Painel do Leitor
05/11/2009 - 02h30

Plágio na USP, Senado, aposentadoria, minissaias

da Folha Online

Plágio na USP

"Nós, pesquisadores e docentes da Universidade de São Paulo, preocupados com a qualidade de nosso trabalho, sentimo-nos transtornados com o vergonhoso clamor que dá mostras de comportamento antietico de docentes desta universidade ('Reitora da USP é acusada de plágio em estudo sobre vírus', Cotidiano, 4/11). Isto se dá diante da impunidade com que são tratados os transgressores, que se sentem à vontade para aproveitar-se das benesses de sua produção científica (bolsas, viagens, etc.), mas que na hora do acerto de contas dizem que os culpados são os estudantes e colaboradores, obviamente os mais fracos.
A USP vive momentos particularmente espinhosos e necessita urgentemente de medidas que a recoloquem no rumo correto. Os plágios são absolutamente horrorosos dentro da academia e devem, obrigatoriamente, ser exemplarmente punidos."

ELCIO ABDALLA, professor titular e membro das academias Paulista e Brasileira de Ciências (São Paulo, SP)

-

Senado

"Nossos senadores se consideram acima de tudo e de todos. Para eles, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado é quem vai decidir na semana que vem se mantém a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de cassar o mandato do senador Expedito Júnior ('Senado ignora Supremo e mantém senador cassado', Brasil, 4/11). Ou seja, para os nossos senadores o Supremo não é supremo. Existe na Casa um órgão com maior poder de julgamento.
Isso é uma vergonha para o nosso país."

RONALDO GOMES FERRAZ (Rio de Janeiro, RJ)

-

Aposentadoria

"Ao ler o editorial 'Arapuca parlamentar' ( Opinião, 4/11) contendo o comentário de que 'Câmara põe na pauta proposta de aumento real de aposentadorias que pode desequilibrar ainda mais a Previdência', me surpreendi com a visão míope com que o jornal abordou o assunto.
Provavelmente, o articulista desconheça os fundamentos da criação da Previdência Social, os quais estabeleciam que, com a contribuição de empregados e empresas, deveria ser constituído um fundo, cujos rendimentos deveriam custear os pagamentos das pensões aos aposentados.
É bom lembrar que por um bom período --em meados da década de 70--, os empregados e empresas contribuíam até o teto de 20 salários mínimos e os empregados, que pagaram até aquele teto --hoje aposentados--, recebem cerca de 60% de 10 salários mínimos.
O articulista se esqueceu de perguntar ao governo o que foi feito daquele fundo, assim como não comentou os ganhos dos parlamentares --cujos salários são ajustados por eles mesmos--, ou as aposentadorias pagas aos servidores públicos, estas sim são as que desequilibram as contas da Previdência Social.
Se na visão da Folha 'gastos públicos e benefícios sociais não podem se expandir tão depressa, a ponto de comprometer a própria geração de riquezas no país', por que não lançar uma cruzada para redução da quantidade de funcionários públicos, a busca pela produtividade da máquina estatal, a maior transparência nos gastos públicos etc.?
Gostaria de lembrar que o aumento no valor das aposentadorias, alem de justo, deverá aumentar o consumo, o qual, por sua vez, aumentará a arrecadação de impostos, propiciando ao governo um caixa maior para poder gastar com as suas maracutaias."

PAULO BRAGA DE OLIVEIRA (Bertioga, SP)

*

"É o mesmo Senado, que não cumpre ordens do STF, que abriga funcionários fantasmas, paga hora extra no recesso e publica atos secretos (e não se tem o responsável); fica tudo por isto mesmo.
Mais uma vez, é negado aos aposentados um reajuste decente. Não conseguimos entender! Afinal de contas, se tem verbas para perdoar dívidas de caloteiros, pagar o FMI --mesmo que isto onere a dívida interna, hoje já de trilhões--, para comprar camisinhas, aviões caríssimos (quando poderíamos comprá-los da Embraer), para mensalão, 'cuecão', membros do Executivo, Legislativo e Judiciário viajando tresloucadamente por conta do tesouro, na hora de beneficiar quem já está velho e precisando de uma vida melhor, mais uma vez o pedido é negado, covardemente, por esta casa. Casa já de espanto?"

JULIO JOSE DE MELO (Sete Lagoas, MG)

-

Minissaias de 1967

"Ruy Castro ('Minissaias de 1967', Opinião, 4/11), sem saudosismo, me fez relembrar os bons tempos em que os homens cortejavam (esta palavra está ultrapassada, não?) as mulheres.
O colunista me fez recordar um episódio quando eu trabalhava na rua Barão de Itapetininga, esquina com a Praça da República. Em uma noite, fiquei trabalhando até tarde e, ao sair, dirigindo-me à Praça Ramos --onde tomava o táxi circular--, os 'conquistadores da "Barão' começaram a me dirigir palavras como 'gostosa', 'linda', 'vamos até o Paris Bar', mas nenhuma agressão ou xingamento. Fiquei um pouco assustada e entrei na 'Brasiliense', onde um rapaz se propôs a me acompanhar até o táxi.
Era assim naquele tempo, lembram-se?"

ANTONINHA HENRIQUES LINARES (São Paulo, SP)

-

Praça Roosevelt

"Atenção responsáveis pela intervenção que trará alguma dignidade aos pedestres e moradores do entorno da Praça Roosevelt!
É preciso demolir, urgentemente, esse monstro de concreto anti-humano ('Moradores de rua invadem casarão centenário em SP', Cotidiano, 1º/11). As obras de 'revitalização' estão paradas há anos e aquela caverna entre um estacionamento e a laje superior continua lá, estática, servindo de abrigo para traficantes em frente a uma escola pública. Derrubem logo! Que venha abaixo súbito!
Em lugar dessa cicatriz na cidade, é preciso uma praça real, com árvores, em harmonia com o polo cultural que vem se formando no entorno."

FERNANDO PEREIRA DE ARAUJO (São Paulo, SP)

-

1964

"Gostaria que alguém me explicasse como uma pessoa, que tinha 8 anos de idade em 1964, pode requerer indenização da Comissão de Anistia?
É o caso de Vladimir Poleto, ex-assessor de Antonio Palocci em Ribeirão Preto ('Painel da Folha: Ex-assessor de Palocci ganhou R$ 15 mil de anistia', Folha Online, 28/8). Paulo Okamoto, o amigo de Lula, recebeu a sua, apesar de contar com apenas 7 anos, em 1964.
Teriam sido crianças extremamente precoces, a ponto de já militarem na política em tão tenra idade?"

MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO (Florianópolis, SC)

-

Saúde

"Parabenizo Paulo Capel Narvai, doutor em saúde pública, pelo artigo 'A doença do financiamento da saúde' ('Tendências/Debates', 2/11)
O articulista trata com propriedade da falta de compromisso público que leva o governo a postergar a regulamentação da emenda constitucional 29, que, na unânime opinião dos agentes do setor, é fundamental para solucionar o problema de escassez de recursos no SUS (Sistema Único de Saúde).
É evidente que a saúde brasileira, a despeito de avanços pontuais, está à beira da falência, particularmente pelo financiamento insuficiente. É mister, sim, a regulamentação da emenda 29. Assim, aplicaremos importante e necessária injeção de recursos ao setor e evitaremos que sejam feitas novas retiradas, como tem ocorrido historicamente.
Paralelamente, temos de modernizar e racionalizar a gestão em todos os níveis, tendência que já se mostrou bem sucedida em vários países da Europa. Quem sabe acordarmos a tempo."

JORGE CARLOS MACHADO CURI, presidente da Associação Paulista de Medicina (São Paulo, SP)

-

Osesp

"Em relação ao aumento dos ingressos da Osesp ('Preços de assinaturas para Osesp em 2010 sobem em até 70%', Ilustrada, 27/10), gostaria de ser informada do amparo legal que a Fundação Osesp encontrou para elevar o valor das assinaturas para o ano de 2010.
Os ingressos aumentaram em mais de 70% sem uma justificativa convincente. Cobram a entrega dos mesmos por unidade e não por pacote, sem deixar a alternativa de serem retirados na bilheteria. No meu caso em particular --que até este ano sempre tive quatro assinaturas--, será difícil arcar com este despropósito, levando-se em conta que cada assinatura é composta de oito ou nove espetáculos. Some-se a isto o controle de nossas presenças com a ameaça de que se não cumprirmos em 100% de comparecimento, perderemos o direito de refazermos nossas assinaturas para 2011, na primeira chamada. Nem mesmo os colegiais não são tão severamente punidos quanto as suas frequências.
Estou juntando meus protestos aos de outros amigos assinantes, na tentativa de reverter o quadro que nos é, no mínimo, de violência e desrespeito àqueles que se tem mostrado tão fiéis à orquestra."

ITACY KROEHNE (São Paulo, SP)

Livraria da Folha
Neste livro escrito de próprio punho, Barack Obama busca as raízes de sua família --mãe branca norte-americana, pai negro africano e padrasto asiático-- e revela sua história e visão.
R$59,50
Neste livro, o primeiro presidente negro dos EUA Barack Obama analisa o governo Bush, a intervenção norte-americana no Iraque, as tensões religiosas e raciais e o terrorismo no mundo.
R$55,90
Livro ilustrado que traz informações sobre a história, as tradições e os fundamentos das religiões cristã, judaica, islâmica, budista, hindú e das tradições chinesas e japonesas.
R$59,90
Arrebatador relato sobre a brutal e inclemente máfia napolitana da Camorra, este livro inspirou o filme de mesmo nome, vencedor do Grande Prêmio do Festival de Cannes em 2008.
R$39,00
Neste livro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso discute temas como a ditadura militar, a reforma agrária, o Plano Real e outras questões sobre o Brasil.
R$57,50
O ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, revela os bastidores de sua ascensão ao cargo, a luta para reconquistar a confiança dos agentes econômicos e as desavenças na cúpula do poder.
R$29,90