USP, Sarney, atos secretos, jornalismo, bingos, Copa-2010, Araguaia
da Folha Online
USP
"A reunião entre reitores de USP, Unesp, Unicamp e representantes de servidores, professores e alunos das três universidades públicas de São Paulo acabou sem acordo. Desse modo parece que se confirmam a intransigência e o autoritarismo vigente no Cruesp, ficando incompreensível o porquê do agendamento da reunião de 22/6. Além do mais, a manifestação de apoio à reitora dos diretores das unidades da USP --que foram por ela escolhidos-- não reflete em absoluto a opinião de parcela significativa da comunidade uspiana."
MARCELO DE CAMPOS PEREIRA, professor-doutor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (São Paulo, SP)
*
"Na mesma semana em que assassinaram um jovem negro e homossexual na praça da República, em pleno Dia do Orgulho Gay, na USP um grupo de estudantes se manifesta contra a greve em um ato 'pacífico', onde se pede a morte de um dirigente sindical. Nossas autoridades não percebem a que escalada estão conduzindo com sua política 'linha dura'? A reitoria deveria negociar com os funcionários em greve em vez de insistir numa intransigência arrogante que poderá levar a mais episódios lamentáveis."
LAURA CAMPOS (São Paulo, SP)
-
Sarney
"Alguém tinha dúvidas sobre o comportamento nefasto do ex-presidente Sarney? Quem armou uma tramoia para se eleger senador pelo Amapá, sendo que seu 'território' é o Maranhão, deixa alguma dúvida?"
AIRTON NOZAWA (Londrina, PR)
*
"Na Folha de 22/6 Fernando de Barros e Silva denuncia a velharia velha dos Sarney e a nova velharia representada pelo lulismo e afirma que o Brasil virou uma espécie de democracia senhorial, tendo Lula se tornado seu maior avalista. E conclui: 'Lula e o neopatrimonialismo sindical que ele sustenta levaram isso ao paroxismo. Não importa que seja ladrão, desde que seja meu amigo'.
Ora, Barros e Silva qualificou José Sarney como ladrão. Pergunta que se impõe: até quando a Folha manterá como colunista o senador ladrão?"
JANER CRISTALDO (São Paulo, SP)
*
"Foi por um ato secreto de sua mãe, Agripina, que Nero foi alçado à cadeira de imperador de Roma. No fundo, a real intenção da engenhosa senhora era dominar Roma por intermédio do filho. A ingerência custou caro: do alto de seus 22 anos, Nero pediu a cabeça da mãe.
A propósito (sim, a propósito), sem cotas de passagens, sogras ou diretores de embarque, façamos a ponte aérea Roma-Brasília, com conexões em Macapá e São Luís, num voo de 1.950 anos.
Se o atual imperador Sarney vivesse no mundo real e limpasse lixeiras como faz no mundo paralelo do Senado, certamente estaria desempregado. A propósito, não é curioso que, no mundo real, incompetência e desídia resultem em demissão, e no paralelo não?
De toda forma, não deixa de ser uma pena constatar que o presidente do Senado se lixa para as lixeiras públicas, embora não haja aí nenhuma surpresa.
No caso do imperador 'amaparanhense', igualar-se à turma dos serviços gerais é motivo de grande desonra... aos auxiliares de limpeza.
Não é à toa que, com todo o lixo amontoado e convenientemente ocultado por baixo daquela abóbada (sem contar o aterro secreto), tanta gente clame pela incineração do Senado.
Impunidade por impunidade, no ano de 64 d.C. (não o nosso 64), Roma ardeu em chamas sem que jamais conseguissem provar a culpa de Nero. Enquanto isso, Sarney vê o quintal da Casa pegando fogo, mas segue andando e tocando lira. Esses imperadores!"
HEITOR DINIZ (Belo Horizonte, MG)
-
Atos secretos
"Somos gratos à Câmara dos Deputados e às Câmaras estaduais e municipais que não têm este vergonhoso processo de esconder favores; ou será que nestes rincões também existe isso?"
HELIO BIRAL (São Bernardo do Campo, SP)
-
Jornalismo
"Sou formado em jornalismo e já tomei uma decisão: vou pedir emprego em um jornal de Londres. Afinal, os ministros do Supremo decidiram que o diploma de jornalista é só para 'inglês ver'."
LINO TAVARES (Porto Alegre, RS)
-
Bingos
"Após ler o editorial O bingo dobra a aposta ( Opinião, 20/6) sobre a legalização dos bingos, não pude deixar de escrever sobre este assunto tão polêmico. Foi uma surpresa para mim saber que um jornal tão conceituado como a Folha tem este tipo de opinião arcaica. Falar que o jogo está ligado ao tráfico de drogas é uma imagem hollywoodiana para vender filmes e encantar plateias. O jogo é um assunto atual e liberado na maioria dos países, desenvolvidos ou não. É uma indústria que gera milhares de empregos e impostos e é tratado com muito respeito na maioria dos países."
CAROLINA ALVES (São Paulo, SP)
*
"Não sou frequentador de bingos, nem aqui nem no exterior, mas nem por isso me identifiquei com o texto do editorial de sábado passado, o qual considero preconceituoso.
Se legalizar não é o correto, o que seria então? É errado apoiar quem quer fazer prevalecer a transparência, lutando por seus direitos e pela legalização? Ou seria mais fácil ser conivente com a intolerância e o preconceito, correndo o risco de ver o nosso país andando cada vez mais para trás?"
LUIZ ANTONIO DE LION (São Paulo, SP)
-
Vuvuzelas
"Irritante o barulho das 'vuvuzelas' nas transmissões dos jogos da Copa das Confederações. Para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, ou a Fifa toma alguma providência ou os canais de TV devem usar uma tecnologia que consiga evitar esse barulho desagradável que atrapalha as transmissões.
Parece até que existe um enxame de abelhas dentro da TV. Aguentar esse som irritante durante toda a Copa não vai ser fácil. Se esta festa nos estádios, com esse som, faz parte da tradição do país, que se ache um meio tecnológico de impedir que ele chegue para milhões de telespectadores."
ADILSON DUARTE DE OLIVEIRA (Parapuã, SP)
-
Araguaia
"Mas que coisa mais estranha! Não se vê nem se lê na mídia, através dos famosos e abundantes 'especialistas', nem sequer um único questionamento sobre qual seria nos dias de hoje a responsabilidade civil e penal de um tal PC do B perante a Justiça atual, ao ser este partido o responsável inequívoca e publicamente por recrutar, treinar e armar, financiando e levando ingênuos estudantes universitários (jovens) imbuídos da mais tola utopia, transportando-os para o meio do mato para, pegando em armas dos anos 70, peitar todo um Exército nacional! É só o Exército brasileiro o único 'culpado' nesta história?"
PAULO BOCCATO (São Carlos, SP)
-
Senado
"Vários leitores já questionaram no 'Painel do Leitor' a serventia que tem o Senado para o Brasil. E parece que não serve para nada mesmo, porque até agora nenhum dos 81 senadores se manifestou a respeito. Quem assiste às sessões pode perceber nitidamente que existe cumplicidade entre eles para empurrar a crise com a barriga. A prova disso é que o presidente da Casa, José Sarney, principal alvo das denúncias, continua no cargo e comandando as investigações de atos ilegais praticados por ele mesmo, o que é revoltante. Os senadores discursam, se fazem de indignados e jogam para a plateia assistir, mas não tomam nenhuma providência séria para acabar com a farra. Estão tentando jogar para debaixo do tapete, como fizeram com o caso do senador Renan Calheiros. Já está passando da hora mesmo de fechar o Senado, que só serve para abrigar uma 'camarilha' especialista em assaltar os cofres públicos, como afirmou o senador Artur Virgílio."
GILBERTO DE CAMARGOS CUNHA (Uberlândia, MG)
-
Skate
"Sou diretor da Confederação Brasileira de Skate (CBSk), membro do conselho de vistoria das obras das pistas de skate no parque Zilda Natel e conselheiro gestor eleito deste parque em 31 de maio passado.
Ao ler a reportagem sobre skate publicada no último domingo no caderno Esporte, senti a necessidade de fazer alguns esclarecimentos.
O primeiro é que foi criada uma comissão de vistoria dos skatistas moradores da região junto com a CBSk para acompanhar as empreitadas das pistas de skate.
Realmente a pista de skate no parque Zilda Natel não ficou ainda melhor porque, quando esta comissão foi criada, as obras já haviam sido iniciadas de acordo com o projeto original, limitando as ações e ideias desde grupo.
Mesmo assim, durante o processo de vistoria da Comissão dos Skatistas, tanto a Secretaria da Coordenação das Subprefeituras quanto a DB Construtora, responsáveis pela obras, sempre escutaram e seguiram os conselhos dos membros desta, entre eles skatistas experientes e respeitados moradores da região, como César Gyrão, Flávio Ascânio, Rogério Sammy, Luciano PT, Gustavo Castro, Felipe Mota e Rogério Lalau, entre outros.
Ao final das construções, o resultado foi bom, tanto que a alta frequência de usuários na pista de skate demonstra isto, senão nem seria atualmente a mais frequentada no município.
Muitos dos problemas de hoje são na verdade resultado da ausência de administração mais presente e preparada no local, sendo que, se houvesse pelo menos dois monitores contratados e treinados para organizar e fiscalizar o limite de skatistas por horários específicos, como foi combinado numa reunião na Subprefeitura da Lapa na presença de representantes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Subprefeitura da Lapa, Secretaria da Coordenação das Subprefeituras, Vivapacaembu, CBSk e membros do conselho de vistoria, não existiriam colisões como acontecem com certa frequência, principalmente na área de street.
A respeito do comentário sobre a necessidade de haver 90 graus (que chamamos de vertical) no 'banks' (erradamente chamado de 'bowl' na reportagem), não tinha como cavar um buraco mais profundo para haver altura compatível porque existe uma laje de concreto desde os tempos da obra do metrô Sumaré, impedindo pistas com 90 graus, que limitariam em muito a quantidade de skatistas aptos a andar ali, pela dificuldade de rampas deste tipo."
EDSON SCANDER, diretor esportivo da Confederação Brasileira de Skate (São Paulo, SP)
Resposta da repórter Carolina Morais Araújo - Por conta de seus problemas estruturais, o parque Zilda Natel foi fechado para reforma durante cinco dias, do dia 15 ao dia 19 de junho, segundo informou a Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente.
