ainda não tenha sido lembrado no acalorado debate sobre Simonal: faz parte da lógica do show business construir sucessos que depois não se repetem e serão substituídos por outros, igualmente fugazes."

MARCELO RIDENTI (São Paulo, SP)

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Transparência

"O servidor público, seja de qualquer esfera governamental, também é um cidadão e, por isso, tem o direito à privacidade, garantida pelo artigo 5º., inciso X, da Constituição Federal. O prefeito de São Paulo publicou no site da prefeitura a remuneração percebida pelos servidores municipais da administração direta e indireta. A meu ver, com esse constrangedor ato praticado contra o servidor, promoveu-se a violação da vida privada, pois trazer a público a remuneração, os vencimentos e os provimentos transgride a privacidade do cidadão, garantida pela lei máxima desse país, conquanto, ao que se sabe, a cidadania se estende ao que optou ser funcionário público."

WANDER CORTEZZI (São José do Rio Preto, SP)

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"Como sou eleitor no Rio de Janeiro, nunca votei em José Sarney. No entanto, voto no senador eleito pelo Rio, Francisco Dorneles. Não tenho suspeita nenhuma, mas gostaria de ter acesso ao nome e sobrenome dos membros de seu gabinete, funções e faixa salarial, afinal, devem ser funcionários públicos. Tal medida poderia ser estendida aos demais senadores. Transparência, Brasil!"

PASQUAL MENDONÇA (Rio de Janeiro, RJ)

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Futebol

"Com relação à carta de Leonardo Silva Dias, no 'Painel do Leitor' de ontem, é por demais sabido que, no Brasil, técnico de futebol é o mordomo, que, ao final, acaba sendo considerado culpado pelo crime. E alguns técnicos e mordomos sendo regiamente pagos. Crime 'resolvido', retoma-se a vida, com novo 'mordomo'. Caso um novo 'crime' venha a acontecer, o futuro culpado já está lá."

SIMÃO PEDRO MARINHO (Belo Horizonte, MG)

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Caso Sean

"No Brasil, temos os que cumprem a lei, os fora-da-lei e os acima da lei. O Brasil quer inovar se der a um padrasto sequestrador e acima da lei a guarda de uma criança em detrimento do legítimo pai. Mas, além da inepta Justiça, temos de lidar também com a parcialidade da imprensa, incluindo esta Folha. Matérias onde só a versão das famílias Lins e Silva e Bianchi são mostradas, visando claramente difamar a imagem de David Goldman, mostram que compactuamos com o crime, desde que esteja de acordo com interesses específicos. Depois não reclamem quando políticos fizerem uso da máquina pública a seu favor - afinal, eles também, como bons brasileiros, estão buscando seus interesses."

SILVIA ALICE BOTELHO (San Jose, Califórnia, EUA)

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