Sarney, aposentados, Pinotti
da Folha Online
Sarney
"Informo que não sou eleitor de José Sarney, nem de sua família, nem os conheço nem quero, pois não tenho procuração para defendê-lo.
No entanto, como cidadão e advogado, acho que deve ser dado a ele o direito à ampla defesa. Sendo assim, vale perguntar: os atos secretos beneficiaram apenas o senador Sarney e seus familiares? E os outros senadores? Qual senador não obteve vantagem para si, para os familiares ou conhecidos em toda a história do Senado? Todos os senadores nunca cometeram nenhuma falha no cargo, apenas o senador Sarney?
Tudo de errado só aconteceu na gestão Sarney?
Não estou a defendê-lo. Se errou, que pague da melhor forma para o Brasil, mas isso serve para todos os senadores, e não apenas para um.
A imprensa deve investigar e denunciar, pois é bom para o Brasil. Mas a investigação deve ser isenta, verdadeira e sem pré-julgamento, assim como cabe uma investigação isenta, transparente e sem conotação política."
RAIMUNDO ALBERTO COSTA FILHO (Brasília, DF)
*
"Acabo de ler que o repórter Danilo Gentili foi agredido pelos seguranças de José Sarney. Oras, se ele não consegue responder ao que a imprensa questiona e ainda acha que é uma forma de deboche, o que faz como presidente do Senado?."
RENATO MENDES (Brasília, DF)
-
Aposentados
"Senador Paulo Paim, já ficou claro para o povo brasileiro que o objetivo dos senadores e dos deputados que estão conchavados com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é levar os aposentados e pensionistas do INSS à loucura. É o que estamos sentindo com esse processo de transferência das datas marcadas para as apreciações e votações dos PLs de sua autoria, elaborados com a intenção de devolver direitos adquiridos por esse segmento da sociedade brasileira. Isso vem acontecendo desde o ano de 2003. Estou errado na data? Ficamos estáticos quando, assistindo a TV Senado, ouvimos o senador dizer: 'Todos nós queremos construir uma saída para a situação dos aposentados, anunciando o dia fatídico para o próximo mês de agosto'. A saída pretendida pelos senhores não seria aquela pelo fundo do poço, quando todos nós aposentados já estivermos afogados? Senador, não seria esse o pensamento do presidente Lula e a maioria dos membros da Câmara e do Senado? Na próxima oportunidade em que o senhor usar da palavra no Congresso Nacional, pergunte a todos os parlamentares se, quando eles chegam em casa, têm a coragem de entrar nos quartos ou melhor, nas suítes onde dormem seus filhos, netos e bisnetos e olhar no rosto de cada um deles. Chega de tantas covardias."
LEÔNIDAS MARQUES (Rio de Janeiro, RJ)
-
Médicos
"Brilhante o artigo de Eliane Cantanhêde, 'Febre alta' ( Opinião, 30/6). Porém, cabe um imprescindível reparo: não são apenas os pediatras que estão barbaramente desvalorizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos convênios, mas sim todos os médicos. Passamos nos vestibulares mais concorridos do país, estudamos arduamente a vida inteira, não temos horário para lazer e assumimos uma responsabilidade imensa ao praticarmos um ato médico, para ganharmos R$ 34 por uma consulta de convênio. É exatamente por isso que o Brasil está como está.
Quando começarem a valorizar os profissionais responsáveis diretos pela melhora do bem estar da sociedade, como os professores de cursos primários, formadores de nossas crianças, e os médicos (de todas as especialidades), protetores de nossa saúde, talvez o nosso país consiga oferecer condições de vida digna a todos os brasileiros."
JOÃO CID GODOY PEREIRA. médico ginecologista e obstetra graduado e especializado pela Unicamp (Mococa, SP)
-
Internacional
"É inaceitável que um clube faça um DVD, principalmente antes de uma final, como fez o Internacional. As autoridades esportistas devem dar uma punição exemplar para que fatos como esse não se repitam. Depois reclamam da violência nos estádios."
JOSE PUERTAS ZAFRA (Uberaba, MG)
-
Indenizações
"Fiquei estupefato ao ler o texto 'O Bolsa Ditadura tornou-se uma indústria' ( Brasil, 28/6), do jornalista Elio Gaspari. Não sou contra reparação de danos causados pela ditadura, pois outros países civilizados também o fazem. O governo alemão pagou o equivalente a US$ 5,8 bi a Israel. No Chile, o governo pagou indenizações de R$ 11 mil e concedeu pensões equivalentes a R$ 500 mensais.
Vale lembrar que, na Alemanha, um projeto de 2007 dava algo como R$ 700 mensais a quem passou mais de seis meses na cadeia e tinha renda baixa. E na República Tcheca o benefício dos ex-presos não pode passar de R$ 350 mensais. O que me espanta é o altíssimo custo destas despesas pagas por nós.
Segundo relato, o Bolsa Ditadura já custou R$ 2,5 bi e estima-se que chegue a R$ 4 bi no ano que vem.'"
NEY MACIEL BRABO (Santos, SP)
-
"As meninas"
"Fiquei assustada quando li a coluna de Mônica Bergamo ( Ilustrada, 2/7). Por mais que Maitê Proença tenha feito uma promessa, acordo, sei lá, de trocar o nome da peça teatral de 'As Meninas' para outro nome e não cumpriu ou recuou, a escritora Lygia Fagundes Telles foi, no mínimo, grosseira e deselegante. Perdeu a razão ao deixar transparecer de que maneira costuma se referir aos seres humanos que 'pisam no seu calo' ou 'atravessam o seu caminho'. Sugiro que vá à estreia da peça no Rio de Janeiro, suba aos palcos e cumpra o prometido, pois gostaria de vê-la nos programas de fofoca das tardes da TV brasileira! Que decepção!"
MARGARETH DE OLIVEIRA REZENDE ROQUE (Aparecida, SP)
-
Lula e Corinthians
"O presidente Lula está pensando que pode tudo, mas definitivamente não tem o direito de subestimar a nossa inteligência. Ele, que já chamou Sarney de ladrão na década de 80, agora defende este senador que nos enoja com suas atitudes e palavras desmoralizantes.
Até quando o povo brasileiro se iludirá com esse presidente da República sem memória e que faz discursos de acordo com a plateia que está a sua frente? Chamar o time do Corinthians em Brasília depois do título da Copa do Brasil foi a coisa mais ridícula e descabida que um presidente já fez no exercício de seu mandato. Por acaso os torcedores do Internacional não são brasileiros também? Uma atitude absolutamente absurda em um momento tão obscuro na capital federal."
SANDRO FERREIRA (Ponta Grossa, PR)
-
Pinotti
"O jornalista Mario Magalhães, quando ocupava o cargo de ombudsman da Folha, em certa ocasião fez um levantamento das pessoas que eram mais prestigiadas pelo jornal por meio da publicação de suas opiniões no 'Painel do Leitor'. Naquela época, apareceu o nome do médico José Aristodemo Pinotti como primeiro colocado em tal ranking. Com a morte do colega Pinotti, o Brasil perdeu um dos poucos homens que defendiam a saúde e a educação públicas com destemor e isenção. As páginas da Folha nunca ficarão vazias, pois sempre existirão outras opiniões a serem publicadas. No entanto, para nós que acompanhamos o jornal diariamente, a lacuna deixada pela ausência do dr. Pinotti demorará bastante para ser preenchida."
JOSÉ ELIAS AIEX NETO (Foz do Iguaçu, PR)