Painel do Leitor
17/06/2008 - 02h30

Ditadura

"Brilhante o artigo 'Luta armada contra ou a favor da ditadura?' ('Tendências/Debates', 16/6). Vivi a minha infância e parte da adolescência durante o período da ditadura militar e, posteriormente, tive a oportunidade de observar o fim da mesma, acompanhada de todas as informações que vieram à tona quanto às esquerdas e sua atuação. Nunca, porém, fui capaz de entender o que seria melhor: ser dominado pelos militares ou pelos 'comunistas'. Pau mandado é pau mandado, pela esquerda ou pela direita. Nem Fidel, nem Pinochet, para ficar com o exemplo dos vizinhos. O caminho é, sempre, a democracia."

KARINA MIRANDA RATTON (Curitiba, PR)

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"Ao defender o papel da luta armada durante o regime militar no reestabelecimento da democracia, Aloysio Castelo de Carvalho e Liszt Vieira simplesmente falharam em mostrar relação de causalidade. Seus métodos de resistência e o fato de defender a democracia apenas como ponto intermédio para a ditadura do proletariado, seu objetivo final, foram justamente o que legitimou ao governo militar o endurecimento do regime --foram a desculpa perfeita para dar a uma sociedade pouco simpática aos então 'terroristas'. E ter tomado parte na redemocratização já nos anos 80 não muda nada, já que o processo era inexorável (até Figueiredo tomara posse dizendo que 'entregaria uma democracia'...). Quem tomou outro caminho pode não ter hoje histórias de tortura para contar em depoimentos no Senado, mas atuou muito mais decisivamente neste processo. O fato é que o Brasil voltou a ser uma democracia não com a ajuda da luta armada mas, sim, apesar dela."

ANDRÉ PEDROSO (São Paulo, SP)

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"Segundo os autores do texto 'Luta armada a favor ou contra a ditadura?', a luta armada foi fundamental para a democratização do país, e a justificam alegando terem enfraquecido o regime militar. Visão de quem participou destes meios, pois me parece que isto fez com que a ditadura endurecesse mais, criando problemas para os democratas que lutavam através da imprensa e a conscientização da população sem armas, sem mortes. Não custa lembrar que Ghandi lutou com palavras e idéias, sem armas.
E a pergunta que eles não respondem é que se tivessem sido vitoriosos qual regime teriam implantado no país? Ditadura do proletariado? Que nos países onde venceram foi na verdade um regime totalitário da qual poucos viveram bem e muitos ficaram com os restos e nivelados por baixo, tiveram acesso a educação, mas não havia liberdade de escolha do que estudar, tiveram acesso a saúde mas não ao que que havia de melhor sendo feito no mundo 'capitalista' e 'burguês'. E hoje vivem bem graças aos impostos excessivos que pagamos todos a um governo que se diz de esquerda, mas que só têm privilégios seus 'companheiros', e caridade aos que continuam excluídos."

FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)

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Exército

"O Exército brasileiro jamais deveria ter concordado em apoiar com suas tropas efetivas o tal projeto politiqueiro denominado 'cimento social', de autoria do senador e bispo da Igreja Universal Marcello Crivella, que já se desenvolve há quase um ano. Os custos para o Ministério da Defesa devem ser altíssimos. O desgaste dos militares é plenamente visível. As operações militares no morro da Providência parecem completamente inócuas, além das ações discrepantes e trágicas que têm ocorrido com certa freqüência. Não seria muito mais lógico e coerente contratar serviços terceirizados de segurança para garantir o bom êxito das ações desenvolvidas naquela comunidade?"

SINVALDO DO NASCIMENTO SOUZA (Rio de Janeiro, RJ)

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"O Exército tem obrigação de dar resposta rápida e clara em relação aos acontecimentos do morro da Providência para não transparecer compactuar com alguns poucos facínoras sádicos --travestidos de militares-- que utilizam a parceria de facções rivais como tribunal de exceção para executar seus serviços sujos.
O Exército não pode permitir que este tiro no pé desferido por 11 militares atinja a alma da instituição, que, acreditamos, não aprova métodos criminosos inspirados em manuais do tráfico e das milícias.
O Exército sabia de antemão que haveria provocação de moradores insuflados por traficantes, que devem estar comemorando este desfecho trágico que obrigará as Forças Armadas a recuar da decisão de interferir na segurança da favelas.
O que aconteceu foi muito grave a não permitir que nenhum envolvido na covardia seja acobertado pelo corporativismo que pode deixar como herança o descrédito."

JORGE SCHWEITZER (Rio de Janeiro, RJ)

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Seleção Brasileira

"Eis a escalação --recorrente nos últimos anos-- de um típico escrete brasileiro de futebol: cifrão, estrelismo, vaidade, salto alto, esnobismo, descompromisso, merchandising, frivolidade, antipatia, mercenarismo e anticivismo. Técnico: embuste."

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO (Belo Horizonte, MG)

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"Dunga não é aquele anão da história da Branca de Neve?"

ROBERTO S.SAMPAIO (São Paulo, SP)

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"Dunga conseguiu nos fazer sentir saudade do Parreira, tido como um grande retranqueiro. E do Felipão, que ganhou a Copa do Japão/Coréia jogando ofensivamente? Desse não adianta sentir saudade, pois não serve para a CBF. Que vergonha, Brasil!"

JOSÉ ELIAS AIEX NETO (Foz do Iguaçu, PR)

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José Serra

"No mínimo é um desrespeito e uma afronta para com seus correligionários o governador Serra (PSDB) declarar apoio à reeleição do prefeito Kassab (DEM), sendo que o seu partido ainda não homologou um nome para concorrer ao cargo de prefeito da cidade de São Paulo nas próximas eleições municipais.
Tudo indica que este candidato será Alckmin (PSDB), mesmo já tendo sido suficientemente ignorado como candidato e lançado à própria sorte pelos caciques do seu partido (FHC, Aécio e o próprio Serra) nas últimas eleições presidenciais.
Será que o insistente ex-governador Alckmin não percebe que é um estranho no ninho dos tucanos e, portanto, um rejeitado pelo bando da passarada?"

ANA ROSA BELLODI (Jaboticabal, SP)

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Homofobia

"Muito oportuna a opinião do leitor Ezio Bazzo ('Painel do Leitor', 16/6). Criminalizar homofobia, como qualquer outra fobia, é um absurdo sem tamanho e um retorno a práticas medievais. Além do mais, agressões a homossexuais, negros e outros grupos não são conseqüência de fobias, mas de um comportamento delinquente que se utiliza de alguns pretextos para se justificar. Violência não se combate com ignorância."

FRANCISCO CARLOS RUIZ (Indaiatuba, SP)

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Lula

"É incrível como o presidente Lula da Silva tem uma ojeriza declarada por todas as leis que limitam explicitamente o seu poder como chefe do governo e do Estado. A virulenta campanha contra as agências reguladoras é um claro exemplo. As agências precisam defender o mercado das ingerências do governo; defender a sociedade das distorções dos mercados; quando a atividade econômica é propícia à formação de monopólios ou oligopólios; e, finalmente, defender os consumidores da ação discricionária do governo e do abuso do poder econômico das empresas. Para que possam cumprir essas missões, as agências precisam ser independentes, compostas por diretores com mandato definido em lei, que dispõem de orçamento próprio e de um corpo técnico competente. O escândalo da VarigLog é um caso de manual das conseqüências nefastas da ''captura'' de uma agência reguladora. Os antigos diretores da Anac foram colocados lá por padrinhos bem situados no governo e não por sua capacitação técnica. O presidente Lula tem uma visão equivocada a respeito das leis que restringem os poderes do Estado e do governo. Ele parece não entender que, sem tais leis, os governantes disporão de um poder de arbítrio e de discricionariedade incompatível com os princípios que regem qualquer regime democrático."

MURILO AUGUSTO DE MEDEIROS (Brasília, DF)

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