Educação, trânsito, Mercosul, centro de São Paulo
da Folha Online
Educação
"No 'Painel do Leitor' de 30/10, o secretário de Estado da Educação, Paulo Renato Souza, fala sobre a política de valorização do magistério deste governo.
Ora, desde o início deste ano dei entrada em minha evolução funcional (especialização que fiz por conta própria) e até hoje ainda não obtive resultado. Sei que a evolução está no DHRU e nem sequer tenho previsão de quando irei evoluir profissionalmente!
Então, com tudo isso, devo ainda me sentir valorizada?"
MARIA JANEIDE PINTO (Guarulhos, SP)
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Trânsito
"A prefeitura já reconheceu que não tem condições de retirar os mais de 2 milhões de veículos que circulam em São Paulo sem pagar IPVA. A prefeitura já reconheceu que não tem condições de controlar a poluição dos carros fabricados antes de 2003. E, agora, pretende colocar chip cobrando dos proprietários ou do munícipe.
Está mais do que na hora que a dupla dinâmica, secretário de Transportes e prefeito, comece a trabalhar seriamente."
RONALDO JOSÉ NEVES DE CARVALHO (São Paulo, SP)
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Mercosul
"Setores da opinião pública deviam questionar o papel do jornal 'O Globo' e outros, no caso, por exemplo, do Mercosul. Que interesses defendem ao boicotarem a união dos países da América do Sul? Por que a intriga entre países (diversos casos)? Por que o ódio a Chávez, comparando-o a Hitler e Mussolini? Por que o apoio ao terceiro mandato do presidente colombiano é democrático e os demais, continuísmo? E o apoio às bases americanas na Colômbia?
São muitas contradições contrárias ao Brasil."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
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Centro de São Paulo
"Fui aluno do Colégio São Luís e, nos tempos de estudante, passei muito pelo centro de minha cidade natal. Íamos, de gravata, aos cinemas; lanchávamos na 'Salada Paulista'; subíamos de bonde a Brigadeiro e a Consolação...
Hoje é doloroso sentir a decadência da cidade, o centrão do crack, o Liceu e refletir com Clóvis Rossi o artigo 'Os cacos de uma cidade' (Opinião, 29/10).
Atualmente participo da paróquia Martin Luther, no centro, na av. Rio Branco, que desenvolve excelente trabalho pastoral com moradores de rua. Ainda acredito em poder, novamente, passear com sossego no centro da Pauliceia, e penso que todos os responsáveis da prefeitura e dos órgãos públicos devem interessar-se em conhecer e ampliar iniciativas como essa, para a revitalização da nossa 'inner city'.
Quem sabe, a vida cultural e social de São Paulo possa repetir o brilho daqueles tempos em que a cidade 'era pequena, mas grande demais'!"
ANTÔNIO LUIZ AMADESI GOMES (Jundiaí, SP)
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Violência policial
"Gostaria de lembrar que o fato de o comandante carioca se sentir 'ofendido' por seus comandados serem chamados de 'bandidos fardados' não é um fato inédito. Quando, em 1997, o lamentável episódio da favela Naval caiu no conhecimento público, o então comandante paulista dos 'bandidos fardados', em entrevista a uma emissora de TV, acusou as vítimas de envolvimento com o tráfico, mesmo sabendo que era uma acusação falsa, apenas para proteger 'seus bandidos'.
Como se vê, não é fácil comandar bandidos. Sempre há que se dar explicações."
LUIZ ANTONIO ALVES VITA (São Paulo, SP)
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Drogas
"Muito se tem falado na descriminalização da maconha como política de combate ao tráfico de drogas. Com as recentes decisões do México e da Argentina, que tiveram a coragem de tirar do Código Penal o consumo da erva, bem que o Brasil também poderia avançar nesse sentido.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comprou a ideia e, aproveitando sua influência como intelectual e líder mundial, vem mostrando os benefícios de tal medida.
Há anos vemos que a política de segurança pública, matando e prendendo traficantes, e apreendendo drogas, não deu e não dará nenhum resultado.
Um bandido é preso ou morto, mas três já disputam seu lugar; a mão de obra é farta.
Bandidos se dão ao luxo de colocar drogas para serem apreendidas para desviar o foco das polícias, prática conhecida como 'boi de piranha'.
Ao se legalizar a maconha, os governos poderiam arrecadar impostos e investir em políticas de saúde pública. Devemos pensar no assunto."
FABIO TAVARES (Rio de Janeiro, RJ)
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Reforma tributária
"No dia 24/10 foi publicado o artigo 'Remédios e venenos', de autoria do professor Marcos Cintra, doutor em economia e autor do projeto do Imposto Único, dando alternativas para corrigir a excessiva valorização do real, como, por exemplo, estimular a manutenção no exterior de dívidas geradas pelos exportadores, compensando-os pelo diferencial de juros por meio de um fundo lastreado.
No meu modo de ver, a mais importante alternativa seria conceder com urgência a reforma tributária e oferecer créditos e estímulos à busca de maior eficiência interna, reforma tributária essa que nunca passa de promessa. Foi assim nos oito anos do governo FHC e continua sendo nos sete anos do governo Lula."
BENJAMIM RODRIGUES TRINDADE (São Paulo, SP)
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Violência e futebol
"Lamentável e, ao mesmo tempo, repugnante a atitude criminosa do torcedor do Coritiba que atropelou covardemente jovens torcedores do Atlético Paranaense nas imediações do estádio Couto Pereira, em Curitiba.
Um jovem torcedor está entre a vida e a morte, e o criminoso do volante, em uma sala de delegacia esperando, talvez, pela soltura, já que se trata de um rapaz de posses e tem bom advogado --o que mais constrange quem anseia pela justiça neste país.
Segundo o próprio delegado, o tresloucado do volante disparou seu carro, transformando-o em arma contra um grupo de torcedores rivais no dia do jogo. Visivelmente, este marginal, travestido de coxa-branca, estaria embriagado. Vale lembrar que alguns meses atrás a polícia flagrou e prendeu um rapaz, que é vice-presidente da torcida Império Alviverde do Coritiba, que, na ocasião em que se dirigia ao estádio, estava repleto de armamentos. Isso é 'quadrilha organizada' e não torcida organizada!
Até quando os curitibanos verão tais situações destes marginais, que usam o futebol para se armarem e cometer crimes contra outros cidadãos? Punição já para estes malandros!"
REGINALDO FERREIRA (Curitiba, PR)
