Educação
"Não é só filosofia que falta no ensino paulista. O governo do Estado de São Paulo, ao eliminar ou reduzir a possibilidade do ensino de geografia, história e sociologia, impede o acesso na escola ao conhecimento sistematizado. Não é pela invenção arbitrária de disciplinas como 'Preparação para o Vestibular' que superaremos a fragmentação de campos do conhecimento. Constrói-se a interdisciplinaridade a partir do conhecimento consolidado por muito esforço de pesquisa. As crianças e os jovens de São Paulo estão sendo lesados por uma política educacional incompetente."
LÉA FRANCESCONI (São Paulo, SP)
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Enade
"É lamentável que o senhor reitor da UFBA queira agora imputar ao 'jovem oriundo de classes privilegiadas' o péssimo resultado apresentado pela Faculdade de Medicina da Bahia no Enade. O senhor reitor da UFBA no artigo 'Berimbaus, boicotes e avaliação' ('Tendências/Debates', 9/6), ao dizer que 'a turma reprovada entrara na universidade em 2001', não informou aos leitores da Folha que também alunos do sistema de cotas foram avaliados e que a nota obtida por nossa escola é resultante da somatória do desempenho dos estudantes do início e do final do curso.
Longe de mim criticar aqui o 'sistema de cotas' e nem ao 'jovem oriundo de classes privilegiadas'. Como educador tenho que identificar profundamente as razões da nossa nota. Não tenho dúvidas que apresentamos deficiências, as quais foram identificadas em 2004 e encaminhadas pela congregação da nossa bicentenária faculdade ao senhor administrador da UFBA. Por outro lado, será que a metodologia do Enade não precisa ser aprimorada?
Reforça-me o artigo intitulado 'O enigma do Enade', de autoria do ilustre professor Simon Schwartzman, postado no site www.escolasmedicas.com.br, do qual pinço para os leitores da Folha o seguinte comentário: 'Tudo indica que o Enade foi feito de forma amadorística, com grande ambição, mas por pessoas com pouco ou nenhum conhecimento das metodologias adequadas para este tipo de trabalho'. É hora de reflexão e não de exacerbação de ânimos."
MODESTO JACOBINO, vice-diretor da Faculdade de Medicina da Bahia/UFBA (Salvador, BA)
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Lula
"O presidente Lula só agora, em seu segundo mandato, percebeu que a Lei Eleitoral não permite utilização de recursos públicos para alavancar apaniguados três meses antes das eleições. Para ele a lei se tornou hipócrita, por impedir que sua 'generosidade' seja exercida durante esse período. A falta de civismo e de postura, aliados a uma injustificável e surpreendente popularidade, tem revelado um presidente avesso aos postulados democráticos e cada vez mais simpático às práticas autoritárias. A exumação da CPMF, com o nome de CSS, por exemplo, significa que o monarca absolutista não engoliu a derrota no Congresso e tenta uma revanche. A parte do povo brasileiro que paga impostos está exaurida, em vista do avanço de um socialismo arcaico e anárquico, que promove a desmoralização das instituições, a desagregação da sociedade e a inversão de valores, só vitorioso em Cuba, com os resultados que todos nós conhecemos. Da classe média, baluarte da democracia, que perdeu sua condição de formadora de opinião para os programas assistencialistas eleitoreiros, se espera uma reação até 2010. Senão será o caos."
SERGIO VILLAÇA (Recife, PE)
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"É preocupante, embora não surpreendente, que o presidente Lula ataque a Lei Eleitoral que pune o abuso do poder político, ao invés de defender o seu cumprimento. Gostaria de saber qual era a opinião do candidato Lula em 2002, quando estava na oposição e lhe interessava que o governo não usasse a máquina pública para eleger o seu candidato. Além disso, cabe lembrar que, como presidente da República, Lula tem o poder de propor a mudança da lei, sendo muito mais digno e apropriado que faça a proposta pela forma institucional do que ficar vociferando contra a lei em palanques."
JORGE ALBERTO DE OLIVEIRA MARUM (Sorocaba, SP)
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Yeda
"Morei 20 anos em Porto Alegre, mas estou em Recife, onde nasci e de onde são os presidentes do PPS e do PSDB. Onde estão eles? O gato comeu suas línguas? Eles também não sabem, não viram, não sabiam!"
HUMBERTO P. CAVALCANTI (Recife, PE)
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"Chega a ser risível o posicionamento da Folha sobre o assunto, que somente foi enfocado no segundo editorial, como de menor importância, além da chamada de capa em linha quase invisível no rodapé. Até a explosão de bomba em padaria de Porto Alegre mereceu maior destaque na capa. Fosse o assunto envolvendo mesmo que um pequeno Estado da Federação envolvendo administração petista..."
CESAR LUIZ DA SILVA PEREIRA (Curitiba, PR)
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Grampos
"Sobre a reportagem 'Grampos da PF atingem 64 mil telefones' ( Brasil, 10/6), cumpre registrar os incontáveis carregamentos de drogas apreendidos, cativeiros estourados, roubos não consumados por conta de trabalhos de inteligência. O elevado número de telefones interceptados não induz, logicamente, à banalização do uso da medida. Abusos sim merecem controle."
TIAGO CINTRA ESSADO (Ribeirão Preto, SP)
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Candidatos
"Isto é Brasil! TSE deve liberar candidato 'sujo' em respeito ao parágrafo 9º do artigo 14 da Constituição, é o que diz a maioria dos ministros. Isto é uma loucura ou nós brasileiros estamos ficando loucos?"
LEÔNIDAS MARQUES (Rio de Janeiro, RJ)
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CPMF
"Parabéns ao professor Marcos Cintra pelo artigo 'Tapa na cara' ( Dinheiro, 9/6) sobre a CPMF. É uma pena que o Congresso e que esse governo, mais uma vez, não sejam sensíveis e não tenham criatividade quando se fala em gestão e arrecadação. A CPMF é, talvez, o mais eficiente, eficaz e justo, do ponto de vista social, dos tributos. ¦Se pudermos compensar a CPMF no Imposto de Renda ou contribuições sociais, ela poderia até ser de alíquota maior, pois atingiria em cheio os sonegadores e o dinheiro 'por fora' em circulação. É simples!"
OTAVIO LAZARI DE QUEIROZ (São Paulo, SP)
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Balões
"Balões podem provocar acidentes aéreos fatais. Devastam florestas, mobilizam milhares de pessoas que permanecem de plantão dia e noite, organizadas em brigadas contra incêndios. Causam sérios prejuízos a diversas empresas, além de provocar mortes ou mutilação de pessoas inocentes, inclusive crianças. ¦Como admitir que existam associações de baloeiros, cujos integrantes façam apologia do balonismo como atividade folclórica, e ainda respondam com zombaria que, para eles, a lei contra a prática do balonismo não tem nenhum valor? Será que vivem em estado de barbárie em pleno século 21?"
SINVALDO DO NASCIMENTO SOUZA (Rio de Janeiro, RJ)
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