Sarney, Honduras, Lula
da Folha Online
Sarney
"José Sarney disse ser legal o ato de nomeação do namorado de sua neta para cargo no Senado Federal, o que constata como os velhos coronéis da política brasileira não distinguem entre o bem público e privado.
Entretanto, neste caso, o ilícito está na íntima ligação do presidente do Senado com o pouco recomendável Agaciel Maia e a nomeação em pauta ter sido feita por meio do censurável ato secreto. A ocasião é propícia para se discutir também o caso dos suplentes do Senado que, sem um único voto --e por isso sem compromisso com o povo--, agem com subserviência, apoiando e justificando todos os atos desonestos e seus praticantes ocorridos naquela casa --vide Wellington Salgado e Paulo Duque."
ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO (Botucatu, SP)
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"Quero muito saber se tenho algum parente no Senado ou se sou parente do Sarney. Preciso muito de um 'emprego' e já adianto: posso até trabalhar 'se' necessário!"
ISABEL CRISTINA DE OLIVEIRA (São Carlos, SP)
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"Na última sessão do Congresso, Sarney citou palavras do filósofo Sêneca: 'As grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: silêncio, paciência e tempo'. Na sua volta deveria usar outras palavras do mesmo filósofo: 'Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir'."
CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)
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Angeli
"Gostaria de parabenizar o cartunista Angeli pela brilhante, inteligente e hilária charge de 23/7, a qual brinda a todos nós leitores da Folha."
DANIELE PAOLO NAVACCHIA (São Paulo, SP)
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Paraguai
"O Brasil propõe pagar três vezes mais por energia de Itaipu. Ótimo para o Paraguai. Mas onde estão a Presidência da República e o Ministério da Justiça, que há mais de dois anos não fazem nada para que eu e mais dois colegas sejamos indenizados pelo Banco Central do Paraguai, com sentença trabalhista transitada em julgado? Carta rogatória enviada a eles não foi nem respondida.
O nosso governo não se mexe para defender os direitos de brasileiros."
PAULO ANTENOR BASTOS MEIRA (São Paulo, SP)
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Honduras
"Honduras já disse e repete: não quer o socialismo bolivariano de Chávez e seus amigos. O tal direito da livre determinação dos povos só existe para alguns? E a tão falada soberania, onde fica? Quer dizer que, se um dia o Brasil disser 'não' ao comunismo e ao socialismo bolivariano, também sofreremos sanções e pressões mundiais, inclusive dos EUA?
Que democracia é esta que essa gente diz praticar?"
MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO (Florianópolis, SC)
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Liberdade
"De suma importância o artigo 'Justiça, mídia e ficção' ('Tendências/Debates', 23/7), porque chama a atenção para um problema que a todos interessa: a manipulação social sob a batuta da (des)informação.
Nascida sob os auspícios do liberalismo do século 18, a liberdade de informação, em tempos modernos, não traduz o modelo democrático pluralista vigente. Indispensável ainda hoje o 'laissez faire laissez passer' (deixe-se informar). Contudo, necessário um refletir/agir sobre a outra face da informação (ser informado), e nisso a seguinte proposição: o que, como, e quando informar.
Em plena era da informação há uma multidão que dela é excluída. Informação sem liberdade é sujeição, mas liberdade sem informação é sujeição também!"
WASHINGTON LUIZ TESTA JÚNIOR (Jacarezinho, PR)
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Clóvis Rossi
"Parabéns ao ilustre jornalista Clóvis Rossi ( Opinião, 23/7) pelo excelente artigo publicado na Folha sobre as declarações de Lula na posse do novo procurador-geral da República, onde fez críticas implícitas aos procuradores da República que investigam as enormes ondas de corrupção que assolam o país.
Como é do seu feitio, ignora ele a existência do Conselho Nacional do Ministério Público, que apura os eventuais abusos de autoridades, não precisando contar com os errados conselhos do presidente que, aliás, não tem autoridade moral alguma.
As investigações dos procuradores da República tem respaldo constitucional."
ROBERTO LADEIRA (Belo Horizonte, MG)
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Lula
"Há tempos fiquei indignado e não me conformo até hoje com um pronunciamento do sr. Lula, em que ele disse que não havia ninguém mais ético do que ele neste país. Ele é o homem que passou a mão na cabeça de boa parte dos membros do mensalão, que não viu nada problemático na farra das viagens com dinheiro público para turismo particular e, agora, de forma nada surpreendente pelo seu histórico, abraça Fernando Collor e protege o sr. Sarney e sua pobre família, que consegue emprego público bem remunerado com nosso dinheiro e de forma secreta até para os passarinhos da casa.
Campeão da ética? Só se for no âmbito restrito de Brasília, onde não precisa muito para se destacar.
Em um campeonato envolvendo meu nome, de minha família e de meus amigos mais íntimos, dificilmente ele passaria para a segunda fase."
DANIEL DA ROVARE R. CASTRO (São Paulo, SP)
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"Com essa história de biografia, o presidente está querendo dizer que agora é um poderoso, já foi um oprimido e pede principalmente aos milhões de nordestinos que vivem em situação precária que aceitem comportamentos iguais ou piores do que o senador Sarney. O companheiro, com o afã de defender o imoral, comete inúmeros pecados com a própria biografia e, pelo jeito, quer dizer 'esqueçam minha biografia'.
Senhor presidente, se não fossem comportamentos semelhantes ao desses políticos que tanto o senhor já combateu e agora chora por eles, este país seria de verdade um país de todos. O senhor já se esqueceu de suas origens, daquilo que viveu e, por ser agora um 'poderoso', quer que sejam aceitos quaisquer tipos de comportamentos sem ética e sem moral?"
CLÓVIS ROBERTO DA SILVA (São Paulo, SP)
