Painel do Leitor
08/06/2008 - 02h30

Filosofia

"Em resposta à carta intitulada 'Filosofia', da leitora Cléa M.G. Corrêa, considero de muito mau gosto e uma indelicadeza referir-se aos educadores como 'peçonhentos e retrógrados', mesmo utilizando-se de uma generalização. Parece-me tratar-se de uma terminologia não-aplicável a pessoas envolvidas com educação. Questiono a intenção da leitora e saliento que não é necessário atacar os educadores para dizer que devemos questionar que, com a obrigatoriedade, poderão ocorrer muitos casos em que vão parar na sala de aula pessoas não preparadas para a tarefa. É necessário um programa de ensino continuado com início nas séries iniciais, com um fio condutor que vá do primeiro ao último ano, que leve em consideração a idade cognitiva da criança. Pensamos que faltou dizer isso, apontar caminhos, e não ofender os já sofridos educadores, que estão procurando fazer a sua parte."

JOSÉ CARLOS FREIRE, professor, assessor filosófico-pedagógico do Sistema de Ensino Reflexivo É a Resposta (São Paulo, SP)

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Varig

"A ética do poder no Brasil navega ao sabor das ondas do individualismo oportunista. Enquanto desfrutava das benesses da presidência da Anac, a sra. Denise Abreu não ficou indignada com a suposta negociata envolvendo a Varig. Agora, no papel de cidadã comum, aparece na mídia, arrogante, posando de boa moça, denunciando o suposto escândalo. Só resta saber qual o motivo desse repentino ataque de cidadania."

ORLANDO F. FILHO (São Paulo, SP)

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Sargento gay

"O simples fato de o sargento do Exército Laci Marinho de Araújo ter assumido um relacionamento homossexual com Fernando Alcântara de Figueiredo num programa de TV foi o suficiente para ter a sua prisão decretada. Embora o Centro de Comunicação do Exército tenha declarado que sua prisão nada tem a ver com as declarações feitas ao programa, o fato soa estranho, uma vez que, ao terminar o programa, havia um pelotão em Barueri aguardando a saída dos sargentos para prendê-los. É bom mesmo que a prisão não seja um caso de repressão às declarações dadas na TV, pois, segundo eles, a relação era do conhecimento de todos.
O fato de ser gay não prejudica o país, como a corrupção. O dia em que for decretada prisão aos corruptos, vai faltar cadeia."

IZABEL AVALLONE (São Paulo, SP)

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Trânsito

"A discussão sobre o trânsito na capital do Estado vai ser, talvez, o tema prioritário a ser discutido na próxima campanha para prefeito. É possível antever o que será abordado. Tem candidato com proposta de implementar leitos carroçáveis sobre os rios que cortam a cidade. Outra candidata fala em pedágio. E o atual prefeito fala em Metrô. Ou seja: o transporte público nessa questão é que deveria ter sido o objetivo maior, o que não aconteceu nos últimos 15 anos. E o que foi feito deu margem a dúvidas, como a qualidade das obras e os contratos com multinacionais como a Alstom. Como se pode deduzir, o debate vai ser muito interessante. Tomara que não causem congestionamentos que impeçam a discussão de temas como a saúde, a educação e a segurança pública, que são outros problemas que enfrentamos."

URIEL VILLAS BOAS (Santos, SP)

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Amazônia

"A Amazônia seria o único lugar do Brasil que nunca deveria ser alugado, cedido ou vendido para montar uma madeireira. Depois de tantos apelos e esclarecimentos, não sei como tantas madeireiras são descobertas lá _e até multadas. Quem será que assina as licenças? Só estou perguntando, e isso não ofende."

RILCA E. CARNEIRO (Rio de Janeiro, RJ)

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Sobrevivência

"A cada ano que passa, o aposentado e trabalhador assalariado brasileiro vai assistindo a sua vida ficar mais 'supérflua'. Ele se viu forçado a cortar tantos itens em sua cesta básica que até feijão com arroz tem de ser considerado supérfluo e, conseqüentemente, evitado na cada vez mais exígua compra mensal de mantimentos.
Tudo por conta de uma política salarial covarde e injusta, que relega a terceiro plano a qualidade de vida e a própria subsistência humana, quando permite que os preços disparem sem dar a contrapartida aos salários.
Dessa forma, pode-se afirmar que, para o governo, a sobrevivência decente dessas pessoas é algo supérfluo também. Portanto, descartado da agenda de prioridades."

HABIB SAGUIAH NETO (Marataízes, ES)

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