Painel do Leitor
17/10/2009 - 02h30

Vale, IPTU, São Francisco, Painel do Leitor, MST

da Folha Online

Vale

"É uma indecência a ingerência de Lula e Eike Batista na Vale ('Eike diz que 'no momento' desiste da Vale' ( Dinheiro, 16/10). Não se pode permitir que a transformem em mais um cabidão de empregos do PT, corrupção e financiamento da campanha de Dilma."

FELIPE AQUINO (Lorena, SP)

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"O atual megamilionário e empresário Eike Batista é um homem de sorte nos negócios. Em sua biografia, conta que, quando terminou seus estudos de engenharia na Alemanha, voltou ao Brasil e comprou uma terras no Pará, motivado por nelas existir uma pequena mina de ouro. Coincidentemente, seu pai era presidente da mineradora estatal Vale do Rio Doce, que prospectava minérios em toda aquela região.
Com o êxito desse negócio, as empresas do Eike não pararam mais de crescer. Agora, a sua empresa do ramo de petróleo descobre uma megajazida na plataforma continental do Espírito Santo, local por onde já passou a nossa empresa (Petrobras), 'estado da arte' em prospecção de petróleo, e nada achou.
Ou os deuses brasileiros estão com o nosso megaempresário Eike Batista ou é pura sorte mesmo!"

LUIZ A. PRATALI (Santos, SP)

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"Fui membro do Conselho de Administração da mineradora Vale por quatro anos (entre 2003 e 2007), indicado pela Previ --fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil--, onde trabalhei como assessor de diretoria e gerente executivo. Também fui filiado e militante do PT de 1980 a 2007 e dirigente sindical dos bancários de 1994 a 2000. Saí dos quadros do Banco do Brasil em agosto de 2008, mas mantive a minha condição de participante da Previ.
Creio que conheço a Vale, a Previ, o PT e o sindicalismo bancário da CUT. De todos os atores envolvidos nesse insólito episódio da intervenção do governo na Vale, só não conheço o senhor Eike Batista.
O que mais me preocupa no caso não é a permanência ou não de Roger Agnelli no comando da empresa, em que pese reconhecer a sua inegável competência. É a utilização da Previ como instrumento para promover políticas governamentais e, pior ainda, para atingir objetivos político-partidários e favorecer candidaturas presidenciais, a governador etc.
Os dirigentes dos fundos de pensão não podem assumir compromissos dessa espécie, pois, ainda que os objetivos do governo fossem louváveis --o que não parece ser o caso--, os interesses dos participantes e assistidos dos fundos não são necessariamente coincidentes com eles.
No caso concreto, ouso até dizer que são divergentes. O melhor para a Previ seria reduzir a sua exposição no investimento Vale, já hipertrofiada, e não comprar uma briga irracional com os sócios para emplacar o senhor Rosa na presidência da companhia e promover uma reestatização camuflada da sua gestão."

GERARDO XAVIER SANTIAGO (Rio de Janeiro, RJ)

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IPTU

"Em relação às notícias sobre os estudos do prefeito Kassab para aumentar, ainda mais, a nossa carga tributária via IPTU ('Prefeitura planeja revisão geral do IPTU', Cotidiano, 14/10), gostaria de lembrar que a prefeitura já utiliza uma tabela de valores atualizados dos imóveis para efeito de taxação de uma venda (ITBI).
Na hora de uma venda, um imposto em função do valor do imóvel pode até parecer justo, e mesmo os aumentos anuais para atualização da inflação no período ainda dá para aceitar. Agora, aumentar um imposto residencial (IPTU) absurdamente acima da inflação (fala-se em até 300%) é um roubo, além de não ter o menor sentido.
Existe alguma categoria de trabalhadores ou aposentados que nos últimos 10 ou 15 anos teve um aumento acumulado semelhante ou mesmo um décimo disso?
Os munícipes que não venderão seus imóveis, ou seja, a imensa maioria, serão mais uma vez achacados e, como sempre, nada receberão em troca.
O que vai mudar? O que tem mudado nas últimas décadas? Teremos melhorias na saúde pública? Melhorias nas escolas municipais? Mais e melhores transportes? Mais parques? Melhoria no recolhimento do lixo? Alguém acredita nisso?
Para terminar, a recomendação de sempre: vamos nos lembrar dessa turma toda (prefeito, secretários, vereadores, chefes das regionais etc.) nas eleições do ano que vem, independente do partido de cada um."

FULVIO ATILIO SALMASO (São Paulo, SP)

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Transposição no São Francisco

"Fiquei feliz ao ver em andamento as obras de transposição do rio São Francisco ('Lula muda lei para agilizar transposição do S. Francisco', Brasil, 16/10).
Parabéns ao presidente Lula e sua equipe, pois o povo do interior do Nordeste tem sofrido muito com a seca que se alastra por vários séculos."

ADRIANO HENRIQUE DE OLIVEIRA (Caruaru, PE)

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Painel do Leitor

"O 'Painel do Leitor', principalmente a versão online, virou um painel de vegetarianos histéricos e antissemitas justificando a vinda para o Brasil de neonazistas como o presidente do Irã, pessoas que defendem sem nenhum pudor as ações criminosas do MST (o que eles tem contra a laranja, uma fruta saudável?) e, principalmente, viúvas do Muro de Berlim que urram contra o que houve em Honduras, mas se calam diante de regimes sanguinários como o da 'democrática' Coreia do Norte. Sem falar nos homofóbicos, que acharam 'um escândalo' o anúncio daquela grife de sapatos com a Juliana Paes e Cléo Pires.
Não sou antissemita, nem homofóbico, nem baderneiro, nem viúva do Muro de Berlim, mas adoro um pão com presunto. Mas, para o 'Painel do Leitor', infelizmente, não existo."

MARCELO CIOTI (Atibaia, SP)

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MST

"A Folha, em editorial intitulado 'Discurso da inocência' ( Opinião, 14/10), coloca no mesmo banco políticos das mais variadas personalidades. Mistura alhos com bugalhos para inocentar-se de pecados que comete.
De todos os citados, percebemos que o movimento dos trabalhadores rurais (MST) é a principal vítima da insídia. Ora, é gritante a forma como a mídia hegemônica trata de criminalizar os movimentos sociais, especialmente o MST, e isso é percebido por qualquer pessoa, independentemente de variação ideológica. As acusações de baderneiros são sempre usadas para classificar as ações do MST, e mesmo quando líderes do movimento dão outra versão, são lobos em pele de cordeiros. Logo, suas declarações são também criminalizadas.
Engraçado que o jornal, que acusa todos indistintamente de querer a inocência, porte-se exatamente como os acusados: também reivindica para si o direito à inimputabilidade."

ALBERTO BRITO COUTINHO (Salvador, BA)

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"A bancada ruralista no Congresso Nacional mais uma vez tenta dar as cartas em relação aos atos praticados pelo MST e, por extensão, tenta atingir o governo Lula. Não se pode generalizar as críticas levando em consideração uma questão pontual. E a pesquisa encomendada pela CNA, para avaliar a situação daqueles que receberam lotes na reforma agrária, poderia motivar uma proposta no sentido de mudar o quadro, ou seja, com a preparação adequada dos novos proprietários. Mas isto não consta do plano de quem quer apenas usar o palanque para suas diatribes costumeiras.
A CPI vai apurar também a situação dos fazendeiros que receberam alguns bilhões de financiamentos a juros subsidiados e anualmente pressionam pela prorrogação dos pagamentos? E, por fim, fará o levantamento da 'grilagem' feita por latifundiários em vários pontos do Brasil? Duvido."

URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)

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