Painel do Leitor
29/07/2009 - 02h30

Sarney, fretados, gripe A

da Folha Online

Sarney

"Com relação ao comentário de Agnaldo Timóteo ('Painel do Leitor' , 24/7), por quem tenho muito respeito, preciso registrar a minha indignação.
Para que o cidadão comum ingresse em um cargo público o mesmo deve pagar a inscrição e se submeter a pelo menos 12 horas de provas, muitas vezes orais e dissertativas, envolvendo conhecimentos gerais, básicos e específicos. Já um conhecido de um político necessita apenas de um telefonema, passando por cima de todos os possíveis candidatos.
Estes fatos nos mostram que a lei existe para poucos e nem todos são iguais perante ela. Viveríamos num país muito mais justo se as leis fossem apenas cumpridas."

ANA CRISTINA S. DE OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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"Cheguei à conclusão, após a missiva do sr. Agnaldo Timóteo e as falas do presidente da República em defesa do caso Sarney, que em cada profissão ou atividade existe um tipo de ética. Quando Timóteo era só cantor tinha ética de cantor e o senhor Lula de metalúrgico. Hoje ambos são políticos. E a ética do político é completamente diferente da ética do cidadão comum."

EUSMAL JOSÉ BORRACINI (Santa Fé do Sul, SP)

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"Vereador Agnaldo Timóteo, você canta bem, mas, com todo o meu respeito pela sua voz, como escreve mal! Dizer no 'Painel do Leitor' não haver imoralidade no que o Sarney está sendo acusado e que o avô deve sim ajudar a neta, ignorando justamente o que é moral... Os parentes, prezado vereador, devem entrar pela porta estreita dos concursos e não privilegiados pela prática do injusto, condenado e imoral nepotismo. E louvada seja a imprensa pelo bem que presta ao povo. A hipocrisia, em verdade, está nos congressistas quando faltam ao dever, enganando os eleitores ao se servirem, vergonhosamente, dos seus cargos."

EDSON FREIRE (São Paulo, SP)

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Fretados

"A nota emitida pela Secretaria dos Transportes de São Paulo, classificando as manifestações desta segunda-feira em favor dos fretados como 'uma postura intransigente de setores que se recusam a cooperar' é repugnante. Qualquer um que tenha estado pessoalmente lá viu claramente que o embarque era caótico, desorganizado, com filas gigantescas e trânsito totalmente parado. Somente após muito tempo de espera, sem atuação efetiva da CET e sem condições de melhoria, é que a paciência dos manifestantes, que são todos trabalhadores e pagadores de impostos, se esgotou e que passaram a invadir, sem nenhuma liderança organizada, as avenidas em sinal de protesto. Intransigente sempre foi o prefeito Gilberto Kassab, quem criou esta balbúrdia sem ter ouvido os usuários e sempre declarando taxativamente que a medida será implantada 'custe o que custar'."

MARCELO CRUVINEL MARSIGLIO (Paulínia, SP)

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Heliópolis

"Bastante interessante o artigo de Gilberto Dimenstein, 'O espetáculo eleitoral' ( Cotidiano, 26/7). Temos que bater bastante nessa tecla se quisermos melhorar o trabalho de nossos legisladores, induzindo-os a trabalhar mais pela sociedade e menos em benefício próprio. O Heliópolis, bairro educador, assim como outros exemplos de experiências bem sucedidas, devem ser disseminadas."

GIL DOS SANTOS NETO (São Paulo, SP)

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Lula

"É lamentável que Lula venha maculando o seu brilho pessoal ao rodear-se pelas assombrosas figuras moralmente tenebrosas e quando alimenta os monstros políticos viciados no atraso; vazios na compreensão do bem comum e inchados na privatização dos bens públicos.
Diariamente distribuem 'bananas' para a opinião pública quando exigimos dessas figuras um mínimo de respeito aos princípios republicanos. Será preciso explicar a eles o que isso significa?
Hanna Arendt, em sua obra 'A Condição Humana', deixa evidente que para os antigos legisladores a vida pública somente seria possível depois que os candidatos atendessem as necessidades mais urgentes da própria existência. Não é bem isso que assistimos na contemporaneidade de nossos 'nobres' políticos, que ainda usam a política para sustentarem tanto sua miséria privada como sua miséria ética.
Não exigimos nada em demasia, nem desejamos um país das maravilhas, mas que Lula tivesse permitido que Alice (a netinha de quatro meses do ilustre Clóvis Rossi) e tantos outros nascessem num país mais progressista, eticamente mais encantador e menos, muito menos, poluído politicamente."

ÂNGELA LUIZA S. BONACCI (São Paulo, SP)

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Parques

"Acredito que além do Parque Vila Lobos todos os parques públicos de São Paulo, em especial os lineares, têm vocação ambiental. Com muita campanha e informação acredito que a população possa reagir na preservação dos parques e ao mesmo tempo contribuir para não aumentar a poluição de rios e córregos."

CASSIA FERREIRA (São Paulo, SP)

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Bolsa Família

"É incrível como uma ajuda aos pobres pode despertar tanta indignação. Agora o Bolsa Família é acusado de causa do descontrole da natalidade no Brasil. Com todos os seus defeitos, o Bolsa Família é o único dinheiro que muitas mães recebem, sendo que a maioria cria a família sozinha. Em algumas cidades pobres é a única renda que movimenta o comércio. Engraçado que ajuda a bancos ('bolsa-falência'), privatizações (via BNDES, bolsa de compras), empresas falidas ('bolsa-incompetência') não despertam a mesma indignação na classe média alta e gastam muito mais do dinheiro público."

GERMANO RIOS FERREIRA (Uberaba, MG)

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Periferia

"Temos que elogiar iniciativas como a citada na coluna de Gilberto Dimenstein de 22/7, em que um professor transforma sua tese de mestrado em realidade na periferia de São Paulo. O nosso país precisa acreditar em pessoas como o professor Valdir Ferreira e levar adiante ideias que favorecem a população, inibem a ignorância, encaminhando cidadãos a melhores condições de vida por meio de políticas simples e mais eficazes do que outras que necessitariam maiores quantidades de dinheiro."

FILIPE PINHEIRO LOURENÇO DE ALMEIDA (Penápolis, SP)

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Gripe A

"Quando leio as notícias sobre a gripe tenho a impressão de estarmos completamente desprotegidos e nas mãos do acaso.
Os médicos não sabem o que fazer; cada hospital usa um protocolo diferente; as salas de espera são coletivas para qualquer sintomatologia e os remédios eficientes não estão mais disponíveis nas farmácias. Estaríamos muito mais tranquilos se uma junta médica com os melhores especialistas do Brasil estivesse orientando e dirigindo toda essa operação, e não o Ministério da Saúde. Também nos sentiríamos mais seguros se nossos médicos particulares pudessem nos diagnosticar, receitar os antivirais quando for o caso e que pudéssemos comprá-los nas farmácias.
Com toda a produção dos medicamentos nas mãos do governo, com o atendimento sempre precário dos hospitais e com a incapacidade dos atendentes em fazer os diagnósticos, muitos brasileiros já morreram e muito mais morrerão por conta dessas irresponsabilidades.
Peço ao ministro da Saúde para que tenha humildade e sabedoria para convocar os nossos especialistas com a urgência e a seriedade que a situação exige. Caso contrário, estamos simplesmente esperando o vírus nos atacar e por falta de testes, bom atendimento, bons protocolos e medicamentos, morreremos como moscas."

EDMUR HEBTER (São Paulo, SP)

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