24/01/2007
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02h30
"O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, como não poderia deixar de ser, começou a ser bombardeado pela imprensa antes mesmo de ser conhecido em sua plenitude. Para alguns veículos, seria 'tímido'; para outros, seria 'preocupante para o mercado'. O que importa, para a imprensa, é bombardear toda e qualquer medida que parta do governo Lula.
A acusação de timidez prevaleceu, obviamente, pois admitir que o PAC é 'preocupante' para o mercado equivale a admitir que o governo está inovando em alguma coisa. Ora, o discurso oposicionista da imprensa baseia-se na acusação de que o governo Lula não ousa, de que se limita a repetir os oitos anos do governo FHC, o que funciona como seguro para o caso de alguma coisa feita por este governo dar certo.
É cedo demais para dar diagnósticos sobre o PAC. O que se pode dizer, no entanto, é que a proposta do governo federal recoloca o Estado como motor da economia, o que desmonta o sistema de delegação ao mercado da missão de promover o crescimento econômico, um sistema que foi implementado por Collor e aprofundado por FHC.
O PAC está longe de ser 'tímido'. Constitui uma reviravolta econômica."
EDUARDO GUIMARÃES (São Paulo, SP)
"Mal foi anunciado e o PAC já sofre restrições, principalmente de governadores, que reclamam não terem sido avisados da íntegra do plano e, principalmente, alegam que não têm dinheiro para a aplicação solicitada.
É sempre assim. Na hora de meter a mão no bolso, as reclamações são grandes, embora o governo federal já tenha dito que está aberto ao diálogo.''
JORGE CORTÁS SADER FILHO (Niterói, RJ)
"Chega a ser desanimador o pessimismo dos formadores de opinião e meios de comunicação perante o PAC. Quando alguma autoridade se dá ao luxo de tentar resolver parte dos inúmeros problemas do Brasil, apresentam-se os pessimistas, que apagam soluções e escrevem novos problemas.
Não deveríamos nos limitar a criticar, mas também solucionar."
THIAGO DE OLIVEIRA (São José dos Campos, SP)
"O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pode ser também chamado de "Programa de Ajuda ao Capital", visto que, mais uma vez, os maiores beneficiados são os empresários.
Não devemos ser reducionistas, pois a região nordestina foi bastante beneficiada, e Pernambuco foi um dos Estados contemplados com uma boa fatia destes recursos.
No entanto, o tão alardeado Programa de Aceleração do Crescimento, além de ser bastante acanhado, não atende aos interesses da maioria, que são os pobres e os trabalhadores. Por exemplo: o volume de recursos destinado à construção de moradias não justifica as altas prestações a que os mutuários devem ser submetidos a pagar se quiserem adquirir a sua casa própria.
Portanto, o que me chamou mais a atenção foi a possibilidade de os trabalhadores usarem até 10% do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para aplicar em um fundo de investimentos no setor de infra-estrutura com isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos. Mas essa possibilidade só é garantida para o trabalhador que mantiver tal aplicação pelo prazo de cinco anos.
É um investimento igual a qualquer outro, mas é preciso lembrar que esse investimento foi criado pelo governo e, como sempre, o governo nunca quer perder nada.
No mais, vamos aguardar que o referido programa seja enviado para o Congresso e que as alterações que se fizerem necessárias sejam feitas, sempre respeitando o princípio da razoabilidade e, acima de tudo, que se tenha atenção especial com os excluídos."
MILTON MANOEL DA SILVA FILHO, presidente do Sindecc _Sindicato dos Comerciários de Caruaru (Caruaru, PE)
"A distribuição regional das verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) parece obedecer rigorosa e proporcionalmente à votação que o presidente Lula recebeu em cada região do país. Portanto, não deve causar espanto a ninguém que a região Sul tenha ficado com a menor fatia do bolo."
HUGO FREDERICO VIEIRA NEVES (Florianópolis, SC)
"O artigo de Fernando Bonassi na Ilustrada de 23/1 ('São paulistanos')é o presente de aniversário que a cidade de São Paulo merece. Maravilhoso!"
JOSÉ BOLDRINI (São Paulo, SP)
"PSDB unido até 2010 é ficção. Com três candidatos disputando a Presidência, afastados da máquina pública federal e com visões de mundo contraditórias, é impossível."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
"Depois de anos de assinatura da Folha, com a adrenalina a mil esperando o exemplar do dia, eis que me encontro totalmente indiferente ao jornal, cuja assinatura está paga até junho deste ano. Atualmente, passo dois outrês dias sem abrir o jornal que antes tanto apreciava. E isso não é culpa da Folha. Mas será que não é?
A leitura começa e vai bem até certo ponto, quando a náusea obriga a pular páginas e páginas para não ler sobre a não-política em que se transformou hoje a atividade parlamentar no Brasil e o 'factoidismo' do governo, o que a imprensa brasileira insiste em apresentar ao respeitável público como sendo política.
Para não 'matar o mensageiro', penso que já é hora de a imprensa acordar e se recusar a ser pautada por abobrinhas factóides (como as que nos têm sido servidas no caso da eleição para a presidência da Câmara, coisa que se arrasta há meses).
À míngua de notícia de fundamento e de real trabalho do Congresso, seria mais digno se os jornais deixassem em branco o noticiário político, com o devido registro aos leitores, ou então transcrevessem uma receita de bolo, como no tempo da ditadura."
GLADIS MARIZA CRISPIM TAVARES (Santa Maria, RS)
PAC
"O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, como não poderia deixar de ser, começou a ser bombardeado pela imprensa antes mesmo de ser conhecido em sua plenitude. Para alguns veículos, seria 'tímido'; para outros, seria 'preocupante para o mercado'. O que importa, para a imprensa, é bombardear toda e qualquer medida que parta do governo Lula.
A acusação de timidez prevaleceu, obviamente, pois admitir que o PAC é 'preocupante' para o mercado equivale a admitir que o governo está inovando em alguma coisa. Ora, o discurso oposicionista da imprensa baseia-se na acusação de que o governo Lula não ousa, de que se limita a repetir os oitos anos do governo FHC, o que funciona como seguro para o caso de alguma coisa feita por este governo dar certo.
É cedo demais para dar diagnósticos sobre o PAC. O que se pode dizer, no entanto, é que a proposta do governo federal recoloca o Estado como motor da economia, o que desmonta o sistema de delegação ao mercado da missão de promover o crescimento econômico, um sistema que foi implementado por Collor e aprofundado por FHC.
O PAC está longe de ser 'tímido'. Constitui uma reviravolta econômica."
EDUARDO GUIMARÃES (São Paulo, SP)
"Mal foi anunciado e o PAC já sofre restrições, principalmente de governadores, que reclamam não terem sido avisados da íntegra do plano e, principalmente, alegam que não têm dinheiro para a aplicação solicitada.
É sempre assim. Na hora de meter a mão no bolso, as reclamações são grandes, embora o governo federal já tenha dito que está aberto ao diálogo.''
JORGE CORTÁS SADER FILHO (Niterói, RJ)
"Chega a ser desanimador o pessimismo dos formadores de opinião e meios de comunicação perante o PAC. Quando alguma autoridade se dá ao luxo de tentar resolver parte dos inúmeros problemas do Brasil, apresentam-se os pessimistas, que apagam soluções e escrevem novos problemas.
Não deveríamos nos limitar a criticar, mas também solucionar."
THIAGO DE OLIVEIRA (São José dos Campos, SP)
"O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pode ser também chamado de "Programa de Ajuda ao Capital", visto que, mais uma vez, os maiores beneficiados são os empresários.
Não devemos ser reducionistas, pois a região nordestina foi bastante beneficiada, e Pernambuco foi um dos Estados contemplados com uma boa fatia destes recursos.
No entanto, o tão alardeado Programa de Aceleração do Crescimento, além de ser bastante acanhado, não atende aos interesses da maioria, que são os pobres e os trabalhadores. Por exemplo: o volume de recursos destinado à construção de moradias não justifica as altas prestações a que os mutuários devem ser submetidos a pagar se quiserem adquirir a sua casa própria.
Portanto, o que me chamou mais a atenção foi a possibilidade de os trabalhadores usarem até 10% do seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para aplicar em um fundo de investimentos no setor de infra-estrutura com isenção do Imposto de Renda sobre os rendimentos. Mas essa possibilidade só é garantida para o trabalhador que mantiver tal aplicação pelo prazo de cinco anos.
É um investimento igual a qualquer outro, mas é preciso lembrar que esse investimento foi criado pelo governo e, como sempre, o governo nunca quer perder nada.
No mais, vamos aguardar que o referido programa seja enviado para o Congresso e que as alterações que se fizerem necessárias sejam feitas, sempre respeitando o princípio da razoabilidade e, acima de tudo, que se tenha atenção especial com os excluídos."
MILTON MANOEL DA SILVA FILHO, presidente do Sindecc _Sindicato dos Comerciários de Caruaru (Caruaru, PE)
"A distribuição regional das verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) parece obedecer rigorosa e proporcionalmente à votação que o presidente Lula recebeu em cada região do país. Portanto, não deve causar espanto a ninguém que a região Sul tenha ficado com a menor fatia do bolo."
HUGO FREDERICO VIEIRA NEVES (Florianópolis, SC)
São Paulo
"O artigo de Fernando Bonassi na Ilustrada de 23/1 ('São paulistanos')é o presente de aniversário que a cidade de São Paulo merece. Maravilhoso!"
JOSÉ BOLDRINI (São Paulo, SP)
PSDB
"PSDB unido até 2010 é ficção. Com três candidatos disputando a Presidência, afastados da máquina pública federal e com visões de mundo contraditórias, é impossível."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
Indiferença
"Depois de anos de assinatura da Folha, com a adrenalina a mil esperando o exemplar do dia, eis que me encontro totalmente indiferente ao jornal, cuja assinatura está paga até junho deste ano. Atualmente, passo dois outrês dias sem abrir o jornal que antes tanto apreciava. E isso não é culpa da Folha. Mas será que não é?
A leitura começa e vai bem até certo ponto, quando a náusea obriga a pular páginas e páginas para não ler sobre a não-política em que se transformou hoje a atividade parlamentar no Brasil e o 'factoidismo' do governo, o que a imprensa brasileira insiste em apresentar ao respeitável público como sendo política.
Para não 'matar o mensageiro', penso que já é hora de a imprensa acordar e se recusar a ser pautada por abobrinhas factóides (como as que nos têm sido servidas no caso da eleição para a presidência da Câmara, coisa que se arrasta há meses).
À míngua de notícia de fundamento e de real trabalho do Congresso, seria mais digno se os jornais deixassem em branco o noticiário político, com o devido registro aos leitores, ou então transcrevessem uma receita de bolo, como no tempo da ditadura."
GLADIS MARIZA CRISPIM TAVARES (Santa Maria, RS)
