Delegacias, Rio, Abate, Juros, CVM
da Folha Online
Delegacias
"É uma vergonha o atendimento nas delegacias da Polícia Civil na capital paulista. Para se fazer uma ocorrência é necessário passar por humilhações, esperar cinco horas, enfrentar um jogo de empurra-empurra para outras delegacias, gracinhas e muito pouco caso de funcionários desqualificados. A situação está tão deteriorada, há anos, que não acredito ser possível recuperar a qualidade dos serviços. Só demitindo e trocando todo mundo, principalmente os escrivães."
PAULO MAGALHÃES (São Paulo, SP)
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Rio
"Era só o que faltava! Um arcebispo dar-se ao luxo de celebrar uma missa aos pés do Cristo Redentor, clamando por ajuda divina para que Rio de Janeiro seja escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016. Por que este arcebispo não promove missas para juntar a população carioca, para forçar seus governantes no sentido de dar aos carentes um atendimento médico decente e não a porcaria que é oferecida hoje? Ele não faz isso por não ser como a população pobre, que morre jogada em macas de corredores imundos, de hospitais em ruínas e sem pessoal médico e equipamentos necessários."
LAÉRCIO ZANINI (Garça, SP)
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Abate
"Os exemplos simplistas de 'paradoxo utilitarista' elaborados pelo jornalista Hélio Schwartsman ao final de sua coluna deveriam ser perguntados e confirmados por um utilitarista como o filósofo Peter Singer, ao invés de atribuídos levianamente aos seus seguidores. Quanto ao 'abolicionismo', que prega uma situação distante da realidade, porém ideal para todos os seres vivos e o planeta, concordo com a ativista Nina Rosa Jacob: 'A maioria das pessoas ainda come carne porque não conhece a realidade das fazendas e dos abatedouros'. Finalmente, exceto pela eutanásia, cujas circunstâncias são bem diversas das do abate de animais para consumo, 'abate humanitário' não seria tão paradoxal quanto 'homicídio humanitário'?"
CYNTHIA GAZAL CARVALHO (Barretos, SP)
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Juros
"Aproveitando a sempre inteligente coluna de Vinicius Torres Freire, ao mencionar que 'agora, a taxa de juro real (descontada a inflação) passou de 5%, contra os 10% brutais de outubro de 2008', sempre considerando que tais cobranças se referem ao período de um ano, isto é, 5% ou 10% durante o período de 12 meses, o que dizer dos 16% ao mês cobrados pelas redes Carrefour e Wal-Mart de seus clientes portadores de cartões aptos a realizar compras financiadas, que atingem, assim, estratosféricos 450% ao ano, anotados ostensivamente nas faturas mensais que apresentam? Onde estão os órgãos de defesa do consumidor, OAB e Ministério Público inclusive, que nenhuma atitude tomam em sua defesa?"
FLÁVIO MARKMAN, advogado (São Paulo, SP)
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CVM
"Recentemente a CVM baixou uma instrução obrigando as pessoas que aplicam suas economias no mercado financeiro a preencherem declarações informando, entre outras coisas, sua renda e patrimônio. Neste país em que tudo vaza, essa será uma ótima informação para as quadrilhas de sequestradores. Saberão a quem atacar e quanto exigir. Se essa é uma informação de interesse público, pergunta-se por que não utilizar as declarações de bens entregues anualmente à SRF? Se não é, pergunta-se com que direito se exige. A impressão que se tem é que se trata de mais uma invenção de burocratas querendo mostrar serviço, complicando a vida de cidadãos honestos."
RICARDO GUILHERME BUSCH (São Paulo, SP)
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