Painel do Leitor
30/08/2006 - 02h29

Dom Luciano



"A morte de dom Luciano Mendes de Almeida deixa um vácuo na vida brasileira. Dom Luciano foi mais do que um sacerdote, pois marcou a sua atuação no cenário nacional e internacional, com a coragem e a força de um apóstolo da paz, da esperança e da libertação.
Com a partida de dom Luciano, morre um pedaço do Brasil livre e ético. Todos estamos órfãos."

GEORGINO MELO E SILVA (Florianópolis, SC)



"A vida de dom Luciano Mendes de Almeida nos prova que o homem é criação divina."

SERGIO ALEJANDRO RIBARIC (São Paulo, SP)



"Com todo respeito que dom Luciano merece, alguém poderia me explicar o que credencia uma pessoa para, ao morrer, ter seu corpo transportado para outro Estado em avião da FAB, pago por todos nós, católicos e não-católicos? Seria esse tratamento estendido também a um líder religioso não católico? Que me consta, nossa Constituição faz separação clara entre igreja e Estado."

ROBERTO CROITOR (São Paulo, SP)




Ética



"Acho que estão interpretando de maneira errada a declaração do Paulo Betti e do Wagner Tiso. Dizer para parar com a hipocrisia na política não quer dizer ser contra a ética. Li uma crítica do senador Pedro Simon, um dos poucos políticos respeitáveis no Congresso, falando da sua decepção com o governo. Ele comentava que, no caso de ser reeleito o presidente Lula, nada iria melhorar se ele montasse sua base com o PMDB, cercado com o apoio de Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e outros. Ora, se dentro do próprio partido um senador de peso não consegue propor idéias, mantendo uma ética partidária, como discutir coalizões éticas para governar? Sem isso, sempre estará aberta a porta das negociatas políticas em troca de apoio."

JOSÉ CARLOS S. COSTA (Curitiba, PR)



"O que se espera de um intelectual, filósofo ou sociólogo é que tenha o mínimo de coerência intelectual com a moral e a ética, pois, afinal, são formadores de opinião. Portanto, é estarrecedor que tantos se juntem, num encontro com o presidente Lula no Rio e em São Paulo, para prestar-lhe apoio e, depois, ainda declarem que o presidente está certo ao ferir a ética, declarando à nação que o PT fez caixa dois porque todo mundo no Brasil faz assim, como se não fosse um crime. Isso sem falar nos demais escândalos noticiados, praticados sob os auspícios do Poder Executivo e do PT.
Que esses intelectuais prestem apoio ao presidente Lula e ao PT é um direito democrático deles, mas é antiético declarar esse apoio ante às responsabilidades que a 'intelectualidade' deveria ter para com os jovens estudantes que os lêem. Que tipo de gente essa intelectualidade quer ver no futuro do Brasil? A gente do 'vale tudo', dos 'fins justificam os meios', mais sanguessugas, gafanhotos e mensaleiros?"

RICARDO FREITAS (Rio de Janeiro, RJ)




Prouni



"O MEC possui um programa que oferece bolsa de estudos a alunos carentes em 237 cursos de ensino superior que tiveram os piores conceitos em avaliação nos últimos dois anos ('Bolsa do MEC beneficia 237 cursos ruins', Cotidiano, 28/8). Esse programa do MEC, o Prouni, é uma questão de sorte para alunos que realmente necessitam da bolsa para cursar a faculdade, porque alguns alunos conseguem, mas outros não.
Beneficiados pelo Prouni desistiram e até trocaram de área porque cursos fecharam por dificuldades financeiras e eles não encontraram instituições que aceitassem mais bolsistas.
Creio que não seja correto esse conceito do governo, porque se uma pessoa quer cursar a faculdade e não há vagas para bolsistas, ela deveria procurar outro curso ou ir para uma faculdade particular.
Seria bom que melhorassem o nível do ensino médio em escolas públicas para que os alunos pudessem entrar em faculdades boas, e que conseguissem bolsas de estudos para concluir os seus cursos."

JÉSSICA PERRI E RENATA ABRAHÃO (São Paulo, SP)



"O governo Lula insiste em fazer programas como o Universidade para Todos, que visa apenas ganhar votos. Isso não melhora em nada as condições do país, pois, com alunos sem uma base boa de ensino, as aulas das faculdades pioram e não rendem.
Dessas faculdades, com certeza, saem profissionais mal preparados para o mercado de trabalho, o Brasil se torna um país com mão-de-obra pouco qualificada e o salário do povo, conseqüentemente, diminui.
A educação é a base de todo desenvolvimento de um país, mas acredito fortemente que seria de uso mais inteligente o investimento desse dinheiro em escolas de ensinos fundamental e médio, focando o dinheiro no futuro do país. Preparando, assim, os alunos para os maiores vestibulares do Brasil, que os levarão para as melhores faculdades de ensino superior. Dessa maneira, teríamos alunos melhores, com uma base boa e as universidades, conseqüentemente, melhorariam também."

BRUNO LOPES (São Paulo, SP)



"Acabei de ler o editorial 'Aperfeiçoar o Prouni' (Opinião, 29/8). Desde o início tenho falado sobre essa falha. No entanto, outras existem tão graves quanto esta, de injetar dinheiro em escola de má qualidade, enganando, assim, o aluno e a sociedade que paga por isso.
O Enem, que foi criado para avaliar a escola de nível médio e como o aluno sai dela, transformou-se em vestibular para ingressantes do Prouni.
Agora o Enem não avalia mais nada, pois já foram criados cursinhos para quem vai prestar esse exame nacional.
Mais uma vez, quem terá mais chances serão aqueles que puderem pagar os melhores cursinhos. Este país é sério?"

ANITA PEREIRA (São Paulo, SP)




Educação



"Fiquei indignado quando li a reportagem 'Petista critica qualidade do ensino em São Paulo' (Brasil, 27/8), em que petistas e tucanos se criticavam sobre gastos na educação.
Essa situação, em que um critica o outro, parece uma pessoa preguiçosa: não faz nada e ainda reclama de quem não faz. Quem mora em casa de vidro não deve jogar pedras.
Está claro que o governo federal atual não deu grandes passos para melhorar a educação e, mesmo assim, critica a qualidade da educação feita pelo governo tucano.
O que fazer então? Se o problema é educação, invista-se em educação; de que adianta um criticar o outro se nada é feito?
A educação é um direito de qualquer cidadão e, para um país crescer, o primeiro passo é um ensino de qualidade."

WYTSEI KABUKI SCHMELING (São Paulo, SP)




Figurinhas



"Renata Lo Prete (Painel, 27/8) nos informou que um grupo de empresários teve a brilhante idéia de desenvolver um álbum de figurinhas estrelado pelos deputados do mensalão e sanguessugas. Maravilha! Pena que os empreendedores se amedrontaram: abortaram a idéia para evitar processos.
Seria ótimo ver as crianças na praça trocando as figurinhas! Prazer incomensurável seria escutar as criancinhas batendo bafo na rua, trocando seus anti-heróis:
- Troca um Genoino pelo Zé Dirceu?
- Me dá a Land Rover!
- Coloco três Azeredos por um distintivo do PT!
- Ah, não! O Lula de novo não! Figurinha repetida não tem graça!"

TÚLIO VARGAS (Itajubá, MG)




Alckmin



"No programa eleitoral do PSDB, a biografia do candidato Geraldo Alckmin diz que ele foi vereador aos 19 anos e prefeito aos 23 anos. Diz também que é médico e que (coitado!) dava aulas à noite para pagar a faculdade. Se ele era vereador/prefeito e dava aulas à noite, pergunto: a que horas ele ia para a faculdade?"

ELIANNE FRANCHELLA (São Paulo, SP)



"Jamais vi em minha vida candidato tão chocho como o Alckmin. Perde de goleada para um adversário demagogo, que mente descaradamente e se julga o maioral. Para ajudar, o picolé de chuchu tem 'aliados' traíras no Norte-Nordeste como o governador cearense e o mineiro Aécio Neves. Essa mesma turma já sabotou Serra antes e é besteira acreditar que torcem para um paulista."

LAÉRCIO ZANINI (Garça, SP)




Lula



"Os críticos do governo Lula, que preferem ver o diabo governando o Brasil a ver um segundo mandado do candidato petista, cometem um equívoco ao afirmar que há uma certa complacência de certos artistas com algumas irregularidades cometidas no governo do PT. Mesmo que haja uma certa esperança cega em relação a um novo mandato de Lula, o fato é que muitos artistas que votarão em Lula novamente também têm a convicção de que, num (quase improvável) governo comandado pelo adversário tucano, poderiam ocorrer muitas falcatruas."

MATEUS BELEZA ROCHA (Belo Horizonte, MG)



"É assustador imaginar o quadro que se desenha pelo artigo de Clóvis Rossi ('Nossa morte anunciada', Opinião, 29/8). Um presidente envolvido na maior rede de corrupção já desbaratada na história deste país tenta, em segundo mandato, calar a voz daquele que o condena? E, pior, alega ser a voz do povo, aquele mesmo que recebe bolsa assistencialista, ou a voz da intelectualidade, aquela mesma que afirma que 'pôr a mão na merda' faz parte do jogo? Afinal, que valores são esses que o presidente passa à nação?"

UBIRATÃ CALDEIRA (São Bernardo do Campo, SP)




Debates



"Os debates na televisão estão sendo prejudicados pela omissão de candidatos que, momentaneamente, lideram as pesquisas eleitorais. Foi assim com Lula e, agora, com Sérgio Cabral Filho. O fato de Lula estar na frente da disputa presidencial e de Sérgio Cabral Filho desfrutar da mesma situação como pretendente a governador do Rio de Janeiro não implica que desistam de participar. Essa estratégia de isolamento, baseada na boa colocação de hoje junto ao eleitorado, pode mudar de uma hora para outra. Quem não aparece, a gente esquece. Será medo de discutir idéias, de ser questionado pelos adversários, ou acham que assim já estão eleitos? O não comparecimento de determinados candidatos aos debates só serve para demonstrar que não estão preparados para enfrentar a batalha do enfrentamento político perante seus opositores, ou seja, existe medo em não poderem ou não conseguirem responder certas perguntas ou desmentir fatos ocorridos que os envolveram. Quem corre da raia não merece nossos votos."

FERNANDO AL-EGYPTO (Rio de Janeiro, RJ)




Privilégio



"O artigo 'Pelo fim do voto secreto' ('Tendências/Debates', 29/8), de autoria do deputado Aldo Rebelo, presidente da Câmara dos Deputados, me fez lembrar a crônica 'Privilégios', de Rubem Alves, publicada no caderno Cotidiano em 22/8.
O ilustre cronista conceitua que 'a essência da 'representatividade' é a 'igualdade' entre o representado e o seu 'representante'. (...) O representante, assim, não pode ser 'mais' que o 'representado'. Esse 'mais' é um privilégio, 'lei privada' que vale apenas para um grupinho. Na democracia, não há privilégios. Todos são iguais perante a lei.'
Conclui o cronista que está certo que os legítimos representantes do povo, na próxima legislatura, haverão de votar uma lei que declarem extintos todos e quaisquer privilégios que os tornam diferentes dos representados."

RODOLPHO PEREIRA LIMA (Bauru, SP)




Coexistência



"Chega a ser palidamente emocionante como Luciano Huck, no artigo 'Muito além dos Jardins' ('Tendências/Debates', 28/8), se desvincula da elite a qual pertence para propor 'colocarmos a mão na massa', pois tem medo que seu filho 'vire adolescente em um Brasil de guerrilha urbana, terrorismo, caos social absoluto e outras 'cositas más'...'.
Pois é, e como ficamos nós que já vivemos isso?
A coexistência judaica proposta me faz sentir sinceras saudades do Mossad, a polícia secreta israelense, que atuava violentamente, mas pontualmente, ao contrário de matar crianças em um outro país!"

GUSTAVO GIROTI BIAJOLI (São Paulo, SP)




MuBE



"Inicialmente, gostaria de parabenizar os jornalistas Ricardo Gallo e Afra Balazina pela reportagem 'Prefeitura vai à Justiça para retomar área do MuBE' (Cotidiano, 26/8). Cumprimento também o editor do 'Painel do Leitor' pela publicação da carta da sra. Suzanna Sampaio, vice-presidente do MuBE ('Painel do Leitor', 29/8). Lamento que o atual prefeito, seguindo os passos de Serra, esteja mais preocupado com o lucro de Marilisa Rathsam do que com o bem-estar dos cidadãos. A prefeitura não cuida bem nem dos museus ou espaços culturais sob sua responsabilidade e quer para si o MuBe? Isso é inaceitável, uma vez que o governo está desrespeitando um contrato assinado. Além de ilegal, essa atitude da prefeitura é imoral e antiética. Uma vergonha!
Tenho certeza que o MuBe, na mão da prefeitura, daria prejuízo, e teríamos mais uma lei para aumentar impostos com a desculpa de favorecer a cultura."

MARIA GILKA BASTOS DA CUNHA, presidente da Abaré - Associação das Belas Artes resgatando a Ética (São Paulo, SP)




McDonald's



"O McDonald's se promove fortalecendo sua imagem institucional através de ajuda ao Graacc. Portanto, nada mais justo que transparência. Que além de abrirmos a boca para comer, nos seja dada uma big explicação! Qual é o valor doado pela ação do McDia Feliz nas vendas do Big Mac? Quais os lucros obtidos na venda dos demais produtos que ficam com a empresa? Em relação ao final de semana anterior, qual a variação do lucro de cada produto? Desta forma, saberemos o resultado verdadeiro desta ação, ou seja, o tamanho do sorriso do Ronald McDonald em relação ao das crianças ajudadas pela campanha!"

GILBERTO DE SOUZA MEIRELLES NETO (São Paulo, SP)
Livraria da Folha
Carregado de críticas ácidas e implacáveis à sociedade brasileira e, principalmente, ao governo Lula, este livro reúne textos do jornalista Reinaldo Azevedo que foram publicados em seu blog.
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Entenda como o PT nasceu, cresceu e se tornou uma força no cenário político nacional. O autor do livro é o cientista político André Singer, que após escrever a obra assumiu o cargo de porta-voz do presidente Lula.
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Este livro apresenta os patamares da violência urbana no Brasil, o contexto maior em que ela se apresenta e indica os caminhos para solucionar um dos problemas mais discutidos em todos os setores da sociedade.
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O livro reúne ensaios que discutem questões básicas sobre o nacionalismo em países como Estados Unidos, Brasil, Bolívia, Argentina e Canadá e aprofunda o debate em torno do tema.
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Escrito pelo jornalista Caco Barcellos, o livro denuncia a rede montada por policiais militares em São Paulo denominada o "esquadrão da morte". A obra é resultado de sete anos de pesquisas e investigações.
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O jornalista Frederico Vasconcelos revela detalhes de como investigou casos de corrupção e desvios em grandes empresas e também em governos e tribunais brasileiros.
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