Exército no Rio
"Concordo plenamente com a leitora Heleni Borella Barbosa ('Painel do Leitor', 20/6). Como ela comenta, se o Exército não tem treinamento para agir contra 'exércitos' de traficantes, quadrilhas de ladrões de cargas, milícias ilegais que atuam nas mais de cem favelas do Rio de Janeiro e extorquem seus habitantes, então para que mesmo serve mantermos uma quantidade enorme de homens com nossos impostos se eles só podem ficar nos seus quartéis ou nos defender de um ataque externo? Tenho certo receio em dizer que o nosso Exército, assim como a Marinha e a Aeronáutica, estejam, de fato, aparelhados modernamente e preparados para tal tarefa. Também gostaria de saber o porquê de termos muitas unidades no Rio de Janeiro e tão poucas nas fronteiras, no Acre e em tantos outros lugares em que é perfeitamente possível perceber a diferença que faria a presença militar nestes lugares. Juscelino Kubitschek mudou a capital para Brasília não porque era louco, mas porque dali se tem visão de todo o território nacional. Creio que é hora de nossos respeitáveis senadores, deputados federais e o próprio presidente da República nos responderem ou começarem a pensar em mudanças constitucionais. Será que nada fazem por que ainda têm medo? A Argentina também pensava que tinha um exército preparado quando invadiu as Malvinas. Deu no que deu."
MAURÍCIO GALAN (Curitiba, PR)
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"Ainda que falte legislação específica para as Forças Armadas atuarem em segurança pública, o lamentável neste triste episódio é que o Estado mais uma vez inovou, terceirizando a punição em uma PPP (Parceria Público-Privada). Três jovens foram presos, julgados e sentenciados a morte, sendo descartados no lixão da referida parceria com o submundo do crime."
TÚLIO JOSÉ BORGES PEREIRA (Cambuí, MG)
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Crise de alimentos
"Será que somente com aumento de financiamentos o governo vai conseguir controlar a crise de alimentos? Acho muito difícil. Acredito que somente conseguirá o aumento das exportações, pois quem será que se preocupa com a mesa do brasileiro e não com o dinheiro que as exportações irão render?"
PRISCILA FALASCHI GALANTE (Americana, SP)
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Professores
"Precisamos ter acesso às experiências de fora do país para chacoalhar a poeira da ignorância quanto às soluções para a nossa educação. O trabalho do professor, que se confirma ser a questão principal para o sistema funcionar, é pouco valorizado. Aqui é comum se desprezar a atuação na docência: você trabalha ou só dá aula? Os quatro pontos relatados por Roberto Teixeira da Costa ('Tendências/Debates', 20/6) são tratados no Brasil de forma oposta: os professores são mau remunerados e desmotivados, é um castigo ir para escolas ou assumir turmas com mais dificuldades e nem sempre há um compromisso da direção da escola com a melhoria do sistema. Mesmo o articulista acredita que os dados recentes de avaliação do ensino apontam para uma melhoria, o que na verdade está dentro da variação estatística dos resultados e, no máximo, podemos dizer que não houve piora."
ADILSON ROBERTO GONÇALVES, professor universitário (Lorena, SP)