Painel do Leitor
13/08/2009 - 02h30

Senado, reeleição, educação, concessões, Venezuela

da Folha Online

Senado

"Ao ver o ato de rendição do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) na tribuna do Senado, constatei que estes senhores são feitos da mesma matéria-prima (podre). Reuniram-se antes para assinar a rendição, já que sabiam dos dossiês que estavam no forno, prontos para serem divulgados, e com muito medo de não conseguir reelegerem-se nas próximas eleições, quando muitos deles irão disputá-las. Num ato indecente, se compuseram.
Tudo será arquivado, e o senador Ribamar, vulgo Sarney, mesmo sem moral, continuará ocupando a cadeira da presidência. Neste 'jogo de cena', a população brasileira pensou que dessa vez conseguiria limpar a horda de crápulas que instalou-se na Casa que um dia abrigou homens de reputação ilibada.
Às excelências, meus pêsames. E à população brasileira, de norte a sul e de leste a oeste, não os reeleja a cargo nenhum.
O nosso Brasil precisa de homens honestos."

AGNES ECKERMANN (São Paulo, SP)

*

"A negociação no Senado para livrar Sarney e Arthur Virgílio de punição e o pedido de desculpas de Tasso Jereissati mostram que o PSDB já é a 'outra farinha do mesmo saco'."

CARLOS GASPAR (São Paulo, SP)

*

"Como seria bom se prevalecesse a ideia de Sérgio Guerra de não se candidatar a mais nada. Tasso Jereissati também manifestou a mesma disposição tempos atrás. Arthur Virgílio deixou de ser histriônico para não arriscar o mandato. O Brasil não merece essa oposição, mas podem escrever que todos serão candidatos novamente. O povo que os engula."

ANTONIO DO VALE (São Paulo, SP)

*

"É lamentável reconhecer que hoje o PSDB é uma versão, com verniz moderninho, de velhos partidos políticos e de executor de práticas vigentes há mais de 50 anos no Brasil. Esse acordo , mencionado na Folha de 12/8, caso venha a se concretizar, é o velho arranjo das elites para preservar seus pares. Uma vergonha!"

ANGELO RAPOSO (São Paulo, SP)

*

"A pretexto de proteger os visitantes contra a gripe suína, os gestores do Senado da República, Sarney, Renan e Collor, suspenderam as visitas do público às dependências daquele estabelecimento. E o chefe da comunicação agora é um sarneysista doente.
Como não querem acabar mesmo com o Senado, o próximo passo deverá ser acabar com a TV e a rádio do Senado. Quem sabe não seria bom transferir o prédio do Senado para o meio da floresta amazônica? Dessa forma os senadores poderiam distribuir, em total sigilo e entre os seus eleitores, amigos e patrocinadores, o dinheiro do contribuinte. Por falar nisso, quando será realizado um plebiscito para saber se o Senado deverá ser extinto ou não?"

WILSON GORDON PARKER (Rio de Janeiro, RJ)

-

Reeleição

"Toda semana sai um artigo de Marcos Nobre a respeito da putrefação do sistema político. Há sempre um omissão. A instituição da reeleição foi a gota d'água para piorar o que já era ruim. Os métodos para aprovar a reeleição foram relatados por Cony. As consequências da reeleição foram relatadas por Delfim. Ambos na Folha."

LUIZ GORNSTEIN (São Paulo, SP)

-

Educação

"Ao ler a Folha de 10/8, tomei um susto com as conclusões da pesquisa em educação feita por Martin Carnoy no Brasil. Realmente é de impressionar, pois o que parece que está bom na verdade não está.
Chega a ser triste uma frase de destaque do jornal: 'Professores brasileiros precisam aprender a ensinar'. É dura a realidade de um país que continua 'deitado em berço esplêndido' e que não progride consideravelmente. Que o país tem potencial, todos nós sabemos, mas às vezes parece que estamos largados e abandonados à boa vontade de políticos, que na sua maioria não entendem e não são inteligentes o suficiente para ver por onde devemos avançar. A educação está na base de qualquer sociedade, e quando vemos que a nossa encontra-se assim, decadente e apresentando níveis abaixo aos de Cuba, que é mais pobre, é de chorar. Realmente a pobreza não necessariamente compactua com a mediocridade. Estamos vivendo mais do que nunca, aqui em nosso país, uma era da mediocridade generalizada; mediocridade corrupta. Não permitamos que o básico da construção de um país forte, a educação, seja tratado sem o rigor necessário. Podemos até ser um país de pobres, mas não permitamos ser um país de ignorantes, pois a ignorância é porta aberta para as ideologias que escravizam."

BRUNO ÁTHILA N. SILVA (Cidade, Estado)

*

"Relevante a entrevista de Martin Carnoy sobre a qualidade dos professores brasileiros, públicos e particulares. Uma entrevista sem rodeios, destacando a ineficácia do modelo de bônus implantado em São Paulo pelo Serra.
A conclusão é que, notadamente em SP, a gestão da educação é errônea. O mesmo acontece com a saúde. Tente utilizar hospitais e ambulatórios da rede estadual ou municipal (onde governa o sócio de Serra). Um serviço péssimo, onde faltam médicos e especialistas, os quais somente existem no paradisíaco comercial de TV promovendo as bondades de Kassab.
No caderno Cotidiano, a matéria de capa diz que 'obras viárias em SP custam 20 km de metrô' Serra e Kassab adotando (quem diria hein Serra?) a criminosa estratégia do Maluf, estão afogados em pontes e viadutos. Para quem? Para os carros, é claro! A matéria leva à conclusão de que (como sempre) as obras servem para dar visibilidade e votos em época de eleição. Indignado (imagino eu) na reportagem, Horário Augusto Figueira, mestre de engenharia de transporte pela USP (será que Serra, Kassab e seus míopes agregados sabem mais do que ele?), afirma categoricamente que 'É dinheiro jogado no lixo'. E este dinheiro é uma montanha de impostos: R$ 4 bilhões.
Com certeza, além da visibilidade, esta fortuna voltará para o Serra, via empreiteiros, para engordar sua campanha em 2010. Em vez de se preocupar com a fumaça do cigarro que repousa na roupinha e no cabelinho da classe média, o governador deveria voltar sua gestão para ações mais ousadas e transformadoras."

EDISON BENETTI (São Paulo, SP)

-

Concessões

"O professor Bresser Pereira ( Dinheiro, 10/8) foi no mínimo precipitado ao concluir: 'não deveríamos abrir para empresas estrangeiras a concessão de serviços públicos'.
Esqueceu ou omitiu o aspecto mais relevante em análises deste tipo: quanto o usuário paga pelo serviço?
No caso específico das concessões rodoviárias licitadas e já prorrogadas pelos governantes do PSDB em São Paulo, as concessionárias de capital privado nacional estão nadando de braçada; basta comparar o preço cobrado por km rodado na Autoban, explorada pela CCR (nacional), com aquele cobrado na Rodovia Fernão Dias, explorada pela OHL (espanhola), e licitada pelo governo federal."

ALDO PORTOLANO (São Paulo, SP)

-

Venezuela

"Assustador o o artigo de Salomão Schvartzman e Zevi Ghivelder ('Tendências/Debates', 12/8), não só por mostrar o ressurgimento, na Venezuela de Chávez, de uma ideologia monstruosa que deveria ter sido banida para sempre como pelos ecos que o pensamento chavista encontra em parte da esquerda brasileira, inclusive nas universidades e no governo federal."

JORGE ALBERTO DE OLIVEIRA MARUM, promotor de Justiça (Sorocaba, SP)

-

Fretados

"Meu deus, não sei o que fazer e estou preocupado! Com esta medida de retirar os fretados do centro de São Paulo o transporte público que já era precário está ainda mais cheio.
Por motivo de cidadania, nos últimos 20 meses tenho deixado o meu carro na garagem durante toda a semana. Nesse período utilizo as integrações, buscando o melhor caminho que, para mim, é o menos lotado. Contudo, ficou impossível se locomover em São Paulo com o mínimo de decência.
Estou arrependido de ter votado em uma pessoa que prioriza o transporte individual, que é o carro, no lugar do transporte público. O correto seria organizar os fretados e não serem exclusos das alternativas. Brincadeira de mal gosto.
Gostaria de saber o motivo que levou o prefeito a tomar uma medida que desagrada, com certeza, a maioria dos cidadãos."

ANTONIO LEPIANE NETO (São Paulo, SP)

-

Sapo gordo

"A charge do Glauco de 11/8 está tão genial que merece ser elogiada e comentada. Vi perfeitamente aqueles imorais senadores --antes desafetos de Lula e atuais amigos desde o útero de suas respectivas mãezinhas-- xingando-se nas mesmas condições de amizade, igualdade, fraternidade e lisura. Eles se respondem na mesma moeda (dólares, euros ou o quê?), enquanto o da bancada nobre tem a boca entupida por um sapão bem gordo. Tão imoral, aliás, quanto o próprio engolidor. Viva o chargista!"

HELENA DE ALMEIDA PRADO BASTOS (São Paulo, SP)

Livraria da Folha
Neste livro escrito de próprio punho, Barack Obama busca as raízes de sua família --mãe branca norte-americana, pai negro africano e padrasto asiático-- e revela sua história e visão.
R$59,50
Neste livro, o primeiro presidente negro dos EUA Barack Obama analisa o governo Bush, a intervenção norte-americana no Iraque, as tensões religiosas e raciais e o terrorismo no mundo.
R$55,90
Livro ilustrado que traz informações sobre a história, as tradições e os fundamentos das religiões cristã, judaica, islâmica, budista, hindú e das tradições chinesas e japonesas.
R$59,90
Arrebatador relato sobre a brutal e inclemente máfia napolitana da Camorra, este livro inspirou o filme de mesmo nome, vencedor do Grande Prêmio do Festival de Cannes em 2008.
R$39,00
Neste livro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discute temas como a ditadura militar, a reforma agrária, o Plano Real e outras questões sobre o Brasil.
R$57,50
O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, revela os bastidores de sua ascensão ao cargo, a luta para reconquistar a confiança dos agentes econômicos e as desavenças na cúpula do poder.
R$29,90