Olimpíada, transporte, Capão Redondo, receita, calçados
da Folha Online
Olimpíada
"Não dá para ficar conformado e calado depois de assistir à pífia participação brasileira no Mundial de Atletismo, realizado na Alemanha nesta última semana. Não subimos ao pódio uma única vez!
Para que fazer uma Olimpíada no Brasil se não temos atletas? Será que é só para os políticos contratarem obras e venderem patrocínios? O que têm a dizer as nossas autoridades olímpicas, que não largam o osso? E o ministro dos Esportes, responsável pela gestão das políticas públicas na área, sobre a nossa participação no Mundial de Atletismo?
Nesse país de décima economia do mundo e de 200 milhões de habitantes, o esporte poderia ser uma boa alternativa de ascensão social e de oportunidades para muitas pessoas pobres.
Será que a poderosa e monopolista Petrobras, uma das maiores empresas do mundo --segundo a propaganda governamental-- não poderia despender uma pequena parte de sua milionária verba publicitária para patrocinar programas de viabilização de surgimento de novos talentos esportivos?
Temos a comprovação de que quando o trabalho é feito com seriedade os resultados aparecem. O exemplo da ginástica olímpica comprova a tese."
AIRTON GHIBERTI (São Paulo, SP)
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Transporte
"Gostaria de saber se o secretário municipal de Transporte, o senhor Alexandre Moraes, está andando de carro pelas ruas de São Paulo ou está utilizando o metrô? Acredito que não, pois, desde que começou a restrição da circulação dos ônibus fretados, está impossível transitar de carro pelas ruas da cidade.
Faço o trajeto de São Bernardo do Campo até a estação São Judas, deixando o meu carro em um estacionamento e pegando o metrô até a estação Sé. Esse trajeto de carro era feito em 25 minutos, mas, atualmente, estou levando 1h15; sem contar o metrô, que está impossível de utilizar pelo fato de estar sempre lento e lotado.
Mas, como disse o secretário : 'As pessoas podem dizer, isso é uma coisa. Agora, precisa ver se elas fizeram. A gente percebe pelo volume dos fretados, pelo volume do transporte, pelos índices de lentidão, que não houve essa migração'.
Será que isso é invenção minha ou dos 200 usuários que a Folha consultou na semana passada? Estamos cansados de sermos vítimas da atitude dos políticos do nosso país, os quais mandam e desmandam e o povo que se dane. As eleições estão aí e espero que o povo não se esqueça das diversas atitudes que alguns políticos estão tomando."
VIVIAN SZELPAL (São Bernardo do Campo, SP)
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Capão Redondo
"Estamos todos indignados com a situação das 800 famílias do Capão Redondo que foram atiradas na rua. Só porque o terreno era de particulares, e não da Prefeitura de São Paulo ou do Estado, ninguém faz nada? Ninguém diz nada, fora os quatro da ONG sem teto que levaram bala de borracha? Fica por isso mesmo? Em caso de favelização (e 2.000 pessoas são uma favela), não é previsto que os órgãos governamentais providenciem antes um terreno, com ao menos tendas, por enquanto, para abrigar esses infelizes?
Falar em abrigos da prefeitura --atualmente em fase de desativação-- é ridículo, tanto mais para os membros de 800 famílias que, deixados na sarjeta, só terão a 'alternativa' de se tornarem marginais.
Solicitamos aos representantes em que votamos que sejam tomadas, urgentemente, medidas humanitárias."
AURORA FORNONI BERNARDINI (São Paulo, SP)
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Receita
"Gostaria de dar os parabéns aos chefes da Receita Federal pela atitude de pedirem a exoneração coletiva de suas funções, pelo fato de não admitirem a interferência política nas suas funções, como ficou claro na demissão da secretária e no episódio envolvendo a ministra Dilma Roussef, pedindo agilidade das investigações.
Isto deveria servir de exemplo aos senadores que, sendo contrários ao arquivamento das denúncias contra Sarney no Conselho de Ética, e diante de todo tipo de velhacaria a que assistimos ultimamente, deveriam todos renunciar a seus mandatos se tivessem um pouco de caráter e vergonha na cara."
FRANCISCO JOSÉ DA ROSA (São Paulo, SP)
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Calçados
"Incrível! O executivo defende seu próprio pedaço na pizza, igual animal faminto, visando lucro acima dos direitos humanos, inclusive dos direitos do povo chinês, castigado por uma inexistência de política trabalhista, amparada no trabalho escravo, refeições inadequadas e carga horária excessiva ('Sobretaxa contra calçado chinês deve encarecer tênis', Dinheiro, 22/8).
Apoio, com certeza, a medida antidumping da Abicalçados, pois temos pessoas capazes e tecnologia suficiente. E mais! Eu compro tênis, relógio etc. com etiqueta 'Fabricado no Brasil'.
O brasileiro deveria realizar boicote nacional pacífico à compra de produto com etiqueta 'Made in China'. Todo calçado deveria possuir selo de direitos humanos impresso. Assim, eliminaríamos compras oriundas de países autoritários disfarçados pelo regime comunista/socialista falso.
Sugiro a leitura do livro 'História da Riqueza do Homem', Leo Huberman, parte 2, página 175, a todos membros das empresas SBF, Authentic Feet, Abramesp, onde, no livro, se relata a ganância dos ingleses dos séculos 17 e 18.
Vamos tentar construir um país mais justo!"
TIAGO VINTEM (São Paulo, SP)
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Senado
"Apesar de sermos duas jovens do segundo ano do ensino médio do Colégio Bandeirantes, não poderíamos deixar de expor nossa opinião em relação a atual realidade do Senado brasileiro. Queríamos agradecer ao senador Suplicy pelo seu ato na última terça-feira (25/8), a qual presenciamos um momento raro de indignação, coragem e honestidade.
Agradecemos a lealdade à nação brasileira e, assim como nós, acreditar que a política do Brasil evoluirá e, para tal, ações como a do senador são de extrema importância. Acreditamos que pessoas como ele fazem a diferença e são raras no meio de tantos outros desinteressados no progresso. Por isso o apoiamos. Desejamos que ele continue tendo força na palavra e continue sendo símbolo de esperança para tantos brasileiros. E que muitos cartões vermelhos ainda sejam dados, não só por políticos como o senador Suplicy mas por todo povo brasileiro."
NATALIA SIMÕES GAMBINI e LAÍS DE CAMARGO BARROS (São Paulo, SP)
