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da Folha Online
Congresso
"Li que há senadores acusados por atos secretos alegando que os assinaram sem ler ou sem saber do que se tratava. E também há os que declararam haver votado sem saber no que estavam votando. Isso quando ganham muitíssimo bem, com todos os penduricalhos, além do principal. Sarney é muito bom administrador, como comprova sua fortuna pessoal, mas se lixa ao administrar a Casa, muito mal dirigida. Que tal baixar o orçamento de R$ 2,7 bilhões para R$ 270 milhões e demitir 90% dos 10 mil funcionários? Sem perder tempo em negociatas paralelas, melhoraria muito seu desempenho. Próxima atração: Câmara dos Deputados. Esperemos."
MÁRIO A. DENTE (São Paulo, SP)
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"Quando abro a Folha e vejo imagens de congressistas juntos com um ministro do STF, todos engravatados, bochechudos, sorridentes e brilhantes, gozando as delícias do poder, sinto um nó na garganta. Para consolar-me, deito para ler o livro 'O País dos Coitadinhos', de Emil Farhat."
CELSO ANTUNES PEREIRA (Ribeirão Preto, SP)
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Invisíveis
"Parabéns a Maria do Rosario pelo artigo 'Meninas invisíveis' ('Tendências/Debates', 23/6). Meus pêsames aos nossos juízes que, infelizmente, continuam a viver fora da realidade."
PEROLA SOARES ZAMBRANA (São Paulo, SP)
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Sarney
"Como bem lembrou o leitor Ivan Maia ('Painel do Leitor', 23/6), o presidente do Senado, José Sarney, retirou todo seu dinheiro dias antes da intervenção do Banco Santos, aquele do mecenas Edmar Cid Ferreira. Quanto privilégio! Ele realmente, como disse o presidente Lula, não deve ser tratado como um brasileiro comum!"
MARGARETH DE OLIVEIRA REZENDE ROQUE (Aparecida, SP)
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"Não me espantam mais esses escândalos no Senado. Para ser sincero, nada que vem daquela Casa me estarrece mais. No entanto, causou-me riso o presidente Lula falar que o sr. Sarney fez muito pelo povo brasileiro.
Dentro de minha ignorância, a única coisa que me lembro de ter sido feita pelo sr. Sarney foi: transformar o Estado do Maranhão em um dos Estados mais pobres e miseráveis da União; quando presidente, sendo que este entrou pela janela e era líder da Arena --partido que dava sustentabilidade ao governo militar--, levou o país a uma hiperinflação, por meio de um plano eleitoral que levou muitos ao desemprego e a serem despejados de suas casas; e inflou a administração pública com seus apadrinhados.
O sr. Sarney nunca fez nada pelo povo brasileiro. Pode ter feito pelo povo de sua família, mas pelo brasileiro isso soa como deboche."
ANTONIO LUZO DE OLIVEIRA NETO (Rio de Janeiro, RJ)
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São Paulo
"Não encontrei em toda a cobertura da Folha sobre a contratação do novo técnico do São Paulo nenhuma referência ao fato de ele ser casado com a filha de Ricardo Teixeira, conforme informação que circula na internet. Não seria o caso de deixar a cargo do leitor o juízo sobre se isso tem a ver com a escolha do Morumbi para sediar jogos da Copa?"
RENATO SANTOS PASSOS (São Paulo, SP)
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"A diretoria do São Paulo precisa entender que Muricy Ramalho é um patrimônio tricolor e jamais poderia ser tratado como foi. A torcida do São Paulo mostrou-se indignada com a injustiça cometida contra ele, manifestando-se nos jogos do time contra o Cruzeiro e contra o Corinthians.
Melhor seria se a diretoria tivesse dispensado as más contratações de Washington, Arouca, Junior Cesar, André Lima e Eduardo Costa, jogadores que não têm condições de integrar o elenco tri- hexacampeão brasileiro."
EDUARDO LUIZ PINTO E SILVA (São Paulo, SP)
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Crise
"A recuperação do PIB chinês, que já cresce perto dos 8% ao ano, agora pela mídia anunciada, é emblemática. Isso desmente os apóstolos fundamentalistas neoliberais defensores da ideologia do chamado Estado mínimo, que, aqui entre nós, continuam teimosamente insistindo em aplicar na gestão pública. A atual crise sistêmica do modelo do rentismo financeiro globalizado, gestada por tais 'sábios', não foi suficiente para afastar esses profetas do deus mercado do rentismo desvinculado da economia real e da produção. 'Suicidamente', continuam insistindo em aplicar aqui. Urge que nós afastemos da gestão pública esses 'cavaleiros do apocalipse' enquanto há tempo."
JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA (Rio de Janeiro, RJ)
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PT 2010
"Quero expressar meu estarrecimento diante da arrogância e da pretensão do sr. Emídio de Souza ('Tendências/Debates', 22/6).
Qual é o projeto político do PT que estabilizou a economia e que gerou empregos? Ele não consegue ver a história como ela é _sem ideologia?
Ele e os demais membros do PT devem parar de subestimar a inteligência das pessoas. Devem saber que existem outros além dos beneficiários do esquema e dos beneficiados pelo Bolsa Família. Que respeite a história se não a conhece."
CLOVIS ASSIS DE LIMA (Santo André, SP)
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Desertos
"Do jeito que estão as coisas na política brasileira, com atos secretos, atos obscenos e salários de mordomo na casa de R$ 12 mil, com conivência total do Congresso Nacional, fica difícil imaginar que o caso 'Propina Alstom' venha a ser investigado e que os culpados possam devolver aos cofres públicos paulistas o que receberam ilicitamente eventualmente.
Exceto se o Ministério Público suíço, que é sério e honesto, resolver julgar, condenar e colocar na cadeia suíça aqueles que receberam propinas, facilitaram a vida da empresa no Brasil e ainda deram mimos aos suspeitos que os ajudavam a intermediar contratos e outras benesses em solo paulista, mesmo ocupando cargos públicos à época.
Se formos depender da Justiça nacional, do MP daqui e dos nossos políticos, estaremos perdidos num deserto de ética, de honestidade e respeito à coisa pública, onde até os oásis foram roubados."
RAFAEL MOIA FILHO (Bauru, SP)