Cartões corporativos
"Ao expor na coluna de sábado seus gastos profissionais com seu cartão de crédito em comparação com os da ex-ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro, Clóvis Rossi demonstra de forma incontestável a diferença entre um profissional correto e responsável e uma funcionária negligente e irresponsável no trato com o dinheiro que não lhe pertence."
MARCIO PALACIOS (São Paulo, SP)
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Dengue
"Estive em Fortaleza no período de 24/12/07 a 24/1/2008 e confesso que é com muita tristeza que constatei a ineficiência do poder público local no combate à dengue numa periferia dessa capital. A 'folia do Aedes aegypti' corre à solta num bloco que está crescendo a todo vapor no Quintino Cunha, ou melhor, sem vapor! Neste trem da tragédia o que falta é exatamente fumaça.
Passei minhas férias presenciando um filme de terror do tipo 'o perigo ronda sua casa', mas lamentavelmente o pesadelo virou realidade. Estive com um sobrinho internado com dengue, ficou aproximadamente uma semana no hospital. O susto da família foi enorme!
O susto passou, a indignação não! O perigo continua rondando não a minha casa, mas a de vários fortalezenses que moram na periferia dessa cidade, submetidos a focos e focos de mosquitos."
KELLY CASTRO (São Paulo, SP)
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Desmatamento
"Até quando nossos governantes serão hipócritas ao ponto de não dar valor aos números fornecidos por institutos especializados em medir o nível do desmatamento no Brasil, como Inpe, Imazon, Deter, entre outros, que dispõem de instrumentos de pesquisa de Primeiro Mundo?
Essa é uma resposta que ninguém possui, mas se permanecer esse pensamento de que tudo está indo bem e o que desmatamento não afetará a Amazônia, nós iremos colher os estragos e as conseqüências que uma omissão provocou no país."
PABLO LUIZ DE MOURA SANTOS ROCHA (Juquitiba, SP)
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"Primeiramente foi a questão das sementes transgênicas em que foi derrotada de forma quase humilhante. Por estoicismo continuou no governo. Neste momento, é a questão da criminosa devastação da floresta Amazônica, em que o presidente da República, de forma cabal, toma a defesa de quem a comete. Pelo que chega é o momento de a ministra do Meio Ambiente retornar ao lugar em que o bravo povo acreano lhe colocou: o Senado Federal, onde, certamente, pode melhor denunciar o que estão fazendo com aquele bem universal, e que nos cabe zelar.
Nesse governo é tempo perdido. O presidente da República, nesses casos em que tem que tomar decisão contrária aos poderosos, somente toma partido para suas 'boutades', para suas frases ocas de efeito positivo."
JUVENAL FERREIRA FORTES FILHO (Rio de Janeiro, RJ)
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"Excelente o artigo do sr. Saulo Ramos ('Tendências/Debates', 30/1). Realmente, impressionante é o teatro armado pelo governo federal com um assunto tão importante: o desmatamento da 'nossa' Amazônia! É mais um grande teatro do governo, como faz com todos os problemas brasileiros. E o comércio ilegal de madeira, tão antigo, continua. 'E Lula se defendendo e dizendo o de sempre: Eu não sabia!'
Pobre Brasil, pobres brasileiros!"
DIRCE TÁLAMO (São Paulo, SP)
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Violência
"Quem teve o privilégio de conviver com o cel. José Hermínio, policial assassinado há um mês na capital paulista, certamente ainda está atento às escassas notícias nesta Folha.
A memória brasileira tende a esquecer os fatos do cotidiano, sobretudo quando relacionados à criminalidade. O que ontem foi algo terrível e inadmissível, hoje não passa de letras frias em jornais antigos e lidos.
Creio que o senso de justiça de nossa Constituição precisa mudar. Agora, matar virou algo banal, nada além de acrescer ou subtrair números estatísticos. O governo deveria punir criminosos de forma mais eficaz e exemplar; assim como, ao gerar um filho, também assumiríamos responsabilidades diante dos atos por ele praticados."
SAMIR KHOURY (São Paulo, SP)
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País ameaçado
"O artigo 'País ameaçado' de autoria do senador Cristovam Buarque ('Tendências/Debates', 31/1), paladino da educação brasileira, aponta para um horizonte cinzento caso a educação não seja realmente entendida como a prioridade das prioridades. No período eleitoral a educação é plataforma de todos os candidatos, independentemente da filiação partidária. Após a eleição, a maioria dos eleitos são acometidos de uma amnésia aguda e esquecem os discursos proferidos. Nem tudo está perdido enquanto ainda tivermos paladinos inquietos e que têm visão de futuro. O que precisamos, antes que seja tarde, é tirar a educação da retórica e fazer a verdadeira revolução na educação que passa pela formação do professor contemporâneo, uma reforma pedagógica que privilegie o exercício do pensar, o estímulo pela carreira de professor e a oportunidade de uma educação básica de qualidade para todas as crianças brasileiras."
ISAAC ROITMAN, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (Brasília, DF)
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Polícia
"Quanto aos problemas da PM do Rio, dou graças a Deus que em São Paulo não temos este tipo de indisciplina, principalmente quando se refere ao primeiro escalão. Ao meu ver a Folha poderia ter colocado essa matéria no caderno Brasil, já que não faz parte do cotidiano do nosso Estado, como o próprio nome do caderno sugere.
Gostaria de manifestar, também, o orgulho que tenho pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, em especial a tenente-coronel da Corregedoria da PM, sra. Ângela Di Marzio Godoy Vasconcelos. Parabéns pela sua atuação e administração de ordem disciplinar."
CLAUDINEI RIBEIRO (São Paulo, SP)
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"Um roubo de cervejas detonou uma crise na PM do Estado do Rio de Janeiro. A substituição do comandante-geral, coronel Ubiratan, caracterizou o desgosto do governador Sérgio Cabral com a atuação daquela corporação. Não é de hoje que PMs estão envolvidos em vários tipos de crimes e contravenções. A marcha de oficiais da PM por aumento de vencimentos foi a gota d'água para a demissão do coronel Ubiratan. Entretanto, o real motivo foi o envolvimento de PMs em crimes e contravenções e a incapacidade revelada pelo comandante-geral em controlar a sua tropa."
DION DE ASSIS TAVORA (Rio de Janeiro, RJ)