Painel do Leitor
14/06/2008 - 02h30

Impostos

"A CSS, que seria uma CPMF ressurrecta, tem sofrido a oposição de muitos que sempre a rejeitaram e de outros que antes a apoiavam quando eram governo, e não oposição raivosa. Alguns certamente se opõem a ela por não quererem o governo fiscalizando suas transações financeiras com freqüência suspeitas.
Sugiro, para saber quem na realidade está com medo da fiscalização, que o governo reduza a alíquota a 0,01%."

CARLOS BRISOLA MARCONDES (Florianópolis, SC)

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"Quero que os nossos dignos representantes respondam por que a CPMF, que foi extinta, não foi usada para a saúde no tempo que era cobrada? Não deveria ser aprovada novamente, não importa o nome que tenha, e duvido que será usada para onde está destinada. Já cansamos."

EGINA BIANCHI ALVES (São Paulo, SP)

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Filosofia

"Fiquei preocupado após a leitura do artigo 'Doutrinação barata', de Nelson Ascher, publicado na Ilustrada de 9/6, Creio que as conclusões do autor sobre a inserção da filosofia e da sociologia como disciplinas obrigatórias do ensino médio foram exageradas e, de certa forma, equivocadas. Como estudante de ciências sociais da Universidade de São Paulo, posso afirmar que eu e parte de meus colegas damos especial atenção à educação e ao modo como poderemos aprimorar o sistema educacional a partir do ensino das referidas matérias após nossa formação como educadores. Penso que Nelson Ascher está perdendo a fé em nós, estudantes aspirantes a sociólogos, quando questiona 'onde é que vão se recrutar bons professores de filosofia e sociologia?' e quando se mostra totalmente desesperançoso em relação aos meios de como acrescentar tais disciplinas na grade horária do segundo grau. Na conjuntura atual de nosso país, tal mudança é necessária, pois permitirá que os alunos pensem além de conceitos e fórmulas. Não se tratará de doutrinação barata, pelo contrário: nós, universitários preocupados com a educação, faremos o possível para possibilitar a emergência de mentes criativas e prósperas que não se preocupem apenas com o vestibular, mas que pensem por si mesmas.
Não faço uma crítica a Nelson Ascher, mas envio-lhe uma mensagem de esperança em nome dos estudantes de ciências sociais, ainda esperançosos de que nosso futuro ofício como educadores é uma forte arma contra as limitações do sistema educacional brasileiro e contra as falhas nas instituições sociais, políticas e econômicas vigentes."

RICARDO HENRIQUE MARQUES DA SILVA (São Paulo, SP)

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"O jornalista Nelson Archer diz em sua coluna de 9/6 que o retorno obrigatório de filosofia e sociologia no ensino médio 'não passa de um eufemismo e de uma doutrinação barata'. Lamento que ele pense assim.
Tenho orgulho de ensinar filosofia, seja no ensino médio ou na universidade e, mesmo pensando como Drummond, de que 'os lírios não nascem das leis', militei juntamente com os meus colegas pelo estatuto legal das disciplinas nos currículos desde que foram retiradas pela força do arbítrio da ditadura militar.
Festejamos, no dia 2 de junho, no Palácio do Planalto, a assinatura presidencial. Quem passou pela ditadura sabe bem o sabor da democracia, mesmo incipiente. Foi uma festa linda, onde colhemos os nossos lírios.
A ditadura, sim, impunha os seus dogmas, através da execrável doutrina da segurança nacional, onde a filosofia e a sociologia eram ameaçadoras e perigosas. Dogma é o oposto do filosofar.
Existem bons e maus professores, assim como acontece em outras profissões. Mas tenho certeza de que contamos com excelentes quadros nas secretarias de Educação dos Estados, e como pesquisadora da área posso garantir isso.
Fique tranqüilo porque, infelizmente, na sociedade atual, onde prevalece o espetáculo em detrimento da reflexão, a possibilidade dos professores impor dogmas aos adolescentes ou doutrinarem alguém é infinitamente menor que o poder da mídia, e esta não está nas mãos dos professores, sejam eles filósofos ou sociólogos."

IVONE BENGOCHEA, professora de filosofia (Porto Alegre, RS)

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Educação

"Os dados da avaliação da educação básica no Brasil mostram, no máximo, que a situação não piorou mais ainda. Concluir que houve melhorias baseando-se em décimos de acréscimo na nota é desprezar a variação estatística. Estamos muito mal em relação a esse importantíssimo componente da formação social, com reflexo já há algum tempo na má qualidade dos alunos de curso superior e dos profissionais ali formados. Não é a toa que cursos científicos de qualidade estão deixando de ser procurados porque são 'muito difíceis', enquanto proliferam cursos caça-níqueis de qualidade baixa, que não conseguem fazer seus egressos passarem em exames e avaliações. Nossa economia melhorou, mas isso ainda não refletiu na formação da população. É uma conta simples: investimentos em educação levam pelo menos uma década para mostrar seus efeitos, e o mandato de governantes é de no máximo oito anos."

ADILSON ROBERTO GONÇALVES, professor da Escola de Engenharia de Lorena - Universidade de São Paulo --EEL-USP (Lorena, SP)

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Plágio

"Sobre a matéria 'Alunos acusam professor da USP de plágio' ( Cotidiano, 12/6), é interessante verificar como são esses concursos da Faculdade de Direito: um professor que compõe a banca diz que 'não é segredo que um dos examinadores disse claramente que era plágio de um trabalho dele'. Ainda assim o candidato foi aprovado. Ou seja, ao invés de punição, premia-se alguém que, aliás, parece ter cometido um crime. É por isso que a universidade está decaindo: seus professores formam um 'feudo acadêmico'. Lamentável."

RODRIGO T. SILVA (São Paulo, SP)

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Lula

"Lula tem afirmado que, se os deputados aprovarem o projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), que equipara os reajustes de todos os benefícios da Previdência ao mesmo índice do salário mínimo sem indicar, a fonte ele vai vetar. Porém, para reajustar o Bolsa Família, seu programa social, chamado bolsa-voto, ele disse aos jornalistas que vai pedir dinheiro ao Guido Mantega. Como sabido, dinheiro tem. O que Lula quer é penalizar os aposentados que contribuíram a vida toda e agora vivem de migalhas. Viva o governo do PT, 'Partido dos Tributos'."

IZABEL AVALLONE (São Paulo, SP)

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Polícia Federal

"A Polícia Federal está se mostrando a instituição brasileira mais exemplar nesse mundo lodoso de nossa política e serviços públicos. Só tem um problema: se ela atuar em todas as esferas dos governos municipais, estaduais, federais e demais serviços públicos, paralisará todo o pais e não haverá cadeia para prender todos os corruptos. Ela deverá atuar por amostragem, para que os punidos sirvam de exemplos aos demais."

LUIZ A. PRATALI (Santos, SP)

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Alstom

"As graves denúncias sobre o promíscuo conúbio entre os governos tucanos e a Alstom me levam a concluir que Alckmin resolveu ser mais prático e direto, nomeando um ex-diretor daquela empresa francesa, engenheiro Martini, presidente da Empresa Paulista de Transmissão de Energia ( Brasil, 13/6). Essa decisão teria inspirado a sua promessa de 'Choque de moralidade' quando candidato à Presidência da República?"

ANTONIO CARLOS GUEDES CHAVES (Campinas, SP)

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