Alianças, Drogas, MST, Servidores
da Folha Online
Alianças
"Jesus, se não se aliou, pelo menos conciliou com os romanos, grandes inimigos dos judeus : '22, 21: Então, ele lhes diz: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus'. Ora, Jesus devia saber que o tributo a César (Tibério, grande assassino e pedófilo) era a exploração injusta de uma potência invasora. Mas sua resposta era justificável, porque, se o negasse, sua pregação, bem como sua vida, terminariam nesse ponto. Aliança condenável seria a dos bispos no Concílio de Nicéia (325), presidido pelo pagão Constantino, que escolheriam os quatro Evangelhos mais antijudaicos para aproximar-se dos romanos, verdadeiros matadores de Cristo, pelo seu tradicional método de crucificação, que jamais foi empregado na história do povo hebreu."
LUIZ CARLOS ROQUE DA SILVA (São Paulo, SP)
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"Infeliz a colocação de Valdeir Celestino de Oliveira na coluna 'Painel do Leitor' de 24/10, quando diz que em muitas cidades brasileiras Cristo se alia a fariseus. A igreja de qualquer denominação religiosa é constituída por homens e, portanto, está sujeita a desvios e até a práticas de alianças espúrias. Cristo é o filho de Deus que, para resgatar esse homem decaído, perverso, enganoso, falso e corrupto, deu a sua própria vida, se submetendo à morte na cruz, que na época era o extremo do castigo destinado aos malfeitores."
CECÍLIA MORICOCHI MORATO (Franca, SP)
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Drogas
"A ainda Cidade Maravilhosa, de encantos mil, passa por mais um momento de muita tensão, causada pela ousadia dos narcotraficantes que agem de forma organizada na defesa de seus interesses. Surgem críticas válidas sobre a ação de alguns membros da Polícia Militar. Há criticas também ao controle de nossas fronteiras, para impedir o contrabando de armas e também a circulação de drogas nas estradas brasileiras. Mas não se critica com a veemência necessária os membros de vários segmentos sociais que têm pessoas que são usuárias de drogas e, consequentemente, estimulam o crime e fazem com que as organizações criminosas cresçam e ganhem grande poderio econômico. Exigir a repressão é muito fácil. Mas é preciso mais do que nunca ir em busca de formas de evitar o vício e de recuperar quem já não vive sem as drogas. É um programa amplo, envolvendo não apenas os organismos policiais, mas entidades assistenciais, universidades, enfim, todos os que possam de alguma forma contribuir para diminuir o uso das drogas. Antes que seja tarde."
URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)
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MST
"Alguns intelectuais --como Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo, Emir Sader, Eduardo Galeano (do Uruguai), Boaventura de Souza Santos (de Portugal)-- divulgaram manifesto em defesa do MST e contra a criação de uma CPI para investigar o repasse de verbas públicas para a organização. Em certo trecho do manifesto lemos: 'a derrubada de alguns pés de laranja'. E, em outro: 'mais uma ofensiva contra os direitos sociais da maioria da população brasileira'. Foram mais de sete mil pés de laranja destruídos, além do furto de caminhões, equipamentos e frutas, sem contar a destruição do patrimônio da fazenda. Quanto aos direitos sociais, pergunto: e os empregados da fazendas expulsos pelos invasores? E quem paga com o dinheiro suado dos impostos essas verbas destinadas ao MST? O fato de estar se discutindo na Justiça a titularidade da fazenda não dá o direito a ninguém de invadi-la e de depredá-la. O que menos tem no MST são trabalhadores rurais. Se esses intelectuais estão tão preocupados assim, que cedam as suas propriedades, que não devem ser poucas, ao movimento e, quanto aos estrangeiros, que os acolham em seus respectivos países."
MARLENE ALMEIDA INTASCHI (São Paulo, SP)
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Servidores
"É com tristeza que leio a reportagem sobre o aumento do número de servidores públicos do Estado de São Paulo ('Tucanos aumentam máquina pública em SP', Dinheiro, 19/10). Isto porque, sendo um deles, percebo que meus vencimentos continuam os mesmos desde setembro de 2007 e, no entanto, a folha de pagamento aumenta 19%. Nesta semana, na qual se comemora o dia do servidor público, o qual terá um ponto facultativo, seria importante que o governador valorizasse principalmente as carreiras de Estado. Nestas carreiras estão pesquisadores científicos e funcionários de apoio técnico, professores, policiais, promotores, médicos, enfermeiros e muitos outros, cuja dedicação e esforço superam as deficiências de infraestrutura da máquina administrativa."
MARCELO DE FRANCO, pesquisador científico do Instituto Butantan (São Paulo, SP)
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"As informações contidas na reportagem 'Aprovado em SP projeto de reajuste de 25% aos professores mais bem avaliados' (Educação, 21/10) causou em todos nós, professores da rede pública estadual, uma inevitável indignação. É imperativo que se mostre à população que o PLC 29/09 é uma mentira. Merecemos um salário justo, não gratificações. Estamos despidos sim, mas de estímulo e de esperança. Contudo, nos manteremos de pé lutando por uma educação qualificada e por condições dignas de vida e de trabalho aos professores. Mesmo sendo um engodo, o PLC 29/09 foi votado, na calada da noite, quando praticamente não havia público. O projeto pulou degraus mas, mesmo assim, iremos até o fim. A aprovação desta lei ratifica o completo descaso do governo com o magistério. O desprezo é tamanho que o impede de chegar perto e ouvir as entidades de classe. Mas não nos damos por vencidos. No momento em que o PLC 29/09 for sancionado pelo governador, entraremos com uma ação judicial sobre a ilegalidade da lei. Afinal, seria preciso que passasse pela comissão paritária, prevista no artigo 25 da lei complementar 836/97."
JOSÉ MARIA CANCELLIERO, presidente do CPP --Centro do Professorado Paulista (São Paulo, SP)
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