Painel do Leitor
27/08/2009 - 02h30

Suplicy, desocupação, Lula, Senado, drogas

da Folha Online

Suplicy

"Uma vez mais o 'encenador' Eduardo Suplicy ocupa a tribuna do Senado para fazer teatro, mas com vários dias de atraso.
Tivesse o sr. Eduardo Suplicy um mínimo de seriedade já teria deixado o PT há muito tempo. Quanto ao cartão vermelho, ele deveria ter aplicado a outras pessoas e não só a Sarney --que indiscutivelmente é merecedor--, mas também e principalmente ao sr. Lula."

ARTUR ARMANDO INTASCHI (Ubatuba, SP)

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"O gesto impressionista do senador Eduardo Suplicy simbolizando da tribuna a expulsão de José Sarney da Presidência do Senado não significou apenas um ato de forte hostilidade a um político, possui também outra leitura. Acentuou a dissidência que, a partir daquele momento, abriu na bancada do PT, especialmente na seção paulista, principal colégio eleitoral do país. Abriu a cisão porque, embora o partido tenha defendido a permanência de Sarney, nenhum senador da legenda, a começar pelo líder Aloizio Mercadante, contestou suas afirmações.
Assim, o episódio destina-se a produzir reflexos na sucessão presidencial."

FRANCISCO PEDRO DO COUTTO (Rio de Janeiro, RJ)

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"O desempenho metafórico-futebolístico do senador Suplicy no Congresso foi revoltante. O que quer esse senhor, ao reclamar de um jogo já encerrado com o resultado determinado por seus pares? Por que não bradou com a veemência demonstrada na comissão quando as denúncias foram divulgadas e discutidas?
Ao que parece, são todos gatos do mesmo armazém, seguindo fielmente seu mestre. Depois podem dizer o que quiserem, nada mais importará. Quem deve receber o cartão vermelho é o senhor senador, por tratar o eleitor com deboche e escárnio na principal casa da política nacional."

EMIL FREDDI (São Paulo, SP)

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"A Folha de 26/8 estampou em cores na Primeira Página uma magnífica fotografia do nosso senador Eduardo Suplicy, que é uma honra para São Paulo. Ela representa, simbolicamente, um gladiador, não um duelista empunhando uma arma mortal mas, sim, uma arma cívica, que dignifica um lutador contra os homens que consomem a honorabilidade do povo brasileiro. Esta arma cívica é um simples cartão vermelho de grande significado, que o senador Suplicy, com um gesto de nobreza e com altiva expressão no rosto, levanta para o alto dirigindo-o ao senador Sarney como protesto pela sua absolvição no malfadado Conselho de Ética.
Este cartão vermelho, em sentido futebolístico, significa expulsão do jogo, sendo que também foi para expulsar o senador Sarney da presidência da Casa.
Pena que os outros dois senadores por São Paulo não nos tenham dado esse orgulho! Tomara que o gesto do senador paulista, de independência, de transparência e de dignidade, no futuro seja imitado, para que todos os políticos brasileiros possam exclamar: temos honradez 'quae sera tamen'!"

ANTONIO BRANDILEONE (Assis, SP)

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Desocupação

"O choque entre a Polícia Militar e os moradores sem-teto durante a reintegração de posse de um terreno particular ( Cotidiano, 25/8) materializa a política da insensibilidade social do Estado com os mais humildes.
A Constituição Federal diz que a propriedade, mesmo sendo particular, deve atender a sua função social. Retirar mais de 2.000 pessoas de um local sem ao menos especificar o que será construído contradiz a própria lei maior e o princípio da dignidade humana, que deveria reger todas as relações sociais do país."

PEDRO VALENTIM (Bauru, SP)

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"Concordo com a manifestação do sociólogo Luiz Enrique Vieira ('Painel do Leitor' , 26/8) em relação ao brutal desalojamento de favelados em Capão Redondo.
Somente acrescento à lista de autoridades que ele cita a do juiz que determinou a reintegração naquelas condições e, principalmente, a do governador José Serra, a quem se vincula a Polícia Militar deste Estado."

JACIR GOMES SOARES (São Paulo, SP)

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Lula

"Toda vez que leio as observações de pessoas que apoiam o governo Lula percebo que apenas se baseiam em dogmas e parecem recitar mantras como se fossem religiosos fundamentalistas. Acreditam em verdades absolutas, o que dificulta o debate democrático, fundamental para a evolução da sociedade e sobretudo da democracia. Mas democracia para o PT parece um desconforto. Eles só fazem desconstruir o governo FHC. É bom avisá-los que o povão já nem se lembra dele e nem se Collor e Sarney foram presidentes. Essa é a nossa realidade.
Portanto, seria mais inteligente e proveitoso para o país que houvesse de fato um debate com argumentos e troca de ideias e não imposições, como se apenas o PT e este governo soubessem o que é melhor para a população.
O governo que passou ficou lá atrás. Não há o que fazer, a não ser a coisa certa e melhor que o outro. Enxergar que aqui e agora há um profundo mal estar no Congresso graças a promiscuidade que o PT tem com o PMDB para se manter no poder por qualquer meio e sem o uso de regras éticas. Não há como estar de acordo com este governo após mensalões, aloprados e tantos escândalos, onde seu líder, o presidente Lula, com seu eterno palanque, mais parece um 'duce' populista dando aos excluídos esmolas e privando-os de educação, saúde e saneamento básico. Assim, mantendo os índices de doenças do século 19 em nosso país e a ignorância que muito o ajuda."

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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"No palanque, de onde não desce para sentir o chão firme do repúdio popular ao Sarney, o presidente Lula faz brincadeira, faz ironia e usa a subestima, endereçadas à oposição. Sente-se num pedestal, por conta das pesquisas a seu favor. Mas até quando e até quanto? Será que ele não vê ou escuta (mania sua) que está destruindo o seu PT?"

EDSON FREIRE (São Paulo, SP)

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Senado

"Assisti pela TV Senado o aparte do senador Suplicy e foi de muita propriedade, pois o cinismo de Sarney, com toda esta crise, indo à tribuna como se nada tivesse acontecido era estarrecedor.
O sr. Sarney usou todas as palavras para crucificar Suplicy por não seguir regras usuais do Senado, mas o arquivamento de 11 acusações contra ele e todas as manifestações populares recebidas pelo Senado não precisa ser levado em conta?
É convivência parlamentar absolvê-lo apenas em troca de seu apoio em 2010? E o Brasil, a moral e a ética, onde se encontram nesse governo? É tão descarada a manobra política que chega a dar nojo. O governo não consegue mais trabalhar em prol do Brasil e, sim, apenas fazer esta maldita aliança para colocar a Dilma em pé no palanque. E o STE, onde se esconde que não dá um basta nesta campanha eleitoral a olhos nu?
Por favor, parlamentares, não somos fantoches. Nós pensamos, assistimos, ouvimos, criticamos e analisamos. Será que ainda teremos ânimo para votar em alguém em 2010?"

SILVIA MARIA DE ALMEIDA SÃO PEDRO (São Paulo, SP)

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Drogas

"Surpreendeu-me positivamente a corajosa postura de FHC e seu engajamento na descriminação da maconha.
Seu exemplo de que o ser humano não vive sem sexo ou drogas é fato comprovado desde Adão ou mesmo Noé, lembrando que o álcool é uma droga socialmente aceita, cuja lei seca norte-americana foi revogada em função de causar mais danos do que benefícios.
FHC enxerga os benefícios da descriminação comparados aos grandes malefícios que sua ilegalidade ocasiona.
Discordo do leitor Mauro Borges ('Painel do Leitor' , 25/8), que ataca o argumento de FHC e alega que a maconha só leva a três caminhos: cadeia, manicômio ou cemitério. Fazendo uma analogia simplista assim, o sexo também pode levar a três caminhos: adolescentes grávidas, cadeia por estupro e, porque não, cemitério em função das DSTs."

PAULO DE TARSO GUIMARÃES (São Paulo, SP)

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Vereadores

"É inaceitável, ainda mais nesse atual momento político brasileiro, conceber a ideia de que teremos mais 'representantes eleitos' espalhados pelo Brasil.
Por que colocar mais laranjas dentro das caixas onde a podridão já está instalada? A sociedade brasileira não pode aceitar um número maior de vereadores em nosso país, pois seria o mesmo que aceitarmos parasitas sugando todo indício de honestidade, ainda (ainda?) detectado nas árvores já secas do poder. E isso em todos os escalões do 'setor eletivo nacional'. É um insulto absurdo a nossa paciência aos nossos princípios básicos de cidadania e civilidade, que vêm sendo pisoteados e desrespeitados nas Câmaras, Assembleias e Senado Federal."

JOÃO LEONEL (Fernandópolis, SP)

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