Painel do Leitor
13/10/2006 - 02h30

Lula x Alckmin



"Para aqueles que disseram que o candidato Alckmin saiu vitorioso no debate ocorrido na Band, a resposta veio de imediato.
A pesquisa encomendada pela Folha apontou acréscimo de 3% na vantagem do candidato Lula. Isso veio demonstrar, entre outras coisas, que o eleitor não compartilha com o discurso arrogante e prepotente utilizado por Alckmin. Com certeza, essa não é a melhor forma de conquistar a simpatia do povo. Muito pelo contrário."

ALVACIR GONÇALVES (Joinville, SC)



"Faxinando minhas pastas com recortes de artigos da Folha, num deles, de 24/5/2001, na página A3, Marilena Chaui fala 'Acerca da moralidade pública'.
Ao lado desse artigo, dando uma espiadela no 'Painel do Leitor' daquela época, encontrei três comentários de leitores criticando FHC. Se omitirmos o nome do presidente da República e a data do jornal, milhões de brasileiros acreditarão que se trata de críticas ao governo atual. Chamou minha atenção a contribuição do leitor Eduardo Ramos: 'Fernando Henrique afirma que não sabia dos problemas no abastecimento elétrico do país. Também afirmou que não sabia nada a respeito de supostas operações ilegais do seu ex-presidente do Banco Central. Nem sobre a chantagem do banqueiro Salvatores Cacciola. Alguém pode me dizer por que pagamos o salário desse cidadão?'.
Outro leitor, Odair Carlos Neves: 'Qual será o escândalo da próxima semana? De qual Poder será a quadrilha descoberta pela imprensa dessa vez?'.
E do leitor Goar Duarte: 'Atenção juízes, desembargadores e ministros. Os senhores não são mais necessários. Aquele que recorrer à Justiça contra os desmandos do governo será punido com um apagão. Decisão tomada pelo sr. David Zylberstajn, diretor da ANP e primeiro-chanceler do 'reich' brasileiro'.
Alguma dúvida quanto ao eterno retorno? E a sinuca de bico em que se encontra o eleitor?"

ÂNGELA LUIZA S. BONACCI (São Paulo, SP)



"Lula disse que Alckmin é 'especialista em destruir o que ele construiu'.
Se estiver se referindo ao desastroso projeto de misturar partido com governo e temperar tudo com muita bandalheira, irresponsabilidade e corrupção, desta vez, enfim, o candidato-presidente acertou na mosca."

CESAR A. A. JACOB (São Paulo, SP)



"O investimento na manutenção da ignorância do eleitor se dá nas raízes: na educação continuada, no Programa Fome Zero, no Bolsa Família, no difícil acesso ao ensino superior, na anestesia que aplicam aos desinformados. Esse é o aspecto mais sombrio e desumano dos políticos: prolongam a vida dos miseráveis em troca do voto cego.
Um ótimo investimento."

DOUGLAS FERNANDO LOURO (Uberaba, MG)



"'Uma coisa é reeleger um presidente que não sabe de onde veio o ervanário que mercadejava o dossiê Vedoin. Muito outra é reeleger um candidato que se aborrece quando alguém lhe faz essa pergunta'. Brilhante a afirmação do sr. Elio Gaspari na sua coluna de 11/10 ('Lula, de onde é que veio o dinheiro?').
E mais, o pior é continuar ouvindo o vocabulário chulo de um candidato que reclama, inclusive, do tratamento dado pelo seu adversário. Deveria o mesmo se colocar como candidato, que realmente o é, e não reclamar quando as portas não abrem sozinhas. Tá parecendo coisa de menino mimado!"

RACHEL MACEDO ROCHA (São Paulo, SP)



"Pelo que entendi do editorial de 11/10, 'Alckmin e a esfinge', a Folha está preocupada com a falta de escândalo contra Lula. Daí o candidato do povo, nessa última pesquisa Datafolha, ter ampliado a vantagem sobre o candidato da elite.
Então, leitores, vamos caçar um novo dossiê e remeter urgente para a Folha, senão, na hora de a onça beber água, a vaca irá pro brejo.
Lamentável!"

CLÁUDIO FERREIRA LIMA (Fortaleza, CE)



"Brilhantes os artigos de Paulo Nogueira Batista ('Alegria de rico') e de Vinicius Torres Freire ('Alckmin não leu seu programa') no caderno Dinheiro de 12/10. Mereciam chamada de capa do jornal.
Desmistificam a farsa da candidatura do tucano _descrita, acertadamente, por Janio de Freitas na última terça como mistura de Lacerda e Collor_ em duas vertentes extremamente importantes para o futuro do país.
Paulo Nogueira revela o desleixo com as questões externas; Vinicius mostra o despreparo para questões internas. Quem dera a Folha demonstrasse mais rigor nas críticas a uma candidatura que não diz a que veio."

MAURICIO MACHADO (São Paulo, SP)




Orçamento



"As críticas do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, às propostas apresentadas pelo economista Yoshiaki Nakano deveriam considerar que elas contemplam o equilíbrio do Orçamento e a redução dos juros ('Receita de Nakano fecharia os ministérios sociais, diz Bernardo', Brasil, 12/10).
O ajuste fiscal que Nakano criou e implantou no Estado de São Paulo, no governo Mario Covas, não acabou com nenhuma secretaria de Estado e não diminuiu os investimentos na área social. Muito pelo contrário, a economia do Estado foi recuperada e os investimentos, principalmente na área da educação, onde exerço minhas funções, foram redobrados.
Foi a partir desse período que a escola pública estadual passou a receber diretamente recursos financeiros para planejar suas atividades pedagógicas e de manutenção.

CLEIDE MOREIRA (Rio Claro, SP)




Neutralidade política



"A refinada intelectual e articulista da Folha Maria Sylvia Carvalho Franco bem sabe que, em determinadas conjunturas, não existe neutralidade política.
Em sua coluna inaugural, na semana passada, a socióloga traçou um agudo e contundente perfil crítico de Lula. Era razoável esperar que, na semana seguinte, escrevesse um texto crítico sobre a trajetória política e ideológica do adversário eleitoral de Lula, o tucano Geraldo Alckmin. Não o fez.
Mas muito sintomático foi o fato de, em sua coluna de ontem, fazer uma crítica pouco amena a um dos colaboradores do atual presidente da República.
Como neutralidade política não existe, é lícito concluir que a professora Maria Sylvia tucanou."

MÁRCIA CAPOVILLA (Rio de Janeiro, RJ)




Usina



"Digno de encômios o texto 'Usina em MT consolida crime ambiental' (Dinheiro, 11/10). O autor, didática e corajosamente, expôs em poucas palavras a realidade fática da AHE Dardanelos.
O empreendimento, uma decisão política dos governos federal e do Estado de Mato Grosso, não demonstrou em seu EIA/Rima e em outras oportunidades, até o momento, sustentabilidade sócio-econômico-ambiental, e foi a leilão patrolando princípios constitucionais e normas legais (entre elas a que determina que só podem ir a leilão usinas cujas linhas de transmissão estejam licenciadas).
O leilão de 10/10 representou a vitória do poder econômico e político sobre o Estado de Direito.
E mostrou, também, que, na democracia capitalista que vivemos, o poder de Estado muitas vezes se assemelha àquele retratado em 'Leviatã': não existe mais ao lado de outros poderes, e sim infinitamente acima deles."

GERSON N. BARBOSA (Cuiabá, MT)



"Como professor de Licenciatura Plena em Ciências da Natureza e Matemática da UFMT, curso destinado à formação de professores da rede pública do Estado de Mato Grosso, quero parabenizar Cláudio Ângelo, editor de Ciência da Folha, pelo artigo 'Usina em MT consolida crime ambiental', no qual expõe com clareza mais um crime ambiental e social que se consolidou neste Estado com o leilão da Usina de Dardanelos.
Conheço as cachoeiras e o município de Aripuanã e, considerando as características do projeto da usina, concordo com a lucidez do jornalista quando diz que 'Aripuanã, ao que tudo indica, continuará conhecido apenas como o município campeão de desmatamento da Amazônia'."

VINICIUS MACHADO PEREIRA DOS SANTOS (Cuiabá, MT)
Livraria da Folha
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