MST, Lula e Ahmadinejad, STF e aborto, salário
da Folha Online
MST
"Depois das inúmeras denúncias de irregularidades envolvendo as ações do MST, a destruição do laranjal Brasil, 7/10) foi mais uma demonstração do total desencontro entre o teórico e o prático da 'organização'. Um tiro que saiu pela Cutrale."
LUIZ G. NEGRÃO TEANI (Ribeirão Preto, SP)
-
Lula e Ahmadinejad
"Fiquei indignado com o texto do dr. Claudio Luiz Lottenberg ('Tendências/Debates', 7/10), no qual ele condena o presidente Lula por ter cumprimentado o iraniano Mahmoud Ahmadinejad pelo simples motivo deste negar a ocorrência do Holocausto.
Quer dizer que agora, só pelo motivo de negar acreditar em alguma coisa --por mais terrível que seja--, não haverá mais nem sequer aperto de mãos? E pior ainda: proibir, inclusive, a diplomacia em nome da história de um povo! Onde está a liberdade de expressão?
Se fosse assim, só porque os judeus não acreditam que Jesus Cristo é o messias, simplesmente nem o papa e nenhum presidente cristão poderia ter relações diplomáticas com um líder judeu, coisa que não vejo acontecer.
Haja paciência!"
CARLOS DE BIANCHI (Santo André, SP)
*
"A indignação e desacordo expressos pelo doutor Lottenberg em relação a simpatia do nosso presidente pela postura do presidente do Irã são compartilhadas por vários setores da comunidade judaica. Dos menos (eu) aos mais (ele) religiosos, todos se sentem desrespeitados. Somos produto da moral dos antepassados e do ambiente em que vivemos. Negar o erro histórico representa, para mim, justificá-lo."
PAULO SCHOR (São Paulo, SP)
*
"No artigo 'Uma oportunidade perdida em Nova York', Cláudio Luiz Lottenberg se diz profundamente decepcionado pela forma como o presidente Lula corteja o presidente iraniano e indaga se dispensaria o mesmo tratamento ao ditador chileno Augusto Pinochet, caso este ainda estivesse vivo e no poder.
Posso afirmar que se o ato favorecesse a permanência de Lula no domínio do país, o que inclui eleger o sucessor, nosso presidente faria a corte ao ditador chileno com tranquilíssima naturalidade. E se o coadjuvante declarasse publicamente que a Petrobras, a revolução agrícola, a estabilidade econômica, o Brasil enfim, tivesse principiado no governo Lula, este ainda o abraçaria, beijaria e faria o que o freguês quisesse."
GUTTEMBERG GUARABYRA (São Paulo, SP)
*
"Um povo que sofreu tanto como os judeus, o maior exemplo crítico que exerceriam nesse momento seria contestar a postura do Estado de Israel, que, assiduamente, comete crimes contra o povo palestino.
Acredito que concomitantemente às críticas ao governo Lula em suas relações 'diplomáticas', como assim fez o sr. Lottenberg, poderiam, junto com a comunidade judaica internacional, pressionar o Estado de Israel a parar com os frequentes ataques à Palestina, para que futuramente não sejam eles e seus descendentes vítimas de uma máquina mortífera. Para tanto, poderiam exigir do Estado de Israel a assumirem suas ogivas nucleares e, já que são um Estado integrante da ONU, assinarem o tratado de não proliferação nuclear."
DANIEL FERNANDO FISCHER LOMONACO (São Paulo, SP)
-
STF e aborto
"Gostei muito do artigo 'Toffoli, STF, família e aborto' ('Tendências/Debates', 6/10). Já era hora de alguma mídia se preocupar com o setor mais frágil da humanidade: os que nem nasceram! É uma briga boa e com certeza será pelo bem!"
JOSÉ ARMANDO A. GUARITA FILHO (São Paulo, SP)
-
Salário
"Procuro um político preocupado e comprometido com o povo brasileiro, com os assalariados e os aposentados, para levar adiante uma ideia que, se não resolver todos os nossos problemas, pelo menos será um bom começo para uma nova ordem a ser estabelecida dentro do nosso país.
A ideia é simples e tem um custo mínimo, mas requer coragem e muita pressão para podermos viabilizá-la: a partir de 2010, todos os salários de nossos políticos, sejam eles do Legislativo ou do Executivo --incluindo desde o mais humilde vereador até o presidente da República--, seriam reajustados pelo mesmo índice do salário mínimo nacional, que reajusta a quase totalidade dos assalariados e aposentados no país.
A indexação desse fator de correção poderia ser chamada, como gostam os nosso governantes, de 'Salário Mínimo para Todos'. Assim, os trabalhadores e aposentados saberiam de antemão que os nossos políticos, ao prepararem suas desculpas estapafúrdias na hora de estipular o novo salário mínimo, estariam comprometendo seus futuros vencimentos, e não somente o da maioria dos que dependem, e muito, do salário para viver. Dessa maneira, ficaria menos desigual o fosso enorme que separa o conjunto da nossa sociedade ao da classe política, sempre privilegiada com benefícios incompatíveis com a ética, o mercado de trabalho e o bom senso."
RAFAEL MOIA FILHO (Bauru, SP)
-
Ética
"A pesquisa do Datafolha citando que 83% dos brasileiros terem dito que já praticaram a falta de ética e corrupção ('17 milhões de brasileiros admitem ter vendido voto', Primeira Página, 4/10), comprova que os políticos corruptos são frutos de grande parte de uma sociedade hipócrita que prega a honestidade, mas pratica a ilicitude.
Muitos dos entrevistados ainda criticam a corrupção dos parlamentares e dos governantes, mas não por serem honestos, e, sim, de inveja de não terem tido a chance de chegar lá e serem iguais ou piores."
PEDRO VALENTIM (Bauru, SP)
-
Bafômetro
"Quem se recusar a fazer o teste do bafômetro pode ser enquadrado por crime de desobediência. O direito do cidadão de não fazer prova contra si mesmo não vale no caso do bafômetro. É a assente discussão do que vale mais e qual é o bem maior da vida a ser protegida.
Na realidade, esse direito de não fazer prova contra si mesmo foi primeiramente editado no Pacto de San José (Costa Rica), que estabelece que os direitos das pessoas são limitados pelas demais, ou seja, qual a sobreposição do bem maior da vida: não fazer o teste do bafômetro ou fazer?
Um direito fundamental individual pode ser limitado, quando tal restrição se faz necessária para garantir direito fundamental coletivo. Além disso, segundo o princípio da igualdade, os iguais devem ser tratados igualmente, e os desiguais, desigualmente; somente quando há discrímen poderá haver tratamento desigual aos iguais ou igual aos desiguais.
A legalidade do uso do bafômetro está na supremacia do interesse público sobre o interesse individual. No caso do bafômetro, estar-se-ia dando guarida ao crime, ao invés de conhecê-lo.
A pergunta é: esse direito é absoluto?
Pensemos que o melhor seria um aditivo à lei, para ficar bem explicitado."
PEDRO LESSI (São Paulo, SP)