Exército no Rio
"Não entendi a declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que o episódio envolvendo a cruel execução de três jovens do morro da Providência com a participação de militares do Exército só comprova a visão do presidente Lula de que as Forças Armadas não estão aptas para desempenhar o trabalho de segurança pública. Ora! Tempos atrás o mesmo presidente insistia em disponibilizar a ajuda do Exército no combate à criminalidade no Rio de Janeiro. Será que nesta época a visão do Lula estava com problema de catarata ou miopia? Estamos cansados de tanta balela. Depois desse triste episódio nenhum governante quer assumir a paternidade do embrião. E pior ainda é negarem que os militares estavam exercendo a função de segurança e que estavam apenas protegendo os trabalhadores do projeto intitulado 'Cimento Social'. O cimento dessa vergonhosa obra politiqueira só serviu para emboçar e fechar as três covas onde os jovens foram enterrados."
DEBORAH FARAH (Rio de Janeiro, RJ)
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"A sociedade tem uma certa restrição quando se trata de proteção vinda de militares. Nas regiões mais pobres do Rio de Janeiro ainda mais.
O Exército, com o intuito de apagar um pouco essa imagem e se tornar mais amigo dessa população, instala uma base no morro da Providencia. Mas 11 criminosos pertencentes ao Exército, como bem disse o governador do Rio, resolveram pôr tudo a perder e simplesmente executaram covardemente três jovens da comunidade. É um ato que bem demonstra a barbárie existente em muitos setores da segurança pública pelo Brasil afora.
Precisamos de menos indignação de parte das autoridades competentes e mais ação que possa fazer criminosos de farda a pensar duas vezes antes de agir tão covardemente."
CLOVIS DEITOS (Campinas, SP)
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"Sempre que consultados, os chefes militares se posicionaram contra as Forças Armadas serem utilizadas em funções de polícia. As Forças Armadas são destinadas à defesa da pátria ou à manutenção da ordem interna em casos especiais. O emprego do Exército para a garantia de um projeto eleitoreiro só poderia acabar no que deu. A convivência diária com o tráfico e os arranjos daí decorrentes vão minando a disciplina e inclusive a noção do que é certo, aprendido na caserna, com o errado do tráfico. Como resultado vemos um tenente formado na Aman fazendo ligações com chefes do tráfico de várias facções. Que se aprenda a lição e nossos comandantes militares não concordem mais em utilizar as Forças Armadas em missões fora de sua atribuição."
DION DE ASSIS TAVORA (Rio de Janeiro, RJ)
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Cerveja na festa junina
"O diretor de marketing do grupo Schincariol, Marcel Sacco, cujos filhos estudam na escola em questão, ao perguntar 'será que também não é ruim o consumo de chocolate, de salgadinhos?' e concluir que 'se a gente for dizer que paçoca faz mal porque é muito gordurosa, vamos entrar numa loucura sem fim', esquece-se, porém, que chocolate, salgadinhos e paçoca não têm risco de produzir dependência química e psíquica e não estão relacionados diretamente à violência, seja no trânsito ou nos homicídios com arma de fogo, como as estatísticas oficiais estão cansadas de informar."
MARCOS RIENZO (São Paulo, SP)
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Educação
"Concordo com a secretária da Educação quando diz que as transferências de professores prejudicam o aprendizado dos alunos. Sou professora há quatro anos e noto o quanto tem sido produtiva minha continuidade na escola. No entanto, estou em greve, não pelo decreto (tido como motivo principal da greve), mas pelo desencanto com o salário e falta de estrutura que tenho que enfrentar. Meu futuro? Como o de muitos bons professores: termino minha pós-graduação no final desse mês; ingressarei no mestrado, e quem sabe sairei do Brasil, rumo a um lugar onde possa ser reconhecida e onde a educação é prerrogativa para o desenvolvimento da sociedade. O Brasil precisa acordar!"
FLÁVIA REGINA DO NASCIMENTO (Guarulhos, SP)
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Luta armada
"Os argumentos apresentados pelos articulistas corroboram ainda mais a tese do professor Marco Antonio, que de forma corajosa e objetiva afirma a necessidade de se abrirem os arquivos secretos daquele período. Precisamos conhecer de fato os reais personagens dessa parte nebulosa da nossa história. Precisamos, inclusive, entender por que tanto os partidos de esquerda como seus militantes revolucionários aceitam, compactuam e até integram as bases de um governo moralmente desacreditado; que obedece as regras do capital internacional ao privilegiar bancos e empresas estrangeiras; que gasta milhões em propaganda enganosa ao invés de melhorar hospitais e escolas; que compra a pobreza e seus votos com as esmolas dos 'bolsa isso e aquilo' ao invés de investir no capital humano através do trabalho e da instrução. Onde está a responsabilidade política daqueles que antes de assumirem o governo pregavam uma coisa e agora fazem tudo ao contrário? Quem viveu a ditadura não pode permitir que 'dossiês' andem por aí, que mentiras se transformem em verdades e que mensalões e corruptos sejam tratados como fidalgos amigos."
ANA LÚCIA KONARZEWSKI (Belo Horizonte, MG)
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Seleção brasileira
"O caso da seleção nacional de basquete feminino, que se classificou para a Olimpíada graças à garra e à determinação de um grupo de atletas humildes e abnegadas e um treinador preparado e com liderança forte, apesar da 'estrela' Iziane ter se recusado a jogar, é um ótimo exemplo a ser seguido.
Não queremos mais uma seleção de futebol masculina lotada de 'estrelas', que não tem a menor determinação, motivação ou preparo para defender o Brasil, e contam com a complacência de um técnico despreparado e sem liderança. Prefiro torcer por uma seleção de profissionais que jogam hoje no Brasil, têm a aspiração de ser estrelas e, portanto, supermotivados a defender a seleção nacional e vencerem!"
SPENCER STUART (São Paulo, SP)
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"Os jogadores da seleção brasileira que atuam no exterior só sabem jogar lá fora. A seleção, para eles, é apenas um desfile de moda, onde eles apresentam os modelitos de chuteiras (rosa, prateada, branca, vermelha etc.), os penteados, as tranças e as tatuagens. Na partida contra o Paraguai, os jogadores do Brasil estavam parecendo até com as moças do Fashion Rio, e ainda escorregaram na passarela. Não sei se a culpa foi dos modelos que desfilaram ou do estilista que comandou o desfile. Só sei que o jogo foi como um desfile de moda, um Fashion Brasil. Esse negócio de jogador fantasiado é que tem estragado o futebol do Brasil. Futebol é coisa de homem, tchê!"
FRANCISCO RIBEIRO MENDES (Brasília, DF)
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Moradores de rua
"Tenho o hábito de andar pelas ruas de São Paulo e, nos últimos meses, tenho verificado o aumento geométrico de moradores de ruas nos principais corredores e pontos da cidade. Dá para citar: a rua Amaral Gurgel, embaixo do minhocão, praças e mesmo na av. Paulista. Uma tragédia inominável. São Paulo está se transformando em um verdadeiro albergue a céu aberto! Até quando? Será que a prefeitura não tem nenhum compromisso ético e moral com este povo carente? E com o munícipe que paga altos impostos e taxas e exige um tratamento humanizado aos menos favorecidos? É uma vergonha, uma imoralidade, um desrespeito para com a cidade e, principalmente, com estes seres humanos, expostos à toda sorte de intempéries, violências e morbidades. Todos, sem duvida nenhuma, ávidos por um pouquinho de amor, carinho e dignidade."
DAVID NETO (São Paulo, SP)
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Invasão
"A Polícia Militar, do governo do Estado de São Paulo, acertadamente prendeu estudantes que invadiram a Unifesp reclamando dos absurdos e injustificáveis gastos do reitor com cartão de crédito. E o governo federal continua permitindo que empresas, que investem muito em pesquisas, e fazendeiros sejam prejudicados pelas continuadas invasões desses baderneiros de MST, Via Campesina etc., sem penalidades (também têm foro privilegiado?) por 'motivos' que nada têm com agricultura e/ou posse de terras? Por que não vão reclamar no Planalto, que quer seus votos mas não concretiza a reforma agrária?"
MÁRIO ALVES DENTE (São Paulo, SP)
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Células-tronco
"Será que a ciência deve estar a nosso serviço ou nós devemos ser cobaias da ciência? A resposta desta pergunta deveria ser suficiente para desencorajar qualquer um de fazer experimentações com embriões humanos que são 100% seres humanos. Do ponto de vista prático, pesquisas com células embrionárias não desenvolveram nenhum resultado prático significativo enquanto que pesquisas moralmente corretas com células adultas já deram resultados excelentes. Por que, como sociedade, insistimos em desrespeitar a dignidade do ser humano?"
JANEZ HLEBANJA (Toronto, Canadá)