Sarney, futebol na TV, EUA, José Alencar
da Folha Online
Sarney
"Ao pegar a Folha de 17/7 fui, como de costume, diretamente aos Editoriais, e em seguida ansiosamente para a coluna do presidente do Senado, José Sarney, esperando algum comentário sobre a epopeia política que presenciamos. Confesso que iniciei minha leitura assustado e terminei aos risos ao perceber que o presidente falava somente sobre informática e a guerra entre grandes corporações desse segmento. Talvez ele se deixe levar pelas novas parafernálias eletrônicas e se esqueça da ética parlamentar, da CPI da Petrobras e, claro, dos atos secretos, que para uns e outros são simplesmente virtuais, assim como a preocupação do nosso presidente do Senado, o mundo virtual."
FILIPE PINHEIRO LOURENÇO DE ALMEIDA (Penápolis, SP)
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Futebol na TV
"No dia da final da Libertadores, eu senti uma grande decepção com a Globo por não transmitir o jogo para todo o Brasil. Claro que o lucro é importante, mas pelo que dá pra perceber, não é a Libertadores em si que é tão importante, mas sim a presença de clubes do eixo Rio-São Paulo nela. Juca Kfouri expressou na sua coluna uma realidade, o Brasil não é o 'país do futebol', e sim o país dos times do eixo Rio-São Paulo. Vale lembrar que eu nem torço pelo Cruzeiro, sou são-paulino, mas sinto vergonha dessa prioridade que é dada aos times do eixo."
BRUNO RIBEIRO SILVA (Juiz de Fora, MG)
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EUA
"Meus parabéns pelo excepcional artigo de Sergio Dávila: 'Lobistas armam defesa de golpe no Congresso dos EUA'. Artigo nota 10, extremamente didático. É raro que nos contem como funciona o Congresso americano, referência universal. Só faltou informar quais grupos econômicos americanos estão a favor (ou contra) o golpe em Honduras."
OSMAR DE TOLEDO COLLAÇO (Santos, SP)
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José Alencar
"Escrevo para cumprimentar Gilberto Dimenstein pelo artigo em que a luta do vice-presidente da República contra a doença é dada como exemplo de superação. Há pessoas que não se entregam porque ainda têm o que fazer, como compreendeu, transformou em fórmula de sobrevivência e praticou como médico psiquiatra até sua morte, em 1997, o dr. Viktor Frankl, ele próprio um sobrevivente de Auschwitz e Dachau. Fiquei feliz com a sugestão de leitura de 'Em Busca de Sentido', que também considero imprescindível. Frankl escreveu no prefácio da edição americana que sempre alertou seus estudantes a não fazer do sucesso o seu objetivo porque, como a felicidade, ele deve advir da dedicação da pessoa a uma causa maior do que ela própria."
PEDRO EDUARDO DE FELÍCIO (Campinas, SP)
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Kaká
"Vi uma reportagem sobre a sra. Kaká dizendo que Deus deu dinheiro para o clube Real Madri comprar o passe do seu marido. Por que será que 'Deus' não deu dinheiro para a África comprar alimento e remédio para os pobres, para as pessoas que têm HIV, porque será que Deus não deu dinheiro para construirmos hospitais, creches, asilos, dinheiro para os cientistas descobrirem a cura do câncer e muito mais coisas que beneficiem o mundo em geral? Será que Deus só tem olhos para o Real Madri agora? Quanta hipocrisia! Mais hipócrita ainda é posar ao lado de uma bispa que esta presa. Será que Deus está feliz com tudo isso?"
JOSÉ VIEIRA SAMPAIO FILHO (São Paulo, SP)
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Ferreira Gullar
"Estou muito satisfeito com esse reconhecido autor ter levantado bandeira do tratamento adequado dos doentes mentais no Brasil. Especialmente concordo com a sua afirmativa de a doença mental ser uma realidade dolorosa para pacientes e suas famílias e que a nossa sociedade deve oferecer atendimentos adequados a esses cidadãos. Esses atendimentos adequados implicam bons programas comunitários que incluem residências supervisionadas, mas muito bem entrosadas com atendimentos psiquiátricos hospitalares a curto, médio e longo prazo. As enfermarias psiquiátricas em hospitais gerais podem oferecer acolhida a curto prazo, mas qualquer pessoa entende que residir num hospital geral por um tempo mais longo, por melhor que ele seja, é um impossibilidade. Precisamos ter bons hospitais psiquiátricos a médio e a longo prazo para atender os pacientes que necessitam de tais atendimentos."
MARCIO DE VASCONCELLOS PINHEIRO (Belo Horizonte, MG)
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"Transtorno mental é ao mesmo tempo doença e adoecimento. Não é apenas produto de um cérebro doente, mas também de uma vivência ou subjetividade que leva ao adoecimento por comprometer a química e a estrutura cerebral a médio e longo prazo. Tornando-se difícil distinguir quem inicia o processo. É preciso fugir da dicotomia funesta (corpo/alma) em que doença mental é da alma e a outra é da matéria. O doente mental também padece de doenças clínicas e pode ser acometido de infarto cardíaco, crises hipertensivas, hiperglicêmicas, insuficiência respiratória como qualquer outro mortal, e no hospital geral terá garantido seu direito de atendimento integral, tanto em situações normais, urgências ou emergências psiquiátricas ou clínicas, o que não acontece nos CAPs e hospitais psiquiátricos."
LUIZ ANTONIO DE SOUZA (Fortaleza, CE)
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Ombudsman
"Excelentes as observações do ombudsman desta Folha.
Falta capacidade aos políticos, da oposição nem se diga, porém falta à imprensa maturidade e competência para atrair a atenção e tornar interessantes temas positivos, que possam agregar valor, assim como acompanhar e concluir outros que não são mais manchetes. Cuidado com as simplificações e individualizações. Discutam-se processos, instituições etc. Chega de demonizações."
ANTONIO PARENTI FILHO (São Paulo, SP)