Liceu, calçada em SP, Dilma, saúde, Irã
da Folha Online
Liceu Coração de Jesus
"Gostaria de parabenizar a iniciativa da reportagem sobre o colégio Liceu Coração de Jesus ( Cotidiano, 28/10).
Sou ex-aluno do Liceu (1992-1999) e tenho um carinho especial pelo lugar. Visitei o colégio nas minhas últimas férias no Brasil (agosto de 2009) e fiquei bastante triste com a atual situação da escola. Me lembro das boas épocas vividas ali e o que vi eram 'fantasmas' de bons tempos, que não voltam. Será que não voltam?
A reportagem me traz esperanças de que algo seja feito para evitar o fechamento da escola! Como dizia um ilustre professor (Germiro Bertoli), com quem tive a honra de estudar no Liceu: 'Fecha-se uma escola, abrem-se presídios!' Espero que não seja este o destino do colégio!"
RAFAEL VIDEIRA (Oregon, Estados Unidos)
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"Gostaria de parabenizar a Folha pela reportagem sobre o Liceu e, também, solicitar que continuem sendo este canal para mostrar a todos a triste realidade que assola o centro de São Paulo.
Como morador da cidade e ex-aluno do colégio, convivo há 22 anos com estes problemas e, infelizmente, as autoridades competentes não tomam uma providência enérgica.
Esperamos que continuem na briga para, quem sabe, um dia o centro e o colégio Liceu Coração de Jesus voltem a ser o que já foram em seus dias de glória."
FÁBIO CAZZOLA (São Paulo, SP)
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"Excelente a reportagem 'Escola de Monteiro Lobato definha na Cracolândia'. É extremamente necessário chamar atenção do governo e das autoridades pelo descaso com a região central de São Paulo, onde passei grande parte da minha infância e adolescência.
Estudei no colégio Nossa Senhora de Loreto (al. Glete), de 1981 a 1986, bem próximo ao Liceu Coração de Jesus. Esse colégio, assim como o Liceu, sofreu com a degradação da região e fechou as portas no final do ano passado, para a tristeza de todos os alunos e ex-alunos. Também frequentava o Liceu, porque todas as atividades religiosas do Loreto aconteciam lá, como, por exemplo, a primeira eucaristia.
Espero, de coração, que esse colégio tão tradicional na região não tenha o mesmo destino do Loreto e não tenha que fechar suas portas por causa do abandono à sua volta.
Lugares que sempre ofereceram ensino de qualidade não podem ter esse fim. Colégios assim são raros, onde se ensinam valores e se formam indivíduos para serem pessoas de verdade, e não meros competidores no mercado de trabalho, a qualquer preço.
Saudades do Loreto. Sorte ao Liceu!"
ANDRÉA MAIA (São Paulo, SP)
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Calçada da fama
"Um detalhe a ser pensado e cobrado das autoridades referente a calçada da fama: 'o fluxo do trânsito no local foi estudado com a CET e a perda da Zona Azul será compensada por um estacionamento de oito andares que a Biroska está erguendo na rua' ('Comerciantes de Santa Cecília vão à Justiça contra a calçada da fama', Cotidiano, 29/10).
Uma pergunta que não pode ficar sem resposta: o preço do estacionamento será o mesmo de uma folhinha de Zona Azul?"
GUILHERME LOUREIRO (São Paulo, SP)
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Dilma
"Acho inapropriada a assertiva do sr. Adams, advogado-geral da União, de que 'Lula e Dilma não podem ficar em uma redoma' ( Brasil, 27/10).
Essa frase carece de um mínimo de isenção, já que o sr. Lula e a sra. Dilma há muito tempo não estão em redoma e, sim, em campanha eleitoral aberta.
Vistoriar obras nada tem a ver com comícios e festas com o nosso dinheiro público. Não há razão para a ministra estar em todos esses 'eventos' --incluindo pescaria no rio São Francisco--, ao invés de estar despachando na Casa Civil. E mais lamentável ainda, é dizer que 'pode ir para cozinha cozinhar o projeto, mas na hora de servir na sala...'. Argumento um tanto pueril para uma ministra.
Agridem a nossa inteligência e discernimento as negativas de ambos, de que não estão em franca campanha. O sr. Lula e a ministra deveriam ser os primeiros a dar exemplo de respeito às leis eleitorais.
Os altos índices de aprovação do governo Lula não autorizam atitudes de desrespeito às leis. Onde está o Tribunal Eleitoral?"
LUIZ ROBERTO SALGADO (São Paulo, SP)
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Saúde
"Com a sua infeliz declaração sobre o câncer de mama masculino ('Requião relaciona câncer de mama a parada gay', Cotidiano, 28/10), o governador Requião prestou um desserviço à saúde. Esta doença acomete ambos os sexos, sendo menos frequente, porém de evolução --muito mais grave no sexo masculino--, independentemente do paciente ser hetero ou homossexual e participar (ou não) de passeata gay.
Por isso, é de vital importância o diagnóstico precoce para o sucesso do tratamento e a cura, enquanto esta é possível. A declaração impensada do governador paranaense pode contribuir para o constrangimento de indivíduos do sexo masculino portadores de nódulos ou lesões mamárias, atrasando a ida dos mesmos aos serviços de saúde, públicos ou particulares. O governante deve retratar-se com urgência."
LUCIANO DE ALMEIDA BURDMANN (São Paulo, SP)
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Irã
"Em região das mais conturbadas do planeta, o presidente Lula escolheu um dos países que mais gera conflitos com a Europa e os EUA para amansá-lo, ao afirmar: 'Defendo para o Irã a mesma coisa que eu defendo para o Brasil em relação à energia nuclear' ('Lula se reúne com iraniano e defende sua aspiração nuclear', Mundo, 24/09). E, ainda --relata a reportagem--, que essa afirmação se deu 'após encontro de duas horas com Ahmadinejad em um hotel de Nova York. O brasileiro afirmou ter recebido do colega iraniano garantias (sic) de que Teerã não quer a bomba'.
A única coisa que podemos pensar sobre isso é que vivemos um momento surrealista em nosso país. Enquanto 'explode' a violência e o tráfico de drogas, que ameaçam a segurança e a saúde de nosso povo, o presidente Lula resolveu imbricar nosso país em armadilhas criadas pela política internacional como a de Honduras e, agora, a do Irã. Sem falar no elevado ônus de aliança estratégica com a França, cujos termos ainda são desconhecidos. De prático, ela já gerou o imbróglio do 'exílio político' de Battisti no Brasil, contrariando a Justiça italiana, que teve apoio da comunidade europeia para extraditá-lo. E, recentemente, surgiram os contratos de compras de helicópteros, navios --sendo um nuclear-- e de estaleiro a ser construído sem licitação pela Odebrecht no Rio. E mais! Em breve deverá ser assinado contrato de compra de aviões franceses, contrariando escolha feita pela Aeronáutica, de caças suecos pela metade do preço. E così la nave và..."
EDUARDO JOSÉ DAROS (São Paulo, SP)
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Futebol
"Lendo a reportagem 'Jogadores do Barueri dizem ter recebido 'mala preta' do Cruzeiro contra o Fla', esse assunto reafirma apenas uma grande verdade: os campeonatos de futebol deixaram de ser esporte há muito tempo. Passou a ser empresas e comércios, onde predomina o dinheiro e o lobby."
MÁRCIO ALEXANDRE DA SILVA (Assis, SP)
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Casamento de padres
"O dr. Walter Ceneviva argumentou em seu artigo 'Entre Bento e Paulo' ( Cotidiano, 24/10), em favor da defesa do direito ao casamento por parte de sacerdotes católicos, baseado em vários trechos de cartas do apóstolo Paulo.
Todavia, é preciso que se diga que o próprio apóstolo optou pelo celibato e, mais ainda, defendia como mais vantajoso este estado, como consta na sua primeira carta aos coríntios, capítulo 7, 1-9, sobretudo os versículos 7 e 8. Por isso, a interpretação que deve ser dada aos trechos que o doutor Ceneviva apresentou deve de ser sistemática e não tópica, ou seja, o que o apóstolo defendeu é que o bispo, em sendo casado, que tenha uma só mulher, e não que todos os bispos devam ser necessariamente casados."
MARCOS BASTOS DOS SANTOS (São Paulo, SP)
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Judiciário paulista
"O bem articulado artigo do secretário Sidney Beraldo ('O Estado moderno, o servidor e o cidadão', 'Tendências/Debates', 28/10) não mostra ao leitor a verdadeira situação dos funcionários públicos civis do Estado de São Paulo. Embora avanços devam ser reconhecidos aos servidores do Poder Executivo, o mesmo não pode ser dito aos do Judiciário.
Realmente, falta quase tudo aos servidores do Judiciário paulista, o maior do país: plano de cargos e salários (o PLC 43/2005, na pauta do dia da Assembleia Legislativa, nunca vai à votação); política clara para reajuste salarial (obediência à data base da categoria e incorporação de gratificações, além da diferença gritante e sem razão dos rendimentos percebidos pelos funcionários da Justiça Federal), numa ofensa hedionda a uma classe importante na distribuição da Justiça.
Se não somos membros do Judiciário, os bons servidores caminham ao lado das importantes figuras dos desembargadores e juízes, indo além da sua função precípua (administrativa/cartorária), auxiliando em pesquisas, na elaboração de pareceres, entre outras atividades.
Resultado desse descaso se mostra no número de servidores --bons servidores-- que vem deixando o quadro de funcionários, decorrente da aprovação em concurso em carreiras mais atraentes."
ANDRÉ MIRANDA RODRIGUES, escrevente técnico judiciário do Juizado Especial Cível da Comarca de Palmeira d'Oeste (Palmeira d'Oeste, SP)