Inflação
"A inflação voltou. Não tão forte quanto em 2002, nem pelos mesmo motivos, mas aí está o dragão soltando fogo pelas ventas. Nossos jornalistas de aluguel, especializados em acidentes aéreos, febre amarela, corrupção e inflação, dizem que a culpa é dos gastos públicos. Mas não dizem qual a verdadeira receita para acabar com esses gastos. A resposta é: privatize-se. Nossa Justiça é muito cara e lenta. Privatizem a Justiça! Nosso Parlamento também: privatize-se (já não é?), fechem os hospitais públicos e adotem o sistema indiano, tão invejado nestas plagas: rabecões percorrem as grandes cidades pela manhã recolhendo os cadáveres dos miseráveis que morreram na véspera. Só não sei se fazem adubo desses corpos. Privatizem a educação. Ela já é privada, mas fechem as escolas públicas e as universidades federais. Será uma economia e tanto! Nossos engenheiros sairão com orgulho de certas 'universidades' privadas cujo curso noturno começa às 19h30 e termina às 22h30, com meia hora para o 'lanche'. Se os prédios e as pontes caírem, botem a culpa no vento, nas chuvas, na neve em Salvador! Ah, a polícia também custa muito caro. Legalizem as milícias privadas. Nem a corrupção nem a violência aumentarão, mas será uma economia e tanto. E os jornais, só publiquem as notícias oficiais. Será uma economia e tanto."
ALVARO TADEU SILVA (São Paulo, SP)
-
CSS
"Espero que a Folha publique na Primeira Página a relação dos parlamentares que votaram a favor do novo imposto, para que possamos conhecer os vampiros que mais uma vez não se contentam com o que já é arrecadado e, por sinal, é mal utilizado. Fica aqui também a pergunta: durante todos os anos em que a CPMF foi arrecadada, para onde foram os recursos? Tenho certeza que para a saúde não foram."
RACHID TADEU BONDUKI (Campinas, SP)
*
"A corja de deputados dos partidos da oposição golpista e conservadora mostrou que está mesmo contra o povo. Esta corja está sempre ao lado dos poderosos, ao lado do pessoal da especulação financeira, e por isso vota contra a CSS. Na época de FHC, esta mesma corja mostrou muita disposição para aprovar a CPMF. São dois pesos, duas medidas. Que irrisão, que falta de dignidade destes inimigos do povo brasileiro! Mesmo sabendo que o imposto tem a finalidade de financiar a saúde, a corja não se sensibiliza. É muita cara-de-pau. O povo deve dar o troco nestes deputados indignos de representá-lo: não votar neles nunca mais para nada. Só assim eles irão sentir o quanto o seu gesto mesquinho indignou o povo. Com uma oposição deste tipo o Brasil vai mal."
JOSÉ LOURENÇO CINDRA (Guaratinguetá, SP)
-
Futebol
"Parabéns ao Sport, campeão da Copa do Brasil, com todos os méritos. Mas, cá para nós, será que não se trata de uma nova modalidade desportiva? Já que temos o futebol de campo, o futebol de praia, o futsal e o futevôlei, com aquele gramado o Sport poderia ser considerado o primeiro campeão da Copa do Brasil de Futebol de Pasto. Não é mesmo? São habilidades de jogo completamente diferentes, o que não desmerece sua conquista. Não é um grande time (o Corinthians é pior), mas sabe jogar nesse campo. Que o digam Palmeiras, Inter e Vasco e outros tantos que foram para lá jogar futebol de campo e perderam. Mais uma vez, parabéns ao Sport e também à CBF, que ainda permite essas distorções!"
PATRICIO CASCO (São Paulo, SP)
*
"Acordem senhores jornalistas 'paulistas', o Sport foi o campeão da Copa do Brasil de 2008 merecidamente, dentro de campo. Vocês poderiam ter dado um destaque maior no caderno Esporte para esta consagração do esporte nordestino (tão sofrido). Chega de chororô 'paulista'. E a vida continua."
RANDOLFO PAIVA (Belo Horizonte, MG)
-
Lixo
"Sou leitor assíduo da Folha Online e me surpreendi ao ler a reportagem 'Gás de Lixo pode produzir 15% da energia do Brasil', assinada por André Lobato, na edição de sábado, dia 14/6. Sou engenheiro elétrico e meu trabalho de conclusão de curso foi exatamente sobre o mesmo tema: geração de energia através do gás do lixo. Por isso gostaria de parabenizar o autor da matéria, pela coragem de escrever sobre um tema que a maioria da população não dá a devida importância. A utilização do gás proveniente do lixo de aterros sanitários pode aumentar a eficiência energética do Brasil em até 17% do consumo de 2006 (50 TW/h, cerca de 30% da produção anual de energia da Usina Hidrelétrica de Itaipú), com redução no custo e conseqüentemente na tarifa de energia elétrica em até 30%, além da geração de créditos de carbono, conforme o Protocolo de Kyoto, estimados em US$ 1,3 bilhão em 2007. Resta aos nossos governantes investir em um projeto de geração de energia que mais benefícios traz à população."
BRUNO ROMEIRO BRACETTI (São Paulo, SP)
-
Greve
"A deflagração de greve dos professores da rede pública estadual é totalmente política e acompanhada de um corporativismo prejudicial para a população. Mais uma vez, milhares de alunos pobres vão se tornar cobaias de um sindicalismo arcaico que não consegue enxergar além do nariz. Por exemplo, nunca vi essa categoria fazer um movimento para que os alunos do ensino médio público tenham acesso aos melhores cursos das universidades estatais, que estão repletos dos filhos das elites. Logicamente que os professores precisam ser mais valorizados e são merecedores de melhores condições de trabalho, mas torna-se um verdadeiro absurdo a Apeoesp se insurgir contra a avaliação profissional e ficar defendendo a farra das transferências, que são totalmente prejudiciais aos alunos. E a reposição de aulas depois que termina a greve sempre foi uma piada."
PEDRO VALENTIM (Bauru, SP)
*
"Seria interessante que se perguntasse aos professores por que eles querem mudar de escola, fato previsto na legislação do magistério, e que agora está sendo alterada por decreto. O professor deveria ter direito de ir para uma escola próxima da sua residência, ou sair de uma escola violenta, mal administrada, onde ele não consegue desempenhar bem sua atividade profissional. Um professor insatisfeito, como qualquer profissional nas mesmas condições, rende menos. Mas este governo, através de sua secretária, prefere agir com autoritarismo, ao invés de buscar o diálogo que poderia 'fazer a diferença' em São Paulo. Dessa maneira, a insatisfação desses profissionais cresce a cada dia, desrespeitados pelo governo, pelos alunos e pela mídia, que nunca abre espaço para que eles se manifestem. Afinal, quem conhece mais os problemas e as possíveis soluções da escola pública do que o professor que está em sala de aula?"
MARA CHAGAS (São Paulo, SP)
-