Amazônia
"Mais uma vez o presidente Lula tenta tapar o sol com a peneira dizendo que o desmatamento na Amazônia é exagerado.Tenta, de forma absurda, minimizar o impacto em seu governo. Só ele ainda não atentou que a febre amarela é oriunda do grande desmatamento. Com a quantidade de terra desmatada que se encontra nas outras regiões do país, é totalmente desnecessária a expansão das fronteiras agrícolas na Amazônia. Isso é um desejo de pessoas que pouco se importam com o ambiente e se preocupam somente com o lucro, tipo o governador Maggi. O mais importante é que estamos indo em uma direção em que a recuperação vai se tornar impossível devido ao alto grau de degradação. Agora eu pergunto: quantas árvores foram plantadas sob a responsabilidade do sr. Lula?"
FERNANDO SCIAMMARELLA PEREIRA (Itajubá, MG)
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"Lula insiste em afirmar que a notícia do desmatamento na Amazônia é alarde. Foi assim também com o mensalão, que depois culminou com o 'eu nada sabia'. Deu no que deu, assim como a Amazônia também tem destino triste e certo. E pior sou eu, que pensei, na primeira eleição, ter votado num homem e votei numa fraude."
JOSÉ MOACIR DE LACERDA JUNIOR (São Paulo, SP)
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Educação
"Cristovam Buarque ('Tendências/Debates', 31/1) não poderia ter colocado de forma mais clara a doença que alastra esse país: a falta de educação. O senador expôs de maneira crítica e inteligente os sintomas dessa doença, que, a meu ver, é endêmica: falsa democracia, desigualdade, corrupção, falta de mão-de-obra qualificada, violência, entre outros.
Buarque ainda toca no ponto crítico da situação: um 'governo paliativo', que não procura a cura da doença, mas pretende apenas tratar seus sintomas. Entretanto, o que esperar de um governo cujo próprio representante, o presidente, é o principal agente transmissor de tal devastadora doença que denigre a imagem de nosso país?
Minha esperança está abalada, mas sinto que ela se mantém através de pessoas como o senhor Cristovam Buarque, que enxerga e entende de fato a situação, afim de resolvê-la."
ISABELA TAVARES (São Paulo, SP)
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"O senador Cristovam Buarque, que juntamente com Pedro Simon, é o único político que ainda merece o nosso voto, traz uma análise perfeita e muito bem explicada sobre a origem e evolução dos graves problemas brasileiros. Infelizmente, devido à classe política dominante nos últimos 20 anos, chegamos a esse ponto _e ainda podemos ficar pior. Afinal, se o povo fosse educado, jamais teríamos os representantes que temos nos poderes da República."
JAIME BERTOLACCINI COSTA (Vargem Grande do Sul, SP)
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"Verdadeiro e perturbador o artigo 'País ameaçado', de Cristovam Buarque. Um desses raros artigos que nos faz abrir os olhos sem nos cegar. Querer que todos os brasileiros leiam tal artigo é ilusão, sonho, quimera. Só uma adenda: décadas de abandono da educação não produziram apenas eleitores não-qualificados, mas um lote considerável de eleitos sem a menor qualificação."
JOÃO WESLEY DE QUEIROZ (São Paulo, SP)
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Venezuela
"Fazer a cobertura de um assalto a banco frustrado, em uma cidade de 40 mil habitantes de um país estrangeiro, demonstra bem a posição que a Folha assumiu quanto à política na Venezuela.
No entanto me parece que, dessa forma, a Folha se iguala a meios de comunicação conhecidos pela sua parcialidade e defesa de interesses específicos, e não pela sua qualidade jornalística. Gostaria de ver menos alarmismo e propaganda no jornal e mais debate de idéias."
JOSÉ OTAVIO D'ACOSTA PASSOS (Caracas, Venezuela)
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Multas
"O aumento das multas de trânsito pode resolver em parte a problemática dos acidentes nas estradas do país, mas a situação também está relacionada à falta de um trabalho educacional direcionado a população sobre questões relacionadas ao trânsito e o seu código nacional. É necessário, também, um trabalho de base nas escolas para que as futuras gerações tenham consciência da real responsabilidade do ato de dirigir um veiculo motorizado, pois o caminho é a educação."
MARTE FERREIRA DA SILVA (Atibaia, SP)
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China
"Leitor da Folha há nem sei quantos anos, estranho um artigo publicado em 'Tendências/Debates' no dia 29/1, de autoria do professor Yann Duzert, sob o título 'Números da China'
Devo estar muito enganado e, se assim for, acabo decepcionado com as informações que pela leitura desse jornal apreendi ao longo desse tempo. O artigo em si não me agradou particularmente porque o autor tenta pintar um cenário medonho da atual locomotiva do mundo.
É bastante conhecido o elenco de problemas que aquele país enfrenta, mas seguramente não há precedente de crescimento econômico e social superior na história da humanidade relativamente ao que vem ocorrendo lá. O artigo praticamente condena esse progresso colossal, insinuando que os problemas de corrupção, poluição, desigualdade e pirataria anulam tudo de bom que possa estar ocorrendo. Uma estultice.
Mas o que me chamou particularmente a atenção é o absurdo dos 'números da China', totalmente estranháveis, para não dizer falsos. A China não fabrica a metade das câmeras fotográficas consumidas no mundo, nem produz 80% dos tratores e 70% dos relógios. Sua área geográfica quase não se pode medir em metros quadrados, mas em quilômetros quadrados.
É extremamente tendenciosa a informação de que sua perspectiva de vida é péssima (já que colocada em 116º lugar). Se 72,5 anos em média para uma população de 1,3 bilhão é ruim, então não se sabe o que é razoável para o autor. Se 86% das mercadorias pirateadas apreendidas na Europa são chinesas e se constituem em medicamentos e cigarros que estragam a saúde dos europeus, então os fabricantes de cigarros e os maiores laboratórios farmacêuticos do mundo, que são europeus, devem ter tido um ataque de ineficácia tremendo.
Em relação à desigualdade social, jornais do mundo inteiro noticiam que mais de 200 milhões de pessoas saíram da pobreza e engrossaram uma classe média consumista e exigente na China, não em Marte, nos últimos cinco anos. As commodities, particularmente as alimentícias, encontram na China um mercado crescente, a ponto de influenciarem os preços mundiais para cima, graças à enorme procura.
Com crescimento de 11% ao ano, que poderá cair um pouco se essa crise velhaca, financeira mas principalmente de ética, nos Estados Unidos não for controlada, o nível de progresso social só tende a continuar crescendo. Formam-se mais engenheiros lá do que em qualquer outro lugar. E estão entre os mais competentes. A qualidade dos produtos hoje é das melhores.
Recentemente noticiou-se na televisão que a China já tem pelo menos cinco marcas de veículos próprias (o Brasil nenhuma) e que o título de 'país das bicicletas' já não corresponde à realidade. Por todos esses motivos, não gostei do artigo, que, francamente, me pareceu absurdo. Posso estar muito enganado, porque não sou dono da verdade, mas comparar o progresso econômico e social da China com qualquer outro só pode resultar em admiração e elogios, não em críticas ácidas."
ADEMIR VALEZI (São Paulo, SP)