Exército no Rio
"Onze militares cometeram crime hediondo ao entregar três rapazes a seus executores. A PM comete constantemente execuções sumárias, mas seus responsáveis --os governos estaduais, através dos governadores, secretários de segurança-- nunca são punidos e tão mal falados quanto o Exército. Só eles erram?"
FRANCISCO DA COSTA OLIVEIRA (São Paulo, SP)
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"Tudo indica que os 11 militares envolvidos na morte dos três jovens purgarão as penas do inferno. Mas a pergunta que fica é: e aqueles que apertaram os gatilhos? Continuará tudo na mesma?"
CARLOS BRUNI FERNANDES (São Paulo, SP)
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Governo Lula
"O presidente Lula recentemente se solidarizou com as famílias dos três rapazes mortos no morro da Providência, no Rio de Janeiro. No entanto, não presta a mesma solidariedade para com as famílias de milhares de aposentados e pensionistas que já morreram e que irão morrer esperando que a Caixa Econômica Federal faça o pagamento das diferenças do Plano Verão e Collor. Afinal, o presidente, no mandato passado, mandou a CEF pagar. Ele manda ou não manda? Por que razão a CEF fica procrastinando o pagamento destas diferenças já autorizado pelo Judiciário? Será que a CEF está adiando o pagamento na certeza de que pessoas da terceira idade morram sem recebê-lo e, assim, irá engordar o seu patrimônio? E aí presidente Lula? O senhor manda ou não manda? Não quero solidariedade, senhor presidente! Quero o pagamento já, antes de morrer!"
SEBASTIÃO LUIZ PINTO CONDÉ (Barra Velha, SC)
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Greve na Educação
'O editorial 'Mais uma greve' ( Opinião, 18/6) comete um grande equívoco de generalizar todos os profissionais da educação. Existem bons e maus profissionais, como qualquer outra categoria profissional. Não defendemos e não temos 32 faltas por ano (o máximo são seis) e não queremos a manutenção de 'privilégios', se é que temos algum. A manifestação é apartidária, mesmo porque muitos não fazem parte do sindicato e discordam de sua representatividade.
A categoria está descontente com uma série de fatores do cotidiano escolar, como a violência familiar, que reflete nas escolas; a falta de apoio e acompanhamento dos responsáveis no processo educacional das crianças/adolescentes, que não é tarefa exclusiva das escolas; a intensa jornada de trabalho que muitos profissionais são submetidos por um salário mais digno; a falta de compromisso de uma parcela dos alunos; infra-estrutura disponível para a melhoria do processo educacional; as intimidações e agressões verbais que sofremos; e outras situações que refletem na qualidade educacional. Sem citar projetos utópicos que desqualificam o ensino público, impostos sem discussão com os docentes.
Só mesmo estando 'in loco' para conhecer o cotidiano do professor que cumpre sua jornada com responsabilidade. O ilustre jornalista responsável pelo editorial deveria conhecer um bimestre em sala de aula e, talvez, mude algum ponto de vista em relação aos membros do magistério. Lembrando bem ao jornalista, quando foi a última greve? Pois o missivista relata sucessivas paralisações.'
ANTÔNIO CARLOS FRANCISCO DE OLIVEIRA, professor da rede pública estadual e municipal de São Paulo (Taboão da Serra, SP)
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'Estou indignada com a baixaria que esse sindicato dos professores, a Apeoesp, está promovendo. Refiro-me ao tema do editorial 'Mais uma greve'. Será que esse pessoal do sindicato não pensa na qualidade da educação? É inacreditável que eles coloquem interesses pessoais e corporativistas acima do interesse do aluno. Espero que o governador Serra continue firme no bom trabalho que vem realizando na educação de São Paulo.'
KATERINE MENDES (São Paulo, SP)
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Saúde
"O ressarcimento ao SUS pelas operadoras de planos de saúde tem sido tema recorrente na mídia, especialmente depois de ser considerado prioritário no PAC da Saúde para o sistema suplementar.
Tal cobrança é discutível por vários aspectos, a começar pela motivação que leva os cidadãos a contratarem um plano privado de assistência à saúde: será que o Estado atende as necessidades da sociedade brasileira?
Também questiono a tabela de cobrança, cujos valores, em alguns casos, superam os negociados entre operadoras e prestadores de serviços contratados, caracterizando-se o pagamento pela utilização da rede pública. Ressarcimento seria baseado nos valores praticados pelo governo.
O atendimento pelo SUS dos beneficiários de planos privados, quando ocorre, está restrito aos casos de urgência e emergência, aos procedimentos não cobertos contratualmente e aos locais sem opção de rede privada.
O que falta são mudanças na gestão do SUS, com a adoção de mecanismos que venham aprimorar a utilização dos recursos disponíveis, humanos e financeiros."
MARILIA EHL BARBOSA, administradora de empresas e presidente da Unidas --União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (São Paulo, SP)
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Japão
"Gostaria de fazer um comentário, que creio relevante, por ter morado e convivido no bairro da Liberdade com japoneses e seus descendentes; por ter estudado na Faap, onde metade das classes era de origem nipônica; por outros inúmeros amigos e colegas de trabalho, isso na época de 60 e 70.
Na reportagem de piadas e preconceitos 'Convívio mantém algumas arestas', o que os filhos de japoneses mais lamentavam eram ser chamados de 'japoneses', e nunca de brasileiros e, por terem olhos puxados, comparavam: 'Por que os negros podem ser chamados de brasileiros e não de africanos?'.
Como é um clima de festa, nada foi comentado dos maltratos e humilhações que os japoneses e descendentes (bem como alemães e italianos) sofreram durante e logo após a última guerra, mas que não deveria ter sido omitida esta lamentável parte da história dos imigrantes, que vieram a engrandecer o nosso Brasil."
ROBERTO VILCEK DE SOUZA MELLO (São Paulo, SP)
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Exploração sexual
"Com muita razão se tem falado freqüentemente da exploração sexual de mulheres, sobretudo de adolescentes e até de meninas. Um passo importante para combater esta prática abominável seria as pessoas de bem, sobretudo as mulheres, deixarem de consumir as cervejas que fazem propaganda de seu produto utilizando mulheres nuas e sensuais como se fossem simples garrafas de cerveja. Absurdo!"
MARISA STUCCHI (São Paulo, SP)
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Seleção brasileira
"Além de termos perdido a mais fácil Copa do Mundo de futebol, estamos nos preparando para perder mais uma, pois a CBF entregou o cargo de técnico da seleção brasileira a Dunga, desconhecido completamente como técnico. Parece até que a direção da CBF joga contra o Brasil, pois fazendo essa escolha (não desmerecendo o ex-jogador que foi e o homem que é) demonstra seu despreparo para dirigir o maior esporte nacional."
DOUGLAS JORGE (São Paulo, SP)