Ônibus, Senado, Jornada, Médicos
da Folha Online
Ônibus
"Até quando nossas autoridades vão continuar fazendo aquilo que eles acham que está certo, sem dar satisfação à sociedade, a mais interessada nas mudanças? É revoltante a prática nefasta desses senhores mexerem justamente no que está dando certo. Será que é por não terem o que fazer em suas administrações? Quando milhares de problemas cotidianos atormentam os paulistanos, em vez de limparem a cidade das carcaças ambulantes que atravancam o trânsito caótico da cidade, pondo em risco a vida dos cidadãos, exigem a inspeção de veículos novos. Ninguém se dá conta do absurdo! Agora resolvem, na calada da noite, praticamente liquidar com um sistema que nasceu por conta própria e sobrevive dignamente sem a tutela de nenhum governo: o fretamento de transportes por parte do usuário comum --que foi uma grande conquista dos usuários. Numa bola fora, o prefeito Gilberto Kassab e os outros responsáveis não percebem que estão estragando o que vem dando certo até agora para milhares de pessoas. Seria cômico se não fosse verdade. Acordem, pensem melhor e esqueçam essa história, que só botará milhares de carros a mais nas ruas de São Paulo, já atravancadas. Sempre é tempo de mudar quando estamos errados em nossas decisões. Muda Kassab, para o bem da cidade."
TURÍBIO LIBERATTO (São Caetano do Sul, SP)
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Senado
"Não é de estranhar porque sempre a corda arrebenta do lado mais fraco, diz o provérbio. Mas que houve muitas acusações da mídia incabíveis, houve. Procura incendiar o ambiente, com jornalistas interessados no quanto pior, melhor. Leio que um neto de José Sarney vendia apólices de seguro para os parlamentares, como se isso fosse ilicitude. Qualquer um pode ser agenciador de seguros: por que não um neto de Sarney? Onde está a irregularidade? Tráfico de influência? É preciso ver se Sarney estava a par de que ele usava o seu nome. Usava? 'In dubio pro reo'! A par disso, estou com Lula quando diz que PSDB e DEM querem tomar conta do Senado: não conseguem por votação, vão às turras procurando irregularidades. Isto é política. Eu leio em cartas dos leitores a tendência de estarem a favor da oposição. Mas, quando o povo vai à votação, levam uma surra, logo... Eu não sou petista, sou neutro, e analiso como neutro."
OLAVO PRÍNCIPE CREDIDIO (São Paulo, SP)
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"São inacreditáveis as conclusões apresentadas por Alberto Vasconcelos Filho, Gilberto Guerzoni Filho e Maria Amalia da Luz, integrantes da comissão de sindicância do Senado, sobre os atos secretos. Concluem que Agaciel Maia e João Carlos Zoghbi são os únicos culpados, que penduravam os indicados dos senadores na folha de pagamento da casa para 'lograr proveito pessoal', que autorizavam todas as benesses secretas para os senadores de livre e espontânea vontade e, pelo visto, também obrigavam os senadores da Mesa Diretora a assinar os atos secretos."
MÁRCIA MEIRELES (São Paulo, SP)
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Jornada
"Existe evidência de que, se a jornada aumentasse de 44 para 50 horas semanais, aumentaria o número de empregos? E se ficar do jeito que está, em 44 horas? Essas discussões são padronizadas. Veja a 'cientificidade' do porta-voz das representações empresariais. Passou a vida todo afirmando que desregulamentar (desengessar) as relações de trabalho seria a solução para criar emprego etc. Quantos vezes este jornal, do qual sou assinante, brindou-o com a oportunidade de dizer essa oração. Agora ele aparece dizendo que são os investimentos que criam emprego, e não a redução da jornada de trabalho. Por que esse argumento do investimento, que todo mundo concorda, serve para ser contra a redução da jornada de trabalho, mas não se aplica à desregulamentação das relações de trabalho? Será que não existem outros cientistas, com ideias mais razoáveis e honestas, para serem entrevistados?"
JOSÉ PORFIRO (Rio de Janeiro, RJ)
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"A temática do espaço 'Tendência/Debates' de 4 de julho foi a proposta de emenda constitucional 231/95, que sugere a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo o mesmo valor do salário. Ela também propõe o aumento de 50% para 75% dos valores pagos pelas horas extras. Vemos dois deputados de 'partidos trabalhistas' discutindo a viabilidade da emenda. Os títulos desses artigos já explicam suas posições. O artigo de autoria do deputado federal Armando de Queiroz Monteiro Neto (PTB-PE), contrário à PEC, já explica suas razões: 'Leis sozinhas não criam empregos', isso é um fato considerável. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), favorável à proposta, afirma 'Jornada menor, vida melhor'. Considero essa afirmação um tanto falaciosa.
Precisamos buscar o meio termo aristotélico, qual seja? O equilíbrio: não adianta reduzir as jornadas semanais e gerar falências das micros e pequenas empresas ou demissões nas grandes. Ou mudar a lei e as empresas continuarem com menos pessoas fazendo o mesmo serviço. Há que se buscar uma ponderação. Sobre essa proposta penso que deve haver um estudo e um debate sobre essa questão, com outros especialistas."
MÁRCIO ALEXANDRE DA SILVA (Assis, SP)
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"A redução da carga horária de trabalho de 44 para 40 horas semanais em nada irá mudar o quadro do emprego no país, pois se não for feito uma reforma verdadeira e pontual no sistema trabalhista brasileiro, estes remendos de nada adiantarão. O que cria empregos no país é uma economia forte, crescimento sustentável, qualificação de mão-de-obra. O resto é coisa de sindicalista."
MARCOS BARBOSA (Casa Branca, SP)
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Médicos
"Parabenizo os autores do artigo 'Remuneração Digna para Médicos do SUS' (Opinião, 3/7). O projeto de lei só teria sentido se fosse aplicado ao setor público. No setor privado, um piso elevado seria até contraproducente, pois levaria à demissão de médicos e à recontratação desses profissionais como prestadores de serviço por meio de pessoa jurídica --o que já acontece muito hoje! Bom mesmo seria não precisar de piso, se o Estado de São Paulo tomasse a iniciativa de melhorar os salários, reconhecendo a importância fundamental dos médicos para a saúde."
JOÃO CAETANO ÁLVARES (São Paulo, SP)
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