Radares, Concursos, China, Alianças, Rio, Transexual
da Folha Online
Radares
"Precisamos de muitos radares nas nossas cidades. É excelente o investimento feito pelo prefeito Gilberto Kassab que está espalhando radares e câmeras por toda a cidade de São Paulo, até mesmo em relógios públicos. O brasileiro, não apenas o paulistano, só se mexe quando dói no bolso ou, no caso, no número de pontos da carta de motorista. De quebra, os radares podem identificar a ação de criminosos e bandidos como aconteceu no caso do coordenador do AfroReggae, no Rio."
ALIANA CÂNDIDA SILVA (São Paulo, SP)
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Concursos
"Eu realmente me sinto um privilegiado por ser professor na rede pública em São Paulo. O concurso para professores e coordenadores do município que está ocorrendo neste fim de semana (25/10) é uma prova desse privilégio: primeiro na inscrição, parece que a Fundação Carlos Chagas escolheu o local mais longe e inacessível de minha residência para eu fazer a prova, já que moro ao lado de faculdades e escolas que estavam aplicando a prova; provavelmente é para me acostumar às longas distâncias que terei que percorrer caso eu passe no concurso. Mas o maior privilégio foi fazer a prova em dois horários: às 7h e às 18h do domingo. Realmente um privilégio que só ocorre com os professores: fazer prova no domingo à noite! Existe algo melhor para se fazer nesse horário? Ou alguém já viu profissões menos nobres, como médicos, advogados, engenheiros, fazendo provas de concursos públicos nesse horário fantástico! A justificativa deve ser para que eu possa me adaptar à minha rotina como professor de escolas públicas: trabalhar em três períodos, começando às 7h e terminando às 23h."
WILLIAM ANTUNES KOLIKAUSKAS (São Paulo, SP)
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China
"Leio muito a respeito de que as indústrias de máquinas, de calçados e de eletrodomésticos sofrem com a invasão chinesa. E nós, artesãos, que produzimos enfeites, chaveiros, pelúcias e outras quinquilharias, somos pequenos sim, temos no máximo quatro funcionários. Quando tentamos vender nossos produtos na rua 25 de Março, nos deparamos com seguinte frase: 'Só trabalhamos com produtos importados'. É humanamente impossível concorrer com produtos asiáticos. Então me pergunto, será que é a mão de obra mais barata? Será que são todos os impostos que eu pago? Inocência a minha. Afinal o Carnaval está chegando, a Copa do Mundo também e quem sabe poderemos torcer com apitos e cornetas 'Made in China'. Deus é brasileiro, sim, mas, se você olhar bem de perto, ele está com os olhos puxados."
LUIZ STAMATIS NETO (São Paulo, SP)
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Alianças
"Não é admissível qualquer censura ao presidente Lula no que se refere a ter dito que se Jesus estivesse na política brasileira teria de fazer aliança até com Judas. Quem chamou Judas para compor a dúzia de apóstolos foi Jesus Cristo já sabendo que ia ser traído."
JOSÉ LUIZ FONTOURA (Campinas, SP)
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"Muito tem se comentado sobre a afirmação do presidente Lula, de que no Brasil Cristo se aliaria a Judas. De bispo a seminarista, de cardeal do PSDB a filha de Maria, se trata de uma heresia. Esquecem que Pedro renunciou a Cristo e um perseguidor se tornou o grande propagador das ideias cristãs: Paulo."
RICARDO MELLO (Goiânia, GO)
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Rio
"É revoltante a posição do governo fluminense de ter que transferir os presos para outro Estado para, entre outros motivos, deixá-los incomunicáveis. Qualquer cidadão comum, aqui no Brasil, perde o sinal do celular com um mínimo de deslocamento, mas os traficantes presidiários, não. Pois estão seguros em seus escritórios particulares, onde nem mesmo um simples bloqueador de celular funciona."
JOSÉ GUILHERME SOARES (Uberaba, MG)
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Transexual
"Triste a matéria de Cotidiano deste domingo, 25/10, mostrando a situação da investigadora transexual Renata Azevedo. Além do preconceito de que foi vítima no exercício de suas funções ao longo dos últimos anos, teve ainda seus direitos elementares como paciente sustados. Este é o retrato das transexuais no Brasil: vítimas de estereotipação vulgar, não têm acesso aos meios médicos necessários para adequar seu corpo ao seu estado mental. Quem sabe se, ao menos, seu direito a um trabalho digno --que conquistou com esforço-- fosse respeitado, estaria em melhores condições de saúde. Apenas respeito bastaria, nada mais."
RONALDO JOAQUIM DE SOUZA (São Paulo, SP)
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