Matilde
"O título da reportagem 'Planalto quer Matilde fora para não aumentar desgaste' ( Brasil, 31/1) mostra tudo o que é o PT, pois não há mais o que desgastar no governo do sr. Lula da Silva. Ao mesmo tempo em que demiti sua ministra, defende Blairo Maggi, um dos maiores exportadores de soja, no caso do desmatamento da Amazônia. Suas 'tiradas inteligentes', do tipo 'vai ao médico para averiguar a existência de um tumorzinho e, antes da biópsia, sai dizendo que é câncer', mostra o total despreparo para o cargo que ocupa (mas não exerce), assim como a maioria dos seus ministros, que fizeram do cartão corporativo quintal de casa. Só quem já teve membro da família filiado compulsoriamente aos sindicatos ligados ao PT sabe há quanto tempo a quadrilha atua no Brasil."
OSMAR CARLOS MEDAGLIA (São José dos Campos, SP)
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"Dona Matilde Ribeiro, na sua visão muito peculiar de igualdade étnica, declarou que não é crime de racismo um negro se insurgir contra um branco. Será também que ela acha que não é crime usar o nosso suado dinheirinho para engordar o seu salário através de compras pessoais com o cartão corporativo que lhe foi confiado?
Enquanto ela pretende promover uma controversa igualdade étnica, nos exibe a sua desigualdade ética, nada igual àquela que preconizava o seu chefe Lula nos idos tempos de PT oposição."
RONALDO GOMES FERRAZ (Rio de Janeiro, RJ)
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Violência
"O governo do Paraná continua apostando na política da avestruz ao não querer enxergar a realidade do Estado em relação à violência. Quando o secretário de Segurança do Paraná, Luiz Fernando Delazzari, diz que a pesquisa que retratou o mapa da violência no país não reflete a realidade ('Governo do PR diz que ranking no país é furado', Cotidiano, 31/1), ele não quer reconhecer que o nosso Estado tem 3 cidades entre as 10 mais violentas do país. Se, em vez de ficar negando a realidade, ele começasse a enfrentá-la, descobriria que Foz do Iguaçu e Guaíra, classificadas respectivamente como a quinta e a sétima cidades mais violentas, estão localizadas na fronteira com o Paraguai. E descobriria também que tal realidade é pautada pelo fato de tais cidades serem portas de entrada da droga que o vizinho país nos envia _desde que o Brasil aprovou a Lei do Abate e os traficantes não utilizam mais a via aérea para transportar suas mercadorias. O Paraguai é o entreposto da droga que entra no Brasil por via terrestre, deixando para nós, que moramos na fronteira, um rastro de dor e sofrimento. E as nossas autoridades do Estado não querem enxergar tal realidade nem tomar medidas eficientes para enfrentá-la. As famílias de Foz do Iguaçu, cidade que tem o maior índice de assassinatos de jovens no país, repudiam a postura do secretário de Segurança do Estado."
JOSÉ ELIAS AIEX NETO, presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Foz do Iguaçu (Foz do Iguaçu, PR)
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Polícia
"As crises existentes na Polícia Militar do Rio de Janeiro e, também, nas Forças Armadas, que certamente se alastrará pelas PMs de todo o país, tem um responsável direto: o governo federal, que concedeu remunerações altíssimas aos PMs do Distrito Federal, onde um soldado ganha R$ 3.500 e ainda quer mais. Alega-se que soldado por lá tem nível médio; boa parte Superior e todos terão de ter graduação. Ocorre que a função é de policial militar e no caso soldado, não importando se o profissional é formado em Oxford ou Harvard. Essa desordem remuneratória continuará a gerar caos e os policiais tem como boicotar os serviços, com prejuízos sim a população. Todavia toda a população certamente os apóia. E o mais engraçado é que nessa hora pensam em chamar o Exército, onde soldado recruta ganha R$ 207 mensais brutos!"
HEITOR VIANNA P. FILHO (Araruama, RJ)
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Publicidade
"Kassab dobra verba para publicidade. Serra aumenta 45% o valor da verba propaganda. A vida do paulista vai melhorar; do paulista dono de agência."
AROLDO MIRANDA (São Paulo, SP)
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Homicídios
"São insofismáveis as revelações da Folha na reportagem ''Mapa da
Violência' subestima homicídios' (Cotidiano, 3/2), denunciando que os dados criminais revelados pelo governo federal, puxando dolosamente para baixo, não refletem a realidade dos homicídios. Uma das muitas provas está na afirmação contundente do presidente do colégio que reúne todos os secretários de Segurança Pública do país, Luiz Fernando Delazari, com quem conversei para ratificar o desmascaramento dos sofismas e alquimias semânticas.
Ele diz que os dados divulgados são falsos e mentirosos e prova por quê. Lamentável o 'make-up' ofi
cial, que nos remete à inevitável ironia: existiriam três tipos de mentira _as pequenas, as grandes e as estatísticas."
PERCIVAL DE SOUZA (São Paulo, SP)
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Ambiente
"Peço ao prezado editor da Ilustrada a gentileza de me esclarecer se o artigo de ontem de Nelson Ascher ('Quente ou frio?') é para ser levado a sério ou se se trata do enredo paranóico de alguma escola de samba, divertida leitura para uma segunda-feira de Carnaval. Contudo, se a hipótese correta não é esta última, vou ficar preocupado ao pensar no que os satânicos ecologistas estão tramando contra admiráveis idealistas como madeireiros da Amazônia, o governador Blairo Maggi ou mesmo George W. Bush e seus filantrópicos magnatas do petróleo. Mas também gostaria de saber de onde o ilustre colunista, se não está de brincadeira, extrai tantas inabaláveis certezas como as que exibiu no seu texto."
ZENON LOTUFO JÚNIOR (São Paulo, SP)
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Maranhão
"Mais uma vez, recentemente, o Maranhão foi destaque negativo na grande imprensa _por conta da posse do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, das suspeitas que pesam sobre seu filho, o agora senador Edison Lobão Filho, e das investigações que estão sendo feitas pela PF e Receita Federal sobre as movimentações financeiras do senhor Fernando Sarney, empresário, vice-presidente da CBF e filho do senador José Sarney.
Inobstante a consistência das suspeitas e denúncias contra as tais pessoas, esses episódios trazem a desagradável impressão de que os grandes jornais do Sul e Sudeste do país gostam de associar as mazelas que ocorrem na nossa política ao Nordeste, em geral, e ao Maranhão, em particular
Tenho dúvidas quanto à competência do atual Ministro de Minas e Energia, o jornalista Edison Lobão, para gerir a pasta que ocupa atualmente, mas não me recordo de que a 'grande imprensa' tenha tentado desautorizar a posse do economista José Serra para o Ministério da Saúde no governo FHC. Será que um economista nascido em São Paulo era mais preparado para ocupar o importante Ministério da Saúde do que o ex-governador do Maranhão é para ocupar o Ministério de Minas e Energia?
¦Afora as suspeitas que pesam sobre o seu filho, que podem desautorizá-lo a ocupar uma cadeira no Senado, nada há na biografia do senhor Edison Lobão que o desabone para ocupar o ministério. Lamenta-se que seja apadrinhado do ex-presidente José Sarney, mas todos que ocupam um cargo em Brasília ou são padrinhos ou são apadrinhados de alguém. Infelizmente, isso é o Brasil, e não apenas o Maranhão."
ABIMAEL FERRACINNI (São Luís, MA)