Governo
"Muito boa a página de Opinião de 10/6. A harmonia do texto de Clóvis Rossi www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1006200803.htm, abordando a irrelevância da política diante da entidade monstruosa intitulada 'mercado', aliado à análise perfeita de Eliane Cantanhêde fz1006200804.htm sobre o descaso do governo federal em relação ao Judiciário, bem como a farra hipócrita e a moral promovida pelos nossos líderes, é completada pela charge de Angeli dbch10062008.htm, que nem precisava de palavras para coroar esse réquiem grotesco que se tornou o governo petista no século 21."
RINALDO S. COELHO (Rio de Janeiro, RJ)
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"Eliane Cantanhêde beliscou o tendão-de-aquiles de nosso principal governante. Uma das constatações mais preocupantes do presidente Lula não é só a defesa de tipos e situações indefensáveis como Renan, Jader, Severino ou mensalão, mas a sua falta de apego ou defesa de qualquer valor ético relevante para a sociedade. Sua retórica em relação aos pobres percebe-se que é mero discurso-recurso politiqueiro. Não há nenhuma defesa enfática quanto à honestidade para ele tudo é hipocrisia aos bons modos políticos, à luta contra a impunidade e até mesmo ao sofrimento do povo nas filas dos hospitais ou à desgraceira da violência que ceifa ao ano mais de 100 mil vidas, tanto quanto a soma de perdas humanas nas duas tragédias naturais ocorridas recentemente na Ásia. Nenhuma emoção, nenhum envolvimento da primeira-dama com a causa dos sofridos, nada que possa servir de bom exemplo para nossos jovens. O piadismo inconseqüente e a insensibilidade aos escrúpulos ajudam a mostrar que esse governo padece de assustadora psicopatia política. Prefiro as carrancas de Geisel e do Serra."
JOSÉ VICENTE DA SILVA FILHO (São Paulo, SP)
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"O artigo 'Estados e Estados podres' fi1006200807.htm, de Vinícius Torres Freire ( Dinheiro, 10/6) é de uma clareza e coerência ímpares. Toda a verdade sobre a podridão do Estado brasileiro foi exposta. Duro é pensar que não se vê ninguém para limpar toda essa imundície e bandalheira praticada pelos políticos de todos os cantos do país."
CARLOS SAVEDA (Santos, SP)
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Marina Silva
"Gostaria de parabenizar a Folha por ceder um espaço tão importante nesse conceituado jornal para que uma verdadeira guerreira tupiniquim, protetora das florestas, como a sra. Marina Silva fz0906200806.htm, ex-ministra do atual governo, pudesse nos privilegiar com suas grandes idéias, críticas, sugestões e, acima de tudo, pela defesa à floresta amazônica. Walter Benjamin dizia que se fosse dada à natureza o direito de falar, ela com certeza reclamaria. Agora, nesse momento, poderá, em nome dessa grande representante, figura internacionalmente respeitada e reconhecida, reclamar de forma a fazer ouvir suas mais agonizantes tristezas. E estaremos todos preparados para ouvir."
TANCREDO FAGUNDES LINS (Contagem, MG)
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Serafina
"O professor Comparato, como sempre, colocou o dedo na ferida ao lamentar no 'Painel do Leitor' fz1006200810.htm em 10/6 o triste espetáculo de vermos o presidente da mais alta corte da Justiça do país expondo suas intimidades numa revista de 'faits divers', como fez o ministro Gilmar Mendes ao dar entrevista sobre seu relacionamento amoroso e deixar-se fotografar em ambiente doméstico para a revista 'Josefina'.
¦Faz tão pouco tempo que a ministra Ellen Gracie deixou a presidência do STF e já sentimos a falta de seu comportamento íntegro, impecável, como convém a um magistrado que preza a ética e o conseqüente recato que o exercício de tão alto cargo impõe."
ALFREDO SPÍNOLA DE MELLO NETO (São Paulo, SP)
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Educação
"Na segunda-feira, notamos a desmotivação do professor como um todo, mas existem áreas mais urgentes com disponibilidade de docentes qualificados, como é o caso da física, em que apenas 10% dos professores têm licenciatura na matéria. Devem-se cobrar do Estado soluções para as áreas mais carentes por profissionais qualificados, visto ser essencial para o crescimento do país ter disponibilidade de engenheiros. Como os estudantes de ensino médio se interessarão pela carreira se o professor de física era um matemático, que não soube passar conceitos físicos essenciais? Como pode um jovem se interessar em ser um engenheiro elétrico se no ensino médio ele não pode entender a indução magnética?"
EDUARDO ALEXANDRINO ÁVILA (Maringá, PR)
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"Enquanto neste país não se fizer uma revisão ampla e bem estruturada da educação, não faz o menor sentido incluir qualquer disciplina no ensino médio ou fundamental. O que deve ser feito não é este faz-de-conta, e sim ser assertivo para que todos tenham acesso a uma educação de qualidade, que dignifique nossos cidadãos e os retire da exclusão. O resto é papo furado e não resolve nada."
FRANCISCO XAVIER FERNANDEZ (São Paulo, SP)
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Impostos
"Novamente a ineficiência estatal no gerenciamento é corrigida utilizando o aumento de impostos, mesmo quando os valores arrecadados batem recordes, provando a desnecessidade desse aumento. A saúde, aparentemente, deve estar com os cofres cheios, a ponto de se estar autorizando até mesmo cirurgia para mudança de sexo.
A saída é sempre o bolso do contribuinte, e não cortar mordomias, gerenciar melhor os recursos, evitando os desperdícios, cuidar de medicina preventiva e remunerar melhor os profissionais da saúde."
MÁRCIO M. CARVALHO (Bauru, SP)
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Mensalão
"O publicitário Marcos Valério, envolvido em emissão de notas frias no episódio do mensalão, foi condenado ou contemplado pela Justiça mineira? Isto é um tapa na face do cidadão honesto."
BENONE AUGUSTO DE PAIVA (São Paulo, SP)
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Escritor
"Somente um gênio para definir o escritor de tal forma peculiar, como feito na coluna de Rubem Alves www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1006200806.htm ( Cotidiano, 10/6). 'O escritor é um cozinheiro que prepara uma refeição de palavras para o prazer dos leitores'. Essa foi umas das definições mais criativas e peculiares que já ouvi. É uma que foge dos manuais literários (chatos, muitas vezes), mas que não deixa de encantar quem a lê! Parabéns ao autor pela genialidade da frase!"
ÍCARO LUÍS FRACAROLLI VILA (Brodowski, SP)
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EUA
"Chávez, presidente da Venezuela, tem razão: o maior interessado atualmente em manter esse clima de instabilidade na América do Sul é o Estados Unidos. A Farc cai como uma luva na sua estratégia de agredir, desunir e intimidar os países que não se alinham em sua hegemonia. No Oriente Médio, usa Israel, aqui, a Colômbia."
ANTONIO NEGRÃO DE SÁ (Rio de Janeiro, RJ)
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Palavras
"Músicas falam palavras de amor. São só palavras. Jovens enamorados juram amor eterno. São só palavras. Pais prometem um mundo melhor a seus filhos. São só palavras. ONGs comprometem-se a uma causa maior. São só palavras. João Carlos Martins prometeu a si mesmo a divulgação da música clássica pelo Brasil e pelo mundo. Não são só palavras. Ele conseguiu dar felicidade a muitos brasileiros ao partilhar sua experiência musical e incluí-los na Bachiana. Hoje há pessoas que já cantam e assobiam sinfonias e melodias de Bach.
No artigo de Marcos Frota fz2905200809.htm ('Tendências/ Debates', 29/5) percebi que não era algo simples a caminhada de um jovem que foi destaque tão precocemente e promessa de até hoje ser o melhor pianista mundial. Ele teve que romper com um ciclo de sucesso não só uma vez. Sempre superou as dificuldades. Isso move a vida do pianista e maestro João Carlos. Se fosse para resumir tudo que ele faz, nada melhor que a palavra paixão. Se fosse para resumir tudo o que sente, nada melhor que a palavra amor. E não é só palavra. Ele vive com alegria a vida de seu público e de seus músicos. Ânsia de ensinar a todos o legado de sua carreira brilhante. O que nós, brasileiros, lemos e ouvimos sobre o maestro e sua orquestra?
No fotoblog dele (http://amusicavenceu.fotoblog.uol.com.br) havia uma inserção de matérias do 'New York Times' e da revista 'New Yorker'. Sabemos que ele foi aplaudido de pé por nove minutos ininterruptos. E nós, brasileiros, demos um minuto para a música do maestro João Carlos Martins? Quem em sua casa possui algum CD ou DVD ou mesmo o livro 'A Saga das Mãos' do maestro João Carlos? São só palavras? Ou nem palavras?
O livro 'A Saga das Mãos' retrata a vida em detalhes de João Carlos. Alguém já pensou em presentear para um amigo que esteja precisando ler a história de um brasileiro que superou a si mesmo e a seus sonhos?
Por quanto tempo ainda vamos viver só de palavras? Palavras se esvaem... ações se solidificam em grandes obras. E, enquanto isso, nos Estados Unidos, o Brasil era beijado pelo maior pianista e maestro... com paixão!"
VITÓRIA DENCK, crítica literária (São Paulo, SP)