Exército no Rio
"O cidadão brasileiro sofre com a violência como nunca antes na história desse país, apesar dos avanços sociais e econômicos. Isso demonstra que a violência, seja da polícia, do Exército, dos bandidos, no trânsito ou doméstica tem outras razões, sendo uma das principais a certeza da impunidade.
No Brasil, seja qual for o crime cometido, mesmo contra crianças, o criminoso sabe que, se for condenado após um julgamento cheio de recursos, ainda terá a chance de sair da prisão em poucos anos por bom comportamento. Enquanto a impunidade for a regra no Brasil, continuaremos a ver ações brutais como essa que ceifou a vida de três jovens no Rio de Janeiro. E também assistiremos aos mesmo discursos hipócritas dos políticos e juristas de que algo precisa ser feito, sabendo que daqui alguns dias tudo será esquecido até que o ciclo se renove com um novo crime brutal que choque o país."
CRISTIANO REZENDE PENHA (Campinas, SP)
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"Jovens tristonhos diante de um soturno 'mar' de túmulos. O fotógrafo Rafael Andrade, através da sua magistral fotografia (Primeira Página, 17/6) captou com sensibilidade o presente e o futuro da juventude que vive nos morros e nas periferias brasileiras."
TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO (Belo Horizonte, MG)
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"Mais uma vez a história nos demonstra que soluções paliativas para os grandes problemas não funcionam. Foi o que ocorreu nesse trágico acontecimento do envolvimento de um grupo minoritário de integrantes do Exército no assassinato dos jovens favelados no morro da Providência no Rio de Janeiro. A lição a ser aprendida é que, para os megaproblemas socioeconômicos que temos, as soluções devem ser globais, e não tópicas, como esse programa chamado 'Cimento Social', que pensava resolver tais carências. Urge, assim, que se operacionalizem ações estruturais às nossas deficiências de distribuição de renda, de educação, de saúde e emprego. Sem isso, veremos as fundamentais instituições nacionais, entre elas as Forças Armadas, serem envolvidas num caos institucional que pode levar perigo a toda nação brasileira."
JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA (Rio de Janeiro, RJ)
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"Jorra o sangue negro, jovem e popular. O sangue do ensino médio público. A história brasileira e a violência se repetem desde a escravidão, da colonização: uns são mais atingidos que outros. Enquanto isto, em Brasília, os deputados não votam o PL 73/99 que reserva vagas para a escola pública na universidade pública. Falta cultura de vida, sobra cultura de morte. O Zé Esperança e a Maria Esperança gritam de dor: quando virão os direitos historicamente negados?! A escola pública e sua diversidade pede passagem para a universidade pública. Que o Estado não mate! Que o Estado tome vergonha na cara e alimente já a vida e a coesão social no Brasil! Já dizia Keynes, 'no longo prazo estaremos todos mortos!'"
SÉRGIO JOSÉ CUSTÓDIO, coordenação nacional do MSU --Movimento dos Sem Universidade (São Paulo, SP)
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"Ultimamente ando cabisbaixo e pensativo. Depois de servir no Exército por 30 longos anos, ter dedicado os melhores anos de minha juventude a serviço da pátria, testemunho convicto, pois, de sua magnitude e honradez, pergunto: como deixaram a situação chegar a tal ponto? Agora, o triste caso que resultou na morte de três jovens no Rio de Janeiro, envolvendo também jovens militares. Penso que é chegado o momento de, obrigatoriamente, as autoridades responsáveis avaliar certos conceitos, sobretudo os chefes militares. A inexperiência e imaturidade de um jovem oficial fez com que mais uma vez maculassem a imagem do nosso glorioso Exército brasileiro. Mas, diante de atitudes previamente tomadas pelo comandante militar do leste, no sentido de não expor a instituição nesses afazeres, ou seja, dar segurança às obras desse oportuno porém eleitoreiro plano de revitalização de favelas cariocas, certamente prevendo que a situação não era uma característica de emprego da força --colocando-se, inclusive, contra a 'missão' em documento escrito, conforme a mídia publicou--, dá inequívoca mostra de que o general tinha uma visão aprofundada do assunto e previa o que de pior poderia acontecer. Talvez, sem polícia e forças militares no local, sob coordenação, sim, dos moradores através de suas associações, nada disso teria acontecido. Entendo que os responsáveis por mais essa tragédia são o presidente Lula e seu ministro da Defesa, que não deram atenção devida ao alerta dos militares. A incoerência e o arbítrio prevaleceram. Deu no que deu. Surgem agora as vozes e imagens daqueles que deveriam ter um pouco de humildade para ouvirem quem vivencia in loco os sérios problemas da segurança pública no Rio de Janeiro, esbravejantes, indignados, solidários às famílias dilaceradas. Tarde demais!"
JOÃO CARLOS GONÇALVES PEREIRA, subtenente da reserva do Exército (Lins, SP)
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"Concordo com Janio de Freitas Essa história das mortes no Morro da Providência está muito mal contada. No mínimo é estranho que militares do Exército tenham tanta intimidade com traficantes para, em vez de prendê-los, pedir que castiguem quem foi preso pelo Exército."
ROGÉRIO FERRAZ ALENCAR (Fortaleza, CE)
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Janio de Freitas
"Dizer o que neste momento. 25 anos de uma coluna que trás junto de si a história do melhor jornal do Brasil e um dos melhores do mundo. Logo me sinto apenas privilegiado de poder desfrutar e me embebedar do jornalismo límpido, honesto, imparcial e acima tudo de maior competência de Janio de Freitas. Que o jornalismo faz jus a este jornalista."
MARCOS BARBOSA (Casa Branca, SP)
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"Congratulo-me com a Folha por nos ter oferecido, durante o último quarto de século, a visão lúcida e corajosa de Janio de Freitas sobre a realidade brasileira, sempre expressa em um estilo refinado."
FÁBIO KONDER COMPARATO (São Paulo, SP)
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Seleção brasileira
"Aconselho o Dunga que forneça uma competente bengala aos nossos tradicionais jogadores da seleção brasileira. Quem sabe assim têm mais equilíbrio e o rendimento melhora? Podemos, inclusive, introduzir o gol de bengala, como no pólo. Desse jeito, talvez, haja uma mexida no placar."
GERALDO SIFFERT JUNIOR (Rio de Janeiro, RJ)
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"Acho que o Dunga está certo em dizer que não levaria Kaká e Ronaldinho com a seleção para o mundial de 2010. Nem sabe se classifica a seleção e, principalmente, se é um outro técnico que irá levá-los. Quanto infortúnio!"
OTTOMAR STRELOW (São Paulo, SP)
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Ditadura
"Quando leio as cartas de certos leitores sobre o período da ditadura militar fico abismado com a falta de informação ou má-fé, pois alguns chegam a defender a ditadura com o argumento contra a luta armada. Não sabem ou não querem saber que naquele tempo qualquer um podia ser preso, torturado e assassinado, não importando ter pego ou não em armas. Líderes sindicais, estudantes, políticos, jornalistas e outros que não pegaram em armas foram presos, torturados e assassinados. É um absurdo achar que a democracia 'era inexorável'. Esse tipo de conceito demonstra um total desconhecimento do que foi a ditadura militar brasileira."
ORLANDO F. FILHO (São Paulo, SP)
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Educação
"Acabo de ler no site da Secretaria de Educação que os professores que trabalham com menores infratores terão um adicional em sua remuneração: os professores de educação básica 1 receberão R$ 77,13 e os de educação básica 2 R$ 80,85. Não caro leitor, não é piada. É assim que o governo Serra trata os seus professores. Com iniciativas desse porte dá para mensurar a mediocridade desse governo? Depois dizem que os professores é que são incapazes, preguiçosos e ineficientes."
MARA CHAGAS (São Paulo, SP)
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Governo Lula
"Volta da inflação, alta dos juros, queda no consumo, alta do desemprego, alta da violência, saúde em caos, estradas e portos deteriorados. Agora é a hora de ver se este presidente sabe governar e tomar decisões ou se esta aí apenas para viajar, acumular riquezas para si e para sua família, se sabe apenas dar continuidade aos programas do FHC ou vai mostrar que tem capacidade e debelar a inflação e fazer o pais crescer. Vamos lá PT, agora vocês são a bola da vez, onde até o Paraguai ganha do Brasil."
LUIZ CLÁUDIO ZABATIERO (Campinas, SP)