Painel do Leitor
07/06/2008 - 02h30

Varig

"Espero que a sra. Denise Abreu não recue com qualquer oferta, acordo ou 'emprego' que lhe venham oferecer e mantenha-se firme nas suas acusações.
Será a sra. Denise Abreu o Francenildo da ministra Dilma? Espero que sim, pois chega de mentir para salvar os 'cumpanheiros'. E viva a imprensa livre!"

TANIA TAVARES (São Paulo, SP)

*

"Quanto mais leio menos entendo o 'imbróglio' Varig. A ação do governo, considerando a importância histórica para o Brasil da marca Varig e a situação do grande número de empregados que teriam seus empregos em risco, que era importante e desejável, é peremptoriamente negada pela ministra Dilma. A sra. Denise Abreu, que foi acusada de inércia quando na Anac e que na CPI nada sabia e pouco entendia, passou a ser loquaz e de tudo entender. Roberto Teixeira, que por sua atuação como advogado de uma das partes tinha direito a honorários advocatícios (R$ 5 milhões seria uma importância até modesta), insinua nada ter recebido de seus clientes. Um juiz, cuja função é fazer cumprir a lei, descumpre a própria ao colocar empresa aérea sobre total controle de estrangeiros e alega tê-lo feito pela possibilidade de a mesma lei não estar sendo cumprida.
Para mim, de claro ficam a luta fratricida de grupos do PT pelo botim político de Lula. Afinal, Denise Abreu é cria de Zé Dirceu, e a enorme incompetência da oposição, que, não conseguindo manter uma linha oposicionista clara e eficiente, fica criando 'factóides' que nada resolvem."

ISNALDO PIEDADE DE FARIA (Brasília, DF)

*

"Agora que o juiz do caso vem pedir esclarecimentos sobre a venda da VariLog? Se o fundo americano tinha mais de 20%, a venda tinha que ser anulada pelas normas brasileiras. Segundo o juiz, os sócios brasileiros não tinham lastro econômico e ele os afastou. Não desconfiou de nada ou não verificou os papéis na época? A empresa foi vendida depois com US$ 300 milhões de lucro? Acho que entendi mal, só pode ser."

MIRZA MARIA MALUF PÉREZ (Timóteo, MG)

-

Olimpíadas 2016

"Espero que o Rio-2016 fracasse. Não acho uma boa idéia o Brasil sediar em seqüência uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. As autoridades vão gastar uma fortuna (nosso dinheiro) para que esse desejo megalomaníaco seja cumprido. O Brasil deve investir no esporte, sim, mas temos outras prioridades a resolver, como melhorar a educação e a saúde, diminuir a pobreza e a miséria etc."

GUILHERME FREITAS (São Paulo, SP)

-

Caso Alstom

"O caso Alstom (Brasil, 5/6), a CPI dos Cartões, o indiciamento do deputado Paulinho, os superfaturamentos e as supostas propinas pagas a políticos brasileiros refletem, mais uma vez, a lama em que está atolada a prática do jogo político no país. Será que jamais superaremos a triste herança 'cordial' apontada por Sérgio Buarque de Holanda desde 1936? Antropólogos e psicólogos poderiam sugerir alguma explicação racional para a dificuldade do brasileiro em separar a esfera pública da esfera privada?"

GLATSON DOS SANTOS (Belo Horizonte, MG)

*

"Enquanto o DEM e o PSDB já tentam instalar um nova CPI para investigar denúncias envolvendo a ministra Dilma Rousseff, em São Paulo o escândalo da Alstom vai sendo devidamente acobertado pelo mesmo PSDB e DEM, que cobram transparência e ética do governo federal."

MARA CHAGAS (São Paulo, SP)

-

Loteria

"Há alguém entre os milhões de habitantes neste nosso querido Brasil, em que o jogo é proibido diga-se de passagem, que conseguiria me explicar o por que do aumento de 100% a 150% no valor da aposta de um dos seus jogos mais populares, a Quina? Já não bastam o verdadeiro abuso na cobrança de impostos e o alto custo dos produtos de primeira necessidade? O governo vai se valer do gosto do povo por uma fezinha para alimentar seu enorme apetite arrecadatório? Não haverá um basta nunca?"

LUIZ NUSBAUM (São Paulo, SP)

-

Filosofia

"A leitora Cléa Corrêa ('Painel do Leitor', 5/6) diz que as disciplinas de filosofia e sociologia serão ministradas por professores que ensinarão o retrógrado e peçonhento pensamento marxista. Se assim fosse, pergunto: qual seria o problema? A dialética, por si só, não é de esquerda nem de direita; a oposição de pensamentos é necessária para formar um cidadão crítico. E quanto às matérias que há tempos disseminam o pensamento liberal do vencedor e incentivam a educação não como formadora de um ser humano melhor, mas, sim, como meio para o acesso ao maravilhoso mundo do consumo, que transformam o estudante numa peça treinada e moldada a exercer um papel burocrático dentro do mercado? Não vejo problema em mostrar o outro lado da moeda. E mais. A missivista faz um 'samba do sociólogo doido' ao misturar na mesma tendência de pensamento autores de vertentes divergentes. Aliás, ela cita o marxismo como linha teórica a ser adotada pelos professores e, na especificação dos autores que serão ministrados, só cita um marxista, Hobsbawn. Ela mesma deveria cursar as aulas de sociologia que começarão a ser oferecidas pelo Estado. Cléa também se esquece de que, assim como em outras disciplinas, o conteúdo a ser ministrado será construído pelo MEC, de modo a contemplar as mais diversas tendências filosóficas e sociológicas.
Sugiro que a leitora procure saber em que condições as disciplinas Educação Moral e Cívica e OSPB foram criadas e a que serviram."

ARARÉ DE CARVALHO JÚNIOR (São José do Rio Preto, SP)

*

"Incluir filosofia e sociologia no currículo do ensino médio no momento em que o Brasil apresenta desempenho pífio em matemática e língua portuguesa é inoportuno e perigoso. Inoportuno porque deveríamos priorizar o ensino nestas últimas matérias, que são o alicerce para o aprendizado de outras disciplinas e não estão com o foco adequado. Perigoso porque as matérias que serão incluídas permitem doutrinação ideológica indesejável. Ainda há sérias dúvidas sobre o aproveitamento destas disciplinas por estudantes do nível médio."

JOAQUIM AZEVEDO (Campinas, SP)

-

Rodoanel

"No meu entendimento, o esquema é o seguinte: caso Alckmin seja eleito prefeito de São Paulo, sua conduta entreguista será a mesma de sempre: irá propor, através de legislação da Câmara de Vereadores ou de portaria da Artesp, a proibição do livre trânsito de caminhões nas marginais, obrigando-os a transitarem pelo Rodoanel. Não esqueçamos que ele foi presidente da comissão de concessão das rodovias do Estado de São Paulo. A conduta da Artesp, órgão regulador das concessões, é, notoriamente, parcial em favor das concessionárias quando a questão implica no seu faturamento."

ORIVALDO TENORIO DE VASCONCELOS (São Paulo, SP)

*

"O governo de São Paulo cometeu um grande erro na idealização do Rodoanel. Estão investindo uma fortuna em uma obra que irá estimular ainda mais o tráfego rodoviário. Os milhares de caminhões, que, segundo idealizadores do Rodoanel não circularão mais pela cidade, serão facilmente substituídos por outros, pois o crescimento da frota é de conhecimento de todos. Além disso, o desmatamento já ocorrido e o adensamento demográfico que existirá em toda a sua extensão são fatos irreversíveis e lamentáveis para a região metropolitana de São Paulo."

DENILSON PEROZZO (São Paulo, SP)

-

Inflação

"Será a sina do trabalhador a luta anual pelo aumento do salário defasado? Como pode este se defender do fantasma da inflação? ('Inflação da população de baixa renda tem alta de 1,38% em maio, diz FGV', 5/6). Não seria justo um reajuste mensal dos salários de acordo com a subida dos preços dos produtos de primeira necessidade?"

THIAGO PAES DE BARROS DE LUCCIA (São Paulo, SP)

Livraria da Folha
Neste livro, o jornalista Frederico Vasconcelos mostra como fazer uma boa reportagem investigativa e conta como foram realizadas matérias envolvendo empresas, governos e tribunais.
R$27,00
O volume traz fatos inusitados --todos 100% reais-- sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação, tênis e também sobre esportes que você nunca ouviu falar!
R$45,90
Censura à internet é fichinha! Este guia traz as histórias mais incríveis sobre as olimpíadas: guerra fria, juízes ladrões, juízes trapalhões, doping, subornos e muito mais!
De R$34,90 por R$28,90
Este livro é pleno de revelações sobre os bastidores do poder. Eugênio Bucci relata sua trajetória à frente da Radiobrás e exibe as entranhas da guerra pelo direito à informação no 1º mandato de Lula.
R$40,00
No livro, Carlos Eduardo Lins da Silva, atual ombudsman da Folha, explica o surgimento do marketing eleitoral e analisa as alterações que esta prática trouxe às eleições e à política brasileira de um modo geral.
R$17,90
Conheça mais sobre a vida e a obra de João Gilberto. Neste livro, o crítico Zuza Homem de Mello investiga a paixão de João Gilberto pela música e o seu jeito diferente de ser e de tocar.
R$17,90