Painel do Leitor
10/02/2008 - 02h30

Cartões

"Estranho é o Brasil. A mídia cria pautas e só fala em determinados assuntos por semanas, como no caso da febre amarela, que levou pânico à população, causando a morte de pessoas pela imunização desnecessária. Foi curioso ver gente que nunca foi e nem iria a áreas de risco fazer fila na av. Paulista para tomar vacina contra a doença. Tudo isso causado pelo sensacionalismo gratuito e com nítido objetivo de desgastar o governo de plantão. Agora a bola da vez são os cartões corporativos. Pergunto aos leitores Luis Fernando P. Santos, Ademir Franco da Cunha, Leônidas Marques e Gilberto de Camargos Cunha, que manifestaram-se indignados na Folha em 7/2, se exigirão da Assembléia Legislativa paulista a instalação de CPI para apuração dos gastos feitos no governo de São Paulo com cartões? Ou tudo ficará como sempre ficam as suspeitas referentes ao governo paulista: ninguém tem nada a declarar, no máximo algum desconhecido membro do governo lança uma série de evasivas no mais fino tucanês, nenhuma apuração é feita e as tentativas na Assembléia são prontamente barradas pela fiel bancada governista."

MAURO SCARPINTATTI (São Paulo, SP)

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"O ministro da Segurança Institucional, general Jorge Félix, e todas as autoridades que defendem maior sigilo na divulgação dos gastos da Presidência bem que poderiam tomar como exemplo a transparência que se dava às despesas feitas pelos funcionários da ucharia imperial, açafatas, camareiras, reposteiros, veadores, servidores da toalha e mordomos da Casa Imperial, que eram obrigados a relacionar todos os gastos feitos para a família imperial, quer fossem botões, dedais, tecidos, colchetes, linhas ou outros aviamentos, para as princesas ou para a imperatriz, quer fossem vinhos, licores, chocolates, livros, velas, jóias e mimos, como o pedido feito ao mordomo Paulo Barbosa, em junho de 1840, para que comprasse um presente bonito que seria ofertado à marquesa de Itanhaém, que fazia aniversário. O Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, o Arquivo do Museu Imperial, e o Arquivo do Palácio Grão-Pará, ambos em Petrópolis, guardam centenas de documentos que servem para testemunhar o quanto a transparência faz bem à democracia, nada implicando na segurança do Estado."

SINVALDO DO NASCIMENTO SOUZA (Rio de Janeiro, RJ)

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"O governo de São Paulo divulgou nota recomendando cautela nas investigações dos gastos com cartões corporativos. A cautela é corolário dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, inerentes ao devido processo legal. Além desses, outros dois princípios devem ser lembrados: o da legalidade e o da igualdade. Do primeiro decorre a exigência de investigação e punição dos autores de irregularidades na administração pública. Do último decorre a exigência de tratamento igualitário, isto é, os portadores de cartões instalados nos altos escalões da República devem receber o mesmo tratamento dispensado, principalmente os prefeitos e vereadores do interior, verdadeiros ladrões de galinha da política, que vivem sob marcação cerrada do Ministério Público. A Lei de Improbidade Administrativa é para todos. Portanto precisa ser aplicada em relação a todos. O escândalo dos cartões corporativos revela escancarada improbidade, portanto deve ser investigado e seus autores punidos."

JOEL GERALDO COIMBRA (Maringá, PR)

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"Defendo a apuração do uso dos cartões corporativos desde que foram criados, independentemente de que governo foi. No entanto se o governo atual quer se utilizar do argumento de que já no governo anterior havia abusos, não concordo, pois um erro não justifica o outro. Se eles acham que houve abuso no governo anterior, mais uma razão para ter denunciado antes e tomado providências para que o erro não se repetisse."

JOSÉ ROMILDO BORGES FERREIRA (São Paulo, SP)

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"Em alguns países europeus, uma simples suspeita de corrupção faz a pessoa pública renunciar com enorme vergonha perante os cidadãos. Nos Estados Unidos, após alguma apuração, o réu com qualquer desvio de conduta se afasta do cargo, sentindo-se imoral. Já vimos nossos vizinhos portenhos apedrejarem a Casa Rosada para clamar por moralidade. O que acontece com a conduta e a ética dos nossos administradores, proferidas como juramento antes de tomarem um cargo público? Ou o problema está com a alienação e passividade do povo?"

SIMONE REGINA MEZZALIRA GOMES (Jundiaí, SP)

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Estradas

"Por que é permitida a fabricação de veículos que podem desenvolver velocidades superiores a 120 quilômetros por hora se a legislação proíbe tal velocidade e falta estrutura para fiscalizar? O último concurso para agentes rodoviários foi suspenso. Motivo? Venderam as provas! Lógico que ninguém foi preso. No Brasil nem 5% das rodovias são adequadas para altas velocidades. Se proibissem veículos velozes, muitas vidas humanas seriam poupadas, menos combustível seria queimado, conseqüentemente haveria menos CO2, os veículos seriam mais baratos, e o IPVA, idem. Na minha cidade natal, Avaré, autoridades corruptas deixavam a única fábrica de fogos produzir à vontade, depois fingiam que corriam atrás da molecada para que não soltassem bombinhas. Parece que as coisas continuam da mesma forma, apesar de ter se passado um jubileu."

JOSÉ FARACO (Londrina, PR)

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Guarujá

"Segunda-feira de Carnaval, 4 de fevereiro, por volta das 13h, levei 1 hora e 10 minutos para atravessar a balsa de Guarujá para Santos, pois havia somente quatro embarcações na travessia de veículos. Até aí nenhuma novidade, pois historicamente esta travessia é de longe o pior serviço fornecido pelo Estado. Ocorre que recentemente a Dersa anunciou que seus funcionários não iriam mais coibir os maus motoristas e péssimos cidadãos que desrespeitassem a fila da balsa. Ato contínuo, num exemplo de eficiência, nossas 'autoridades' se reuniram e determinaram que os motoristas que desrespeitassem a fila seriam multados em R$ 129,00 e teriam acrescidos cinco pontos em suas habilitações. Pois bem, esqueceram-se de definir nesta reunião quem iria fiscalizar tal infração, pois não havia no local nenhum policial militar, agente municipal de trânsito, guarda municipal ou qualquer outra 'autoridade'. Os maus motoristas e péssimos cidadãos estão fazendo fila dupla na av. Adhemar de Barros, próximo às cabines de pedágio, ocasionando brigas e verdadeiro caos no já complicado trânsito da região. Pelo jeito, nossas 'autoridades' estão esperando ocorrer uma tragédia para depois tomarem as devidas providências que o caso requer."

EMANUEL FRAGA (Guarujá, SP)

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Curitiba

"Nossa cidade de Curitiba está virando um depósito de lixo da prostituição sexual. Não bastassem os orelhões estarem infestados de propagandas de prostituição, o cidadão pode se deparar a qualquer hora do dia com relacionamentos sexuais nos sanitários masculinos dos terminais de ônibus, como Cabral, Boa Vista e Portão, ou dentro do sanitário da praça Osório (espantosamente há um módulo de segurança ao lado). Já no bosque do parque Barigui, aquela parte afastada atrás do Museu do Automóvel virou outro 'point' livre, onde rapazes deixam rastros dos preservativos usados. E quanto a um cinema pornô na rua Ermelino de Leão, no centro, onde entram menores que, em troca de alguns reais, se relacionam com pedófilos? Cadê a delegacia de Ordem Social, a prefeitura e o Estado?"

CÉLIO BORBA (Curitiba, PR)

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Livraria da Folha
Carregado de críticas ácidas e implacáveis à sociedade brasileira e, principalmente, ao governo Lula, este livro reúne textos do jornalista Reinaldo Azevedo que foram publicados em seu blog.
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Escrito pelo jornalista Caco Barcellos, o livro denuncia a rede montada por policiais militares em São Paulo denominada o "esquadrão da morte". A obra é resultado de sete anos de pesquisas e investigações.
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O jornalista Frederico Vasconcelos revela detalhes de como investigou casos de corrupção e desvios em grandes empresas e também em governos e tribunais brasileiros.
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