03/02/2007
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02h30
"O aquecimento climático da Terra é irreversível devido às emissões de gases do efeito estufa nas indústrias e, em razão da ação humana, o aumento da temperatura ficará este século entre 1,8ºC e 4ºC, embora não esteja descartado um salto ainda maior, de até 6,4ºC.
Estas são algumas das principais conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, que apresentou recentemente seu quarto relatório sobre as bases científicas do referido aquecimento global, que considera inevitável.
Infelizmente, o homem é o causador desse calor insuportável que já faz no planeta, e a 'fornalha' tende a piorar. Caso não haja uma consciência plena do problema, e as leis existentes não sejam cumpridas, estamos fadados a virar 'churrasco' em breve."
FERNANDO AL-EGYPTO (Rio de Janeiro, RJ)
"De acordo com o sinistro e alarmante relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, ao contrário do que se pensava, não são quatro as bestas do Apocalipse vindouro, é somente uma: o Homo sapiens."
TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO (Belo Horizonte, MG)
"Nas regiões áridas e semi-áridas, a água tornou-se um fator limitante para o desenvolvimento urbano, industrial e agrícola. Planejadores e entidades gestoras de recursos hídricos procuram, continuamente, novas fontes de recursos para complementar a pequena disponibilidade hídrica. Diversos países do Oriente Médio, onde a precipitação média oscila entre 100 mm e 200 mm por ano, dependem de alguns poucos rios perenes e de pequenos reservatórios de água subterrânea, geralmente localizados em regiões montanhosas, de difícil acesso. A água potável é obtida por sistemas de dessalinização da água do mar e, em razão da impossibilidade de manter uma agricultura irrigada, mais de 50% dos produtos alimentícios básicos são importados.
A conscientização popular para economizar e preservar a água potável é importante. O sentimento de ter água em abundância dá, à maioria dos brasileiros, um conforto de que a água potável nunca vai acabar. É preciso repensar essa 'cultura'. Em 1985, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas estabeleceu uma política de gestão para áreas carentes de recursos hídricos que adota o seguinte conceito: 'a não ser que exista grande disponibilidade, nenhuma água de boa qualidade deve ser utilizada para usos que tolerem águas de qualidade inferior'.
Com o povo conscientizado da preservação das águas, e os gestores públicos utilizando o reuso com muita responsabilidade, teremos melhores condições de ter, sempre, uma água de boa qualidade e uma vida melhor."
JOSÉ FERNANDES DE SOUZA PINTO (Congonhas, MG)
"A intenção da Prefeitura de São Paulo de cobrar estacionamento dos usuários do parque Ibirapuera é medida salutar que deveria ser praticada em outras regiões da cidade para disciplinar o uso das vias públicas.
Diariamente, milhares de carros, pontos de táxi, coletivos e utilitários de ambulantes transformam o espaço público em garagens particulares e pontos de comércio. Por causarem uma sensível constrição na circulação de veículos, os veículos estacionados nas ruas são os principais responsáveis pelos enormes congestionamentos que a cidade enfrenta todos os dias."
MARCOS ABRÃO (São Paulo, SP)
"O que o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes José Serra diria do governador de São Paulo que subjuga e despreza as universidades estaduais com restrição de verbas?"
MOACYR CASTRO (Ribeirão Preto, SP)
"Ao ver a foto da Primeira Página da Folha de ontem, que mostra a efusiva e alegre 'comemoração' dos companheiros e de Arlindo Chinaglia pela vitória deste, assim como deve ocorrer com outros cidadãos, não me contenho e me pergunto: 'Afinal, de que tanto eles riem?'"
AUGUSTO CÉSAR QUARTAROLI (Santos, SP)
"Conhecendo a excelente vida pública do deputado Tripoli, entendemos que merece comentários o artigo de sua autoria, 'Em defesa da defesa animal', publicado em 'Tendências/Debates' no dia 31/1.
A pesquisa com animais tem sido uma parte integrante e imprescindível do desenvolvimento da medicina moderna, evitando a morte de um número incalculável de pessoas e prevenindo imenso sofrimento humano. Entretanto, é indiscutível que os centros de pesquisa e/ou de ensino que utilizam animais devam submeter seus projetos aos Comitês de Ética Institucionais. Nestes, os referidos projetos são avaliados por indivíduos sem conflito de interesse, para que emitam seu parecer sobre a necessidade e os cuidados a serem instituídos para a 'defesa animal'. Entretanto, no estágio atual da ciência mundial, várias situações não podem excluir o uso de animais. Como exemplo, citamos algumas delas:
1) Avaliação do efeito de células-tronco no reparo de órgãos; 2) O efeito de genes (aumento ou redução de sua expressão) sobre o organismo (uso de animais transgênicos); 3) Estudo de células ou tecidos que devem ser obtidos de animais para estudos de biologia celular e molecular; 4) Estudos de toxicidade pré-clínica, que, obrigatoriamente, envolvem avaliação dos efeitos colaterais em animais; 5) Impacto de técnicas cirúrgicas inovadoras; 6) Teste de novos materiais utilizados em seres humanos; 7) Treinamento cirúrgico sofisticado na ausência de modelos de plástico (ou outros); 8) Estudo em modelos animais de doenças humanas como o diabetes mellitus, hipertensão, aterosclerose, obesidade, insuficiência renal, epilepsia, diversos tipos de câncer e muitas outras; 9) Desenvolvimento de vacinas e anticorpos contra novas doenças.
Modelos computacionais e cultura de células são excelentes metodologias iniciais que podem e devem ser utilizadas para reduzir o número de animais usados em pesquisa. Entretanto, testes finais em animais devem ser necessários antes que se possa introduzir um novo tratamento ou droga para uso em humanos. É bom lembrar que praticamente todas as drogas encontradas nas farmácias e os tratamentos para doenças humanas dos quais confortavelmente fazemos uso hoje foram desenvolvidos após testes em animais.
Dessa forma, concordamos, sim, com o controle ético estrito e rigoroso sobre o uso de animais de experimentação, pois entendemos que uma ciência moderna só se constrói com ética. Entretanto, temos muito receio de posturas absolutas de tudo ou nada, que podem facilmente representar um retrocesso na busca por melhores condições de vida para todos. Seria sem dúvida mais útil se possuíssemos uma legislação pertinente em que fossem previstos mecanismos de controle de 'práticas cruéis' desnecessárias, de forma clara e objetiva, a fim de permitir a sua rápida e efetiva implementação, com a necessária participação da sociedade."
NESTOR SCHOR, professor de medicina da Universidade Federal de São Paulo e JOÃO BOSCO PESQUERO, professor-adjunto, livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (São Paulo, SP)
"Após quatro meses (somente quatro meses) das eleições, uma importante rádio de São Paulo realizou uma pesquisa entre eleitores que apontou que 75% destes não se lembram em qual deputado federal votaram. Por essa falta de memória é que são eleitos Malufs, Paloccis, Zé Genoinos e outros.
Durma-se com um barulho destes!"
WALBER RAMOS RIBEIRO (São Paulo, SP)
Aquecimento global
"O aquecimento climático da Terra é irreversível devido às emissões de gases do efeito estufa nas indústrias e, em razão da ação humana, o aumento da temperatura ficará este século entre 1,8ºC e 4ºC, embora não esteja descartado um salto ainda maior, de até 6,4ºC.
Estas são algumas das principais conclusões do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, que apresentou recentemente seu quarto relatório sobre as bases científicas do referido aquecimento global, que considera inevitável.
Infelizmente, o homem é o causador desse calor insuportável que já faz no planeta, e a 'fornalha' tende a piorar. Caso não haja uma consciência plena do problema, e as leis existentes não sejam cumpridas, estamos fadados a virar 'churrasco' em breve."
FERNANDO AL-EGYPTO (Rio de Janeiro, RJ)
"De acordo com o sinistro e alarmante relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, ao contrário do que se pensava, não são quatro as bestas do Apocalipse vindouro, é somente uma: o Homo sapiens."
TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO (Belo Horizonte, MG)
Água
"Nas regiões áridas e semi-áridas, a água tornou-se um fator limitante para o desenvolvimento urbano, industrial e agrícola. Planejadores e entidades gestoras de recursos hídricos procuram, continuamente, novas fontes de recursos para complementar a pequena disponibilidade hídrica. Diversos países do Oriente Médio, onde a precipitação média oscila entre 100 mm e 200 mm por ano, dependem de alguns poucos rios perenes e de pequenos reservatórios de água subterrânea, geralmente localizados em regiões montanhosas, de difícil acesso. A água potável é obtida por sistemas de dessalinização da água do mar e, em razão da impossibilidade de manter uma agricultura irrigada, mais de 50% dos produtos alimentícios básicos são importados.
A conscientização popular para economizar e preservar a água potável é importante. O sentimento de ter água em abundância dá, à maioria dos brasileiros, um conforto de que a água potável nunca vai acabar. É preciso repensar essa 'cultura'. Em 1985, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas estabeleceu uma política de gestão para áreas carentes de recursos hídricos que adota o seguinte conceito: 'a não ser que exista grande disponibilidade, nenhuma água de boa qualidade deve ser utilizada para usos que tolerem águas de qualidade inferior'.
Com o povo conscientizado da preservação das águas, e os gestores públicos utilizando o reuso com muita responsabilidade, teremos melhores condições de ter, sempre, uma água de boa qualidade e uma vida melhor."
JOSÉ FERNANDES DE SOUZA PINTO (Congonhas, MG)
Estacionar em São Paulo
"A intenção da Prefeitura de São Paulo de cobrar estacionamento dos usuários do parque Ibirapuera é medida salutar que deveria ser praticada em outras regiões da cidade para disciplinar o uso das vias públicas.
Diariamente, milhares de carros, pontos de táxi, coletivos e utilitários de ambulantes transformam o espaço público em garagens particulares e pontos de comércio. Por causarem uma sensível constrição na circulação de veículos, os veículos estacionados nas ruas são os principais responsáveis pelos enormes congestionamentos que a cidade enfrenta todos os dias."
MARCOS ABRÃO (São Paulo, SP)
Verba universitária
"O que o ex-presidente da União Nacional dos Estudantes José Serra diria do governador de São Paulo que subjuga e despreza as universidades estaduais com restrição de verbas?"
MOACYR CASTRO (Ribeirão Preto, SP)
Câmara
"Ao ver a foto da Primeira Página da Folha de ontem, que mostra a efusiva e alegre 'comemoração' dos companheiros e de Arlindo Chinaglia pela vitória deste, assim como deve ocorrer com outros cidadãos, não me contenho e me pergunto: 'Afinal, de que tanto eles riem?'"
AUGUSTO CÉSAR QUARTAROLI (Santos, SP)
Pesquisa com animais
"Conhecendo a excelente vida pública do deputado Tripoli, entendemos que merece comentários o artigo de sua autoria, 'Em defesa da defesa animal', publicado em 'Tendências/Debates' no dia 31/1.
A pesquisa com animais tem sido uma parte integrante e imprescindível do desenvolvimento da medicina moderna, evitando a morte de um número incalculável de pessoas e prevenindo imenso sofrimento humano. Entretanto, é indiscutível que os centros de pesquisa e/ou de ensino que utilizam animais devam submeter seus projetos aos Comitês de Ética Institucionais. Nestes, os referidos projetos são avaliados por indivíduos sem conflito de interesse, para que emitam seu parecer sobre a necessidade e os cuidados a serem instituídos para a 'defesa animal'. Entretanto, no estágio atual da ciência mundial, várias situações não podem excluir o uso de animais. Como exemplo, citamos algumas delas:
1) Avaliação do efeito de células-tronco no reparo de órgãos; 2) O efeito de genes (aumento ou redução de sua expressão) sobre o organismo (uso de animais transgênicos); 3) Estudo de células ou tecidos que devem ser obtidos de animais para estudos de biologia celular e molecular; 4) Estudos de toxicidade pré-clínica, que, obrigatoriamente, envolvem avaliação dos efeitos colaterais em animais; 5) Impacto de técnicas cirúrgicas inovadoras; 6) Teste de novos materiais utilizados em seres humanos; 7) Treinamento cirúrgico sofisticado na ausência de modelos de plástico (ou outros); 8) Estudo em modelos animais de doenças humanas como o diabetes mellitus, hipertensão, aterosclerose, obesidade, insuficiência renal, epilepsia, diversos tipos de câncer e muitas outras; 9) Desenvolvimento de vacinas e anticorpos contra novas doenças.
Modelos computacionais e cultura de células são excelentes metodologias iniciais que podem e devem ser utilizadas para reduzir o número de animais usados em pesquisa. Entretanto, testes finais em animais devem ser necessários antes que se possa introduzir um novo tratamento ou droga para uso em humanos. É bom lembrar que praticamente todas as drogas encontradas nas farmácias e os tratamentos para doenças humanas dos quais confortavelmente fazemos uso hoje foram desenvolvidos após testes em animais.
Dessa forma, concordamos, sim, com o controle ético estrito e rigoroso sobre o uso de animais de experimentação, pois entendemos que uma ciência moderna só se constrói com ética. Entretanto, temos muito receio de posturas absolutas de tudo ou nada, que podem facilmente representar um retrocesso na busca por melhores condições de vida para todos. Seria sem dúvida mais útil se possuíssemos uma legislação pertinente em que fossem previstos mecanismos de controle de 'práticas cruéis' desnecessárias, de forma clara e objetiva, a fim de permitir a sua rápida e efetiva implementação, com a necessária participação da sociedade."
NESTOR SCHOR, professor de medicina da Universidade Federal de São Paulo e JOÃO BOSCO PESQUERO, professor-adjunto, livre-docente da Universidade Federal de São Paulo (São Paulo, SP)
Eleições 2006
"Após quatro meses (somente quatro meses) das eleições, uma importante rádio de São Paulo realizou uma pesquisa entre eleitores que apontou que 75% destes não se lembram em qual deputado federal votaram. Por essa falta de memória é que são eleitos Malufs, Paloccis, Zé Genoinos e outros.
Durma-se com um barulho destes!"
WALBER RAMOS RIBEIRO (São Paulo, SP)