Painel do Leitor
03/07/2009 - 02h30

Gorjetas, energia, senado, Corinthians

da Folha Online

Gorjetas

"Vivendo e aprendendo: podia jurar que os 10% de gorjeta dos restaurantes era para pagar os serviços dos garçons. Mas, agora, como informa o texto 'Restaurantes chiques se unem contra lei da gorjeta' , não é bem assim. Os donos dos restaurantes têm a desfaçatez de se apropriar da maior parte das gorjetas. Esfomeados!"

ANTONIO DO VALE (São Paulo, SP)

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Energia

"'Energia nuclear é inevitável para salvar clima, diz Nobel' ( Ciência, 1º/7). Mais raro do que juntar sete Prêmios Nobel de Química concordando sobre as causas das mudanças climáticas é conseguir que apenas um deles entenda também de economia e de ética, para não propor apenas avanços tecnológicos como solução.
Se estivesse vivo, o Prêmio Nobel de Química de 1921, Frederick Soddy, teria feito propostas mais abrangentes e consistentes do que seus seis colegas e estaria de acordo com Walter Kohn: energia nuclear é mais uma tecnologia para consertar problemas gerados por outras tecnologias e que, em pouco tempo, se tornaria mais um problema a ser solucionado por uma nova tecnologia.
A possibilidade de conter a mudança climática sem diminuir o crescimento da população ou do nível de vida no planeta é outra ilusão irresponsável proposta pelo grupo.
A grande fonte de solução para a sobrevivência da civilização e de outras espécies que habitam o planeta está na 'tecnologia social': ajustar as regras do jogo econômico e os princípios éticos para tratar da realidade que construímos nos últimos 200 anos. A tecnologia deveria se subordinar às novas regras do jogo.
Detalhe: a visão sobre economia de Frederick Soddy é capaz de lidar com as mudanças climáticas, ao contrário da dos economistas que têm ganho o Prêmio do Banco Central da Suécia em homenagem a Alfred Nobel, inadequadamente denominado de Prêmio Nobel de Economia."

CARLOS EDUARDO LESSA BRANDÃO (São Paulo, SP)

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Copa do Brasil

"Li no 'Corinthians decola para a América' da Folha de 2/7 um bom relato sobre o que aconteceu em Porto Alegre: jogo baixo da diretoria do Inter; terrorismo sobre a arbitragem; luzes apagadas durante a comemoração do Corinthians; pedrada na boca do jogador Marcelinho etc. etc. O que resume o comportamento dos gaúchos pode ser sintetizada na ridícula postura de D'Alessandro.
Minha conclusão: Inter, um time desonesto, um mau perdedor."

EDILSON SILVA (São Paulo, SP)

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"O futebol pode ser apaixonante, mas o espírito de guerra deve ficar no campo, jogando-se com lealdade e respeito. Precisamos saber ganhar e perder na vida, pois isso faz parte. Até para comemorar é preciso ter etiqueta e educação.
Na minha opinião, torcedores e jogadores do Internacional e do Corinthians deram um péssimo exemplo dentro e fora de campo, extrapolando o limite de uma competitividade saudável. Isso só incita a violência."

JOEL RENNÓ JR. (São Paulo, SP)

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"A nação corinthiana agradece a Fernando Carvalho, dirigente do Internacional, pela criação do suposto dossiê de erros de arbitragem favoráveis ao Corinthians. Além de tal declaração motivar ainda mais o Corinthians, desmotivou por completo os atletas do Internacional, que se sentiram desvalorizados e sem forças para tentar virar o placar. Afinal, supostamente quem decide os jogos e sempre a favor do Corinthians, como mostra tal dossiê, é a arbitragem. O Corinthians jamais perdeu o foco e o respeito pelo Internacional e isso pode ser sintetizado na louvável atitude do zagueiro Willian, que não reagiu a provocações e mostrou para todo o Brasil o que é ser um verdadeiro profissional, preocupado unicamente em exercer com a maior dignidade a sua profissão, e não a luta livre. Parabéns, Corinthians, você é um legítimo campeão."

FÁBIO PEREZ (Birigui, SP)

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Futebol

"Estou plenamente de acordo com a imposição da Fifa sobre expressão religiosa no futebol. Ultimamente, principalmente por parte de brasileiros, este tipo de fanatismo religioso tem aumentado. Qualquer tipo de fanatismo e a ignorância são companheiros eternos. No futebol, principalmente, o campo é fértil! O duro é ver que a CBF nada percebe. Infelizmente, a ignorância está em todos os níveis. A seleção brasileira é do Brasil, que é uma mistura de credos, raças e culturas."

AIRTON NOZAWA (Londrina, PR)

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Catarata

"Aproveitando o gancho do editorial 'O desafio da catarata' ( Opinião, 29/6), gostaria que a Unifesp e o Ministério da Saúde agilizassem uma fila de pacientes inscritos na Casa da Catarata, já liberados para cirurgia e que necessitam de operação em centro cirúrgico.
Pacientes idosos e que necessitam de maior atenção no ato cirúrgico por suas condições físicas não podem ser penalizados por uma espera desumana.
Parabéns à Folha pelo editorial sensível e oportuno."

MARIA TERESA CARVALHO DE AGUIAR (São Paulo, SP)

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Cartórios

"Que me perdoe a sra. Patricia Ferraz, presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo ('Tendências/Debates', 30/6).
Os titulares, denominados por ela como registradores ou tabeliães, continuam sendo, para nós lá do interior, os eternos 'donos de cartório'. Reinam absolutos na absurda hereditariedade que se arrasta desde os tempos do meu bisavô.
Em cidades de pequeno porte como a minha, ser dono de cartório significa estar a frente de um dos melhores 'negócios familiares' dos últimos cem anos. O titular, invariavelmente, acumula um patrimônio financeiro de dar inveja. Tanto é verdade que a passagem de cartório de pai para filho ou tocado pela família por décadas é fato notório por esse Brasil afora.
Segundo a sra. Patricia Ferraz, o Estado de São Paulo e a União ficam com aproximadamente 65% de cada ato pago ao cartório. Isso significa que o 'dono do negócio' abocanha pelo menos 35% do que foi pago no balcão do cartório. Nada mal, já que qualquer imóvel de pequeno valor tem sua 'escritura' taxada em mais de R$ 1.000.
Segundo a sra. Patricia Ferraz, existem 'milhares de cartórios deficitários ou em luta para sobreviver em pequenos municípios'. Muito simples resolver esse problema: o candidato a tabelião, após aprovado em concurso público de provas e títulos realizado pelo Judiciário, deveria ser imediatamente designado para essas comunidades.
Um juiz não recebe por causa julgada e um policial de trânsito não recebe por multa aplicada. Da mesma forma, entendo que o registrador ou tabelião não podem receber por ato executado.

ANTONIO SÉRGIO BIAGIOTTI (Mocóca, SP)

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Fretados

"A decisão da prefeitura paulistana de limitar a circulação dos ônibus fretados em metade do centro expandido da capital a partir de 27 de julho próximo, com o intuito de melhorar o caótico trânsito da cidade, causará efeito inverso ao desejado, pois estimulará grande parte dos usuários desses a circular de automóveis, aumentando os já enormes congestionamentos.
Circulam diariamente por São Paulo mais de 10 mil ônibus fretados (com destino à cidade ou de passagem por ela), servindo a dezenas de milhares de pessoas. Os fretados foram criados originalmente pelas grandes empresas para transportar seus funcionários, suprindo as enormes carências do transporte coletivo tradicional (que hoje se encontram totalmente saturados), oferecendo economia, comodidade, rapidez e pontualidade.
A consequência será a geração de mais deseconomias, como aumento de perdas temporais, maior gasto energético e poluição e mais acidentes de trânsito."

LUIZ FERNANDO PETTINATI HOMEM DE BITTENCOURT (Santos, SP)

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Sarney

"Ainda há tempo, sr. Sarney. Mostre seu espírito de grandeza e licencie-se da função que insiste em continuar. Depois de insistentes ocorrências que deixam cada vez mais claro seu comportamento, que não condiz com a grandeza deste país, ainda há tempo de sair antes que 'saiamos com ele'.
Elogio a recente postura do senador Suplicy, que destoa de seus colegas de partido e posiciona-se com isenção e sabedoria, pelo bem da instituição Senado e do país. Que os demais se sensibilizem e juntem-se, puxando já no bom sentido e democraticamente o tapete de Sarney, que já deu o que tinha que dar nessa presidência. Chega de exemplos que o nosso país não merece."

JOSÉ ANTONIO A. TURQUETI (Franca, SP)

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Senado

"A cada dia que passa ficamos sabendo que este ou aquele senador (de qualquer partido) ou um alto diretor indica ou nomeia parente, amigo, namorado... para os gabinetes, dele ou de colega, apenas para encobrir o nepotismo ou maracutaia.
É de se indagar: havia mesmo as tais vagas? Alguém foi exonerado para que se encontrassem essas vagas? De que modo se deram as vagas nos outros locais?
Essa gente está contrariando a lei da física, segundo a qual ao mesmo tempo dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. O MPF investigará isso?

HILÁRIO MOUTINHO ESTEVES (Belo Horizonte, MG)

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Lula

"Esse Lula é mesmo 'abusante', como diria aquela serviçal da novela da Globo. Escorado em sua popularidade, vive condenando golpes de Estado, apesar de andar alinhado a golpistas mundo afora; faz questão de aparecer confraternizando com o famigerado MST, como se isto fosse democrático; usa e abusa do dinheiro do contribuinte para garantir o voto dos mais pobres; endossa o 'bolsa ditadura' que sangra os cofres públicos em proveito de duvidosas vítimas dos governos militares; acha que 'não faz parte do jogo democrático' banir da presidência do Senado o seu principal 'guarda-costas', que há anos chafurda em vícios parlamentares; condena o golpe em Honduras somente porque, disfarçadamente, também alimenta o mesmo desejo eternizante do presidente Manuel Zelaya. E o pior: não vemos o dia em que o nosso populista maior e seu PT 'largarão o osso'!"

ADAIL COARACY DE AQUINO (Rio de Janeiro, RJ)

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