Painel do Leitor
15/08/2009 - 14h40

Senado, gripe, educação, ambiente

da Folha Online

Senado

"Enquanto os parlapatões Fernando Collor e Renan Calheiros debateram em defesa de José Sarney e outros obscuros interesses próprios, Alagoas, o Estado que representam e por quem deveriam lutar, é o que possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano em nosso país. Em penúltimo está o Maranhão, que há décadas é governado pelo clã Sarney. Esses são os novos companheiros e conselheiros de Lula."

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO (Botucatu, SP)

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"Excelente a coluna de Carlos Heitor Cony, 'Caras & boca' (Opinião, 11/8).
A mídia ajudou a eleger Fernando Collor à Presidência da República e depois a própria mídia ajudou a derrubá-lo, com a militância do PT, caras pintadas etc. Em meio ao mar de denúncias que assolaram o Senado, até agora não houve nenhuma manifestação popular contra. Conforme disse o colunista, 'bem ou mal, de uma forma ou de outra, as coisas se arrumarão no Senado e na opinião pública, mostrando que a classe política é hábil em fazer pizzas. E as demais classes entram com a boca para devorá-las'.
Esse cenário nunca mudará."

ADALBERTO FERNANDO SANTOS (Taubaté, SP)

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"Se for verdade que o governo e a oposição se articulam para salvar o mandato de Arthur Virgílio e José Sarney, e de quebra livrar a cara do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, por ter pago diárias e passagens internacionais à própria filha com dinheiro público, isso realmente caracterizaria o fundo do poço moral na política brasileira.
Não se pode crer que a sujeira seja tão grande. Também não se pode crer que FHC esteja aconselhando essas articulações. O povo merece saber em detalhes o que está acontecendo.
Por favor, FHC e Lula, venham a público esclarecer o que estão tramando."

AMÉLIA DE VASCONCELOS (São Paulo, SP)

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Gripe

"Interessante a nota de primeira página da Folha de 13/8. O Congresso pede suprimento 'especial' do medicamento para combate à gripe suína. Os parlamentares e servidores não querem, segundo a nota, frequentar os centros públicos de saúde.
Não será esse fato uma explicação forte para o comportamento dessa gente? Não querem se misturar com o povo. É muita insensibilidade!
Julgam-se as nossas autoridades, de todos os Poderes, merecedoras de privilégios.
Estou cansado de ver carros com 'chapas pretas de bronze' circulando nas faixas exclusivas para ônibus. Enquanto isso os cidadãos 'comuns' se lixam nos congestionamentos. Pode?"

JOSÉ ROBERTO BENETI (São Paulo, SP)

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Educação

"Em entrevista concedida à Folha em 10/8, o professor da Universidade de Stanford, Martin Carnoy , afirma que 'os professores brasileiros precisam aprender a ensinar'. Pode-se concordar com o sr. Carnoy apenas em parte. Todos nós sabemos que o nosso sistema de ensino tem muitas falhas e muitos dos nossos professores não estão devidamente capacitados para exercer a importante função a que se propõem.
Mas não é correto dizer que todos eles 'não sabem ensinar'. Para contradizer a afirmação do ilustre professor, basta lembrar que muitos professores brasileiros lecionam em importantes universidades estrangeiras, onde são altamente respeitados pela sua competência.
Portanto, entendo que a opinião do ilustre visitante é preconceituosa e não condiz com a realidade. Acho que ele incorre em grave equívoco ao desqualificar todos os professores brasileiros, além de cometer uma indelicadeza. Acho também que ele deveria ser mais comedido ao criticar nosso sistema de ensino e nossos professores."

ANTÔNIO DOMINGOS DA SILVA (São Paulo, SP)

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"Em relação ao editorial 'Reaprender a ensinar' ( Opinião, 11/8), a meu juízo, a forma de contratação de professor é errada. Professor não deve ser contratado por número de aulas, mas para trabalhar em uma escola, com dedicação exclusiva e salário condizente, independente do número de aulas que se dê. A estrutura de ensino atual está engessada e não permite, via de regra, inovação. É preciso repensar uma nova relação professor-aluno."

JOSÉ ADALBERTO BORGES (Ribeirão Preto, SP)

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Ambiente

"São louváveis os esforços para regular de forma clara as questões ambientais, como defendido por Carlos Minc, Arnaldo Jardim e Paulo Teixeira ('O lixo dos outros e o nosso' , 'Tendências/Debates', 11/8).
No entanto, na aplicação dos marcos regulatórios já existentes, salta aos olhos a fiscalização ineficiente. Contratam-se poucos fiscais que têm sua atividade muitas vezes associada à inépcia e/ou à corrupção, uma imagem e postura que precisam ser radicalmente mudadas. Deveria ser valorizada a figura do agente ambiental, aquele que acumularia as funções de fiscalização séria e de educação, e seria o elo principal da corrente da sustentabilidade ambiental. Por mais modernas e pertinentes que sejam as legislações, estamos muito longe disso acontecer."

ADILSON ROBERTO GONÇALVES, presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Lorena, SP)

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Fumo

"Finalmente uma voz de sensatez sobre a nova cruzada cívica que se desencadeou contra os pobres fumantes.
Janio de Freitas, em sua coluna 'A pretexto da fumaça' ( Brasil, 13/8), faz considerações lúcidas, oportunas e preocupantes a que não se tem dado a devida importância.
Jamais fumei e tenho todos os motivos, até de ordem pessoal, para execrar os malefícios notórios e indiscutíveis do cigarro. Mas tenho muito mais temor da sanha dos espíritos autoritários, que pouco a pouco, sorrateiramente, como nos alerta o poema de Eduardo Alves de Souza, em homenagem a Maiakóvski, começam por invadir nosso jardim e roubar uma flor, depois matam nosso cão, até que finalmente o mais frágil deles nos rouba a luz e arranca a voz da garganta, e porque nunca fomos capazes de dizer nada, já não podemos dizer nada."

ANTONIO CARLOS AUGUSTO GAMA (Ribeirão Preto, SP)

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Vírus

"O editorial 'O vírus se espalha' (Opinião, 13/8) é primoroso demais. Um dos, senão o melhor editorial de todos os tempos. Mostra de forma clara, concisa e inteligente a realidade moral e política que o Brasil vive hoje. A classe politica, os partidos aliados a Lula e os golpistas que estão ainda desfrutando do poder, com este editorial, não deveriam mais sair de casa de vergonha."

DORVALINO FURTADO FILHO (Florianópolis, SC)

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Paternidade

"Muito importante a publicação de reportagens como a do último domingo ('Pelo menos 10% não têm sobrenome do pai' , Cotidiano, 9/8). A sociedade pode tomar para si a responsabilidade de intervir na transformação de realidades como essa.
O Fundo Brasil de Direitos Humanos financiou em 2007 o projeto 'Ele é meu Pai - Paternidade, reconheça este direito', da Associação Pernambucana de Mães Solteiras, citada na matéria. Na época foram repassados R$ 25 mil à instituição para desenvolver a campanha 'Seja um pai legal'. Mais que o reconhecimento, a proposta era sensibilizar os pais para o exercício da paternidade. O projeto desenvolvido mostrou como o dinheiro doado ao Fundo Brasil por fundações, empresas e pessoas comprometidas com a construção de uma sociedade mais justa pode ajudar a transformar positivamente a realidade.
Realizada em todo o Pernambuco, a campanha contou com a participação de aproximadamente 2.000 voluntários, 297 cartórios, 158 comarcas e 1.150 escolas estaduais. Pelo menos 6.000 crianças foram reconhecidas. O Fundo Brasil de Direitos Humanos investirá R$ 636 mil em projetos neste ano e já repassou R$ 1,165 milhão a 49 projetos de 2007 e 2008. As contas são publicadas anualmente, auditadas e fiscalizadas pela Curadoria de Fundações do Ministério Público."

ANA VALÉRIA ARAÚJO, coordenadora executiva do Fundo Brasil de Direitos Humanos (São Paulo, SP)

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