Cartão corporativo
"Há outro nome a se dar que não seja canalhice ao uso desses cartões? Onde não há ética, corporativo vira cooperativa."
CARLOS ALBERTO PESSOA ROSA (Atibaia, SP)
*
"Enquanto fechamos o mês e verificamos o rombo dos impostos, matrícula, material escolar no início do ano, agora sabemos que até mesa de sinuca já faz parte dos gêneros de primeira necessidade da Presidência. Agora, como segredos de segurança nacional, a imaginação flui e podemos imaginar até botox nessa conta que pagamos e não podemos bufar. Afinal, somos invejosos e a serviço da direita rancorosa. Quem perde é o povo mais humilde."
UBIRATÃ CALDEIRA (São Bernardo do Campo, SP)
*
"Essas notícias sobre gastos de ministros com cartões corporativos já estão cansando as pessoas. Será que os senhores da mídia ainda não desconfiaram?
Basta de tanta fofoca e calúnias contra os ministros. Começaram, agora, a falar em CPI. Seria bom mesmo, mas que ela fosse estendida aos governos estaduais. Assim poderíamos obter algum fato novo relativo aos gastos dos muy éticos governadores do PSDB e assemelhados. O que não pode é ficar neste lenga-lenga e procurando denegrir a imagem do governo federal, por sinal, o melhor que já tivemos até hoje.
Esperamos que, se o objetivo é mesmo desgastar o governo Lula, mais uma vez a mídia vai dar com os burros n'água. Há assuntos mais importantes para serem tratados do que isso.
Será que a mídia não sabe que todo e qualquer governo tem seus gastos especiais? Provavelmente, quer que o governo gaste menos para sobrar mais para os banqueiros e rentistas, os 'heróis do capitalismo moderno', não é mesmo?
Ou a mídia pensa que o povo é bobo? Uma vez mais, espero que nas próximas eleições os candidatos dos partidos da oposição golpista conservadora recebam uma surra bem dada nas urnas. Ou será que a imprensa já esqueceu da surra de 2006?"
JOSÉ LOURENÇO CINDRA (Guaratinguetá, SP)
*
"Se a CPI dos cartões corporativos for realmente séria, haverá punições para políticos desde o governo FHC, quando foram criados. Mas como sabemos que nada acontece, a exemplo do mensalão e de outros episódios de corrupção, o governo deve realizar seus conchavos de cargos políticos para amenizar as condenações. Assim indica pessoas desprovidas de capacidade técnica para exercer com competência a sua função, como o excelentíssimo ministro Edison Lobão. Desta forma, a oposição pisa na cabeça do cidadão de mãos dadas com o governo. Mais uma vez quem paga a conta somos nós."
FERNANDO SCIAMMARELLA PEREIRA (Itajubá, MG)
*
"Por que os gastos dos cartões corporativos envolvem a segurança nacional? Por acaso algum membro do governo ou o próprio Luiz Inácio comprando alguma bomba atômica ou financiando as Farc com o cartão?"
MARCUS LUCIANO VILLAR (Itapevi, SP)
*
"Agora dá para entender por que o governo Lula tem tantos 'fiéis' adeptos. Com os cartões corporativos compra-se tudo, até consciências."
FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)
*
"Nas empresas, o relatório de despesas de cada funcionário é aprovado pelo chefe imediato, mesmo nos escalões mais altos. Quem aprova os gastos dos ministros?"
CARLOS VAN DEN BOSCH (São Paulo, SP)
*
"Como das vezes anteriores, também agora no escândalo dos cartões o presidente Lula providencialmente desaparece de circulação. Favorecido pelo calendário momesco, até agora o país não teve do seu chefe uma palavra de reprovação à conduta irresponsável de seus auxiliares. Ao contrário, dele só tivemos a carta de elogio à ministra campeã de gastos indevidos. Passada a crista da onda, com certeza Lula reaparecerá inaugurando uma obra ou lançando mais um desses 'programas' que não saem do papel. Quem viver, verá!"
ELIAS DA COSTA LIMA (São Paulo, SP)
-
Trabalho e suicídio
"O artigo 'Trabalho e suicídio' ( Opinião, 7/2) alerta não só para a necessidade de registros detalhados de suicídio e sua inclusão no rol de acidentes de trabalho mas também chama a atenção para um equívoco muito em voga: o de que uma pessoa escolhe ofender-se ou não. Essa falácia é defendida inclusive por cristãos que, embora reconhecidamente sérios, certamente não enxergam a ofensa como algo a colocá-los longe do que eles próprios pregam. Mais importante, a vã filosofia 'uma pessoa escolhe ofender-se ou não' isenta o ofensor de reprovação, carrega ainda mais o fardo sobre os ombros da pessoa ofendida e, de qualquer forma, prejudica a comunicação necessária para um acerto de contas envolto de bons sentimentos.
Enquanto não dermos ênfase à importância da cordialidade, da argumentação e do acerto cara-a-cara e sigiloso, trabalhadores idôneos continuarão se matando e jovens sensíveis continuarão descarregando armas em cima de inocentes antes de se matarem."
BRUNO BRAZÍLIO RAMOS (São José do Rio Preto, SP)
-
Febre amarela
"O Brasil está sendo vítima do alarmismo da mídia sobre uma epidemia imaginária de febre amarela. A própria Folha, no editorial 'Não-epidemia' ( Opinião, 15/1), afirma que 'não parece exagero qualificar a atual epidemia como uma manifestação de temor coletivo magnificada pela mídia (...)'. O jornal diz isso, apesar de ter contribuído para o que critica.
A vacinação desnecessária tem gerado superdosagens de vacina e reações dela em pessoas que têm organismos incompatíveis. Pessoas que precisavam se vacinar para viajar a áreas de risco não conseguiram porque os estoques de vacina do país --que é o maior produtor mundial do medicamento-- esgotaram-se devido aos que se vacinaram sem razão.
Uma expoente do alarmismo midiático tem sido Eliane Cantanhêde. Ela vem exortando as pessoas a se vacinarem indiscriminadamente. E, como se não bastasse, em 22/1 ela afirmou que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, 'num dia manda vacinar, no outro diz para não vacinar, no terceiro culpa a vítima por não ter se vacinado e, no quarto, acusa a imprensa pelos erros de vacinação da rede pública'.
A verdade é outra. O governo jamais convocou campanha de vacinação contra a febre amarela. Foi a mídia que criou esse grave problema de saúde pública. Alarmou a população e, agora que esse pânico está levando aos hospitais dezenas de pessoas que se vacinaram à toa e passaram mal, a mesma mídia quer jogar a culpa no colo do governo."
EDUARDO GUIMARÃES (São Paulo, SP)