Senado, sarney, símbolos, fumo
da Folha Online
Senado
"Caracterizar como quebra de decoro parlamentar o que foi dito pelos senadores Tasso Jereissati e Renan Calheiros seria uma enorme injustiça, posto que em momento nenhum proferiram nenhuma inverdade acerca um do outro."
MAURÍCIO SARAIVA DE CAMPOS (São Paulo, SP)
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"Como seria bom e útil se o Congresso brasileiro pudesse ser fechado para balanço neste momento e reabrir somente quando estivesse livre desses políticos desonestos, corruptos e, sobretudo, antipatrióticos."
JOSÉ RAFAEL MÓDOLO (Botucatu, SP)
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"Dilma pediu a Lina que livrasse Sarney. O que terá pedido Renan a Paulo Duque?"
JORGE JOÃO BURUNZUZIAN (São Paulo, SP)
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"Li na Folha que o Senado tem 10.000 funcionários . Será que tem lugar para todos? Lula sabe deste total e não toma nenhuma medida. Parece que o Brasil está nadando em dinheiro e duvido que exista outro país com tantos funcionários. Virou cabide de emprego ganhar votos nas próximas eleições e, com isso, as prioridades ficaram para trás, pois não sobra dinheiro para outros departamentos mais importantes.
Incrível! Quando o Senado se moralizará ou se reestruturará? Será que Sarney acabará com esta mamata?"
ANTONIO NEPPELENBROEK (Ituverava, SP)
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Sarney
"Lamentável e decepcionante a defesa do articulista Carlos Heitor Cony ( Opinião, 9/8) a José Sarney. Apesar do seu direito inalienável à liberdade de opinião, nada justifica defender o indefensável. Primeiro, porque é sabido que há coisas legais que, embora lícitas, são amorais e antiéticas. Segundo, porque o fato de Sarney ter atendido o pedido da neta (empregando o namorado dela) pode até não ser crime previsto no defasado Código Penal, mas o é por desrespeitar os princípios constitucionais da administração pública, em especial os da moralidade e da impessoalidade.
Ora, a Carta Magna é a lei máxima do país e, portanto, prevalece sobre o Código Penal. A Constituição deve ser respeitada por todos, inclusive figuras públicas que não estão (nem deveriam estar) acima da lei.
O articulista foi infeliz ao proferir argumentos incongruentes no intuito de justificar o injustificável."
LÍLIAN SOARES (Brasília, DF)
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Símbolos
"Ao ler os comentários de leitores e o artigo do conceituado senhor promotor de Justiça , doutor Roberto Livianu ('Tendências/Debates', 7/8), todos a tratar do mesmo assunto --a laicidade do Estado--, penso que, com o devido respeito, a reflexão trazida pelas palavras de todos, principalmente do eminente promotor, me fez chegar à seguinte conclusão: a de que, em nome de um Estado livre e democrático, esta suposta laicidade estatal acaba por satisfazer apenas aqueles que não têm nenhum vínculo com nenhuma denominação religiosa ou são ateus, agnósticos, enfim.
Esses grupos sim são os que têm o seu direito constitucional garantido. E os demais? Vou além: não seria mais apropriado nas repartições públicas, em vez de expor a foto do presidente da República, configurando um culto personalista, estar em permanente visibilidade o brasão da República? Afinal, presidentes passam e a República permanece.
Parece-me um tanto tolice, para não dizer autoritarismo ditatorial, querer proibir os jogadores de futebol de manifestarem publicamente suas crenças, sejam elas quais forem. Para muitos a fé é fonte de inspiração, força para a conquista e, para outros, a razão deve mover os sentimentos da pessoa. E cada qual ao seu modo que se manifeste com respeito e dignidade.
Por fim, por mais que afirmem contrário, a nossa pátria nasceu sob a insígnia de uma cruz fincada no solo desta terra, mãe gentil que se chamou de Vera Cruz, de Santa Cruz e, por fim, Brasil."
LUIZ HENRIQUE ARANTES (Jundiaí, SP)
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"Percebe-se um crescente uso indevido da expressão Estado laico (sem religião oficial) -- quando se quer dizer Secularismo, uma ideologia e uma agenda, neta do Iluminismo e filha do Positivismo-- por uma elite descolada dos sentimentos do povo e sem respeito à maioria, que vem provocando uma escalada recente antirreligiosa na Europa Ocidental e América do Norte.
Um Estado como um ente formal em si, que não se relaciona com a sociedade e a nação, com sua história, seus valores e sua arte. O que se pretende é a expulsão do pensar religioso da esfera pública, que passaria, de fato, a ser ocupada pelo materialismo, com desdobramentos no campo da ética. Nossa Constituição começa invocando a Deus. Além do fim dos dias santificados e da substituição de nomes religiosos dos Estados, municípios e artérias públicas, bem como dos monumentos à Bíblia, a estátua do padre Cícero do Juazeiro ou o Parque dos Orixás, esses laicistas deveriam ser mais diretos e começarem propondo a implosão do Cristo Redentor, no Corcovado, por sua imensa presença religiosa 'ofendendo' milhares de cariocas que, como decorrência, passariam a viver em segurança. Escolas e postos de saúde do SUS sem cruzes nas paredes se tornariam um primor de eficiência.
Temos coisas mais importantes e urgentes para resolver nesse país. Não perturbem a paz social e a convivência de todos com a arte sacra histórica!"
ROBINSON CAVALCANTI, bispo diocesano da Diocese do Recife --Comunhão Anglicana (Maceió, AL)
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Fumo
"Lendo as reportagens 'Dissipando a nuvem de fumaça' , da dra. Vera Lúcia da Costa e Silva, e 'As freiras feias sem Deus' , de Luiz Felipe Ponde ( Cotidiano, 7/9), fiquei com uma dúvida: qual é a ordem, o mal que faz o cigarro ou a lei que proíbe o fumante de forcar o outro a fumar? Onde foi parar o bom senso do fumante que não respeita o não fumante? O Estado repressor e feudal que decide o que você pode ou não fazer, desrespeitando os direitos, porque o nosso acaba onde começa o do vizinho..., isso é ensinado na escola ainda?
A poluição desta cidade continua fazendo vitimas fumantes, não fumantes, crianças, garçons, velhos, novos; a inspeção veicular (só para carros novos até agora e eu não acredito nisso) esta aí para recolher o dinheiro dos fumantes e não fumantes que possuem veículos novos; os antigos, com carburadores gastões e motores poluidores, continuam a circular sem problemas; a violência atinge índices desesperadores; as fábricas recebem multas depois de inundarem cidades inteiras com materiais potencialmente perigosos, que invadem bares, edifícios, teatros, apartamentos, casas, causando doenças respiratórias em crianças, adultos fumantes ou não.
Mas realmente a luta é contra o cigarro, esse vilão."
MAURO P. DIOGO (São Paulo, SP)
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"Não há como esperar que a guerra (ou seria inquisição?) ao tabagismo possa ficar mais acirrada do que já está no Estado de São Paulo. As forças armadas do governo paulista não param de apertar o cerco contra o grupo inimigo de fumejantes cidadãos, tanto os do bem como os do mal, contribuintes ou não, que nele se encontram contra a cruzada pela saúde pública.
As armas se evidenciam no que foi a criação minuciosa, depois a pronta aprovação e agora a eficiente aplicação da lei a ser silenciosamente seguida por todos os militantes que estiverem do outro lado nessa guerra se ousarem ser encontrados em calorosa ou tímida prática perniciosa queima do rolinho onde houver paredes, um chão e um teto.
Os que não fumam agradecem (sou um deles). Mas, se ainda vale a premissa de que 'perguntar não ofende', me permito e me atrevo a fazer uma inocente indagação, cuja resposta poderia proporcionar a todos menos tensão e discórdia: não é mais fácil fazer com que a indústria do tabaco e seus distribuidores, agentes e contribuidores, desapareçam de vez do mapa deste grande iceberg, digo, Estado?"
DONIZETTI RODRIGUES SACRAMENTO (Barueri, SP)
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Homossexualidade
"Só posso qualificar como estúpida a atitude do Conselho de Psicologia contra a psicóloga e seu cliente ('Psicóloga que diz 'curar' gay vai a julgamento em conselho', Cotidiano, 14/7). Em flagrante leviandade, o conselho quis 'lutar' contra um preconceito colocando outro no lugar, agora contra os heterossexuais. Trata-se de uma patrulha ideológica, que pretende invalidar o direito do cliente, achincalhando sua dor, e cercear o direito da profissional de exercer a sua profissão. Deixo aqui aos colegas psicólogos a grave questão: defendemos o interesse do cliente ou somos porta-vozes desse ou daquele movimento social? Ou, por outro lado, se chegar em nosso consultório um cliente com aquele perfil devemos excluí-lo por medo da patrulha disciplinária que o conselho pretende representar?"
RENÉ PEREIRA MELO VASCONCELLOS (Maceió, AL)
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Bolsa Família
"Vejo como um diagnóstico inadequado o realizado por muitos leitores da Folha quando criticam o programa social Bolsa Família do governo federal por conta dos sinais de falta de controle sobre os beneficiários do programa. Se existem falhas, como existem em tantos outros setores do Poder Público (leia-se, por exemplo, no âmbito do Poder Judiciário), tais erros devem ser evitados e, quando detectados, sanados. O que não se pode fazer é tentar derrubar uma iniciativa salutar como essa, que beneficia milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza, simplesmente porque alguns se beneficiam indevidamente, em detrimento de toda uma coletividade que realmente necessita desta ajuda. Não podemos fazer da exceção 'o rosto' da ideia principal."
EDUARDO SOUTO DO NASCIMENTO (São Paulo, SP)
