Ingrid Betancourt
"Damos vivas à libertação de Ingrid Betancourt e dos demais seqüestrados! Que as guerrilhas se enfraqueçam e que a paz prevaleça em todos os cantos deste continente, rico de paisagens sem par, mas tão castigado! Vivas a toda forma de liberdade!"
LÍGIA BITTENCOURT (São Bernardo do Campo, SP)
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"O resgate de Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns mantidos em cativeiro pelas Farcs e a morte natural ou por assassinato de alguns líderes e a rendição de outros tantos são o prenúncio do esfacelamento do movimento revolucionário que desceu aos degraus da bandidagem ao agregar atos criminosos de seqüestros e narcotráfico ao discurso idealista de libertação do povo colombiano. A mistura do bem e do mal na mesma fórmula é uma alquimia defeituosa destinada ao fracasso, como as Farcs estão experimentando ao optarem por se equilibrar na linha que delimita o respeito pelo semelhante e a crueldade imposta pelo terror das armas."
JORGE SCHWEITZER (São Paulo, SP)
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"A única coisa que sei sobre Ingrid Betancourt é que ela é autora da frase 'a selva é claustrofóbica'. Como se seu destino fosse o seqüestro, experimentou-o primeiro por parte dos fora-da-lei e agora pelos gerenciadores da lei. A estandardização de entusiasmo e de pensamento popular, a mesmice das manchetes, a similaridade entre as exclamações das elites e a dos pés-de-chinelo a respeito de seu resgate, antes de um sinal de humanismo é mais um signo da doença e da bovinização globalizada. Um coro evangelizado que é uma autêntica advertência da incapacidade social e individual de raciocinar com os próprios miolos e de ver com os próprios olhos, uma subserviência doentia à propaganda e ao discurso dominante. Aquilo que deveria proporcionar uma discussão interdisciplinar e além do bem e do mal se esgota num monólogo tedioso e reacionário de esmoler. Nós que trabalhamos com a doença mental precisamos nos convencer dia após dia de que, como dizia Georges Canguilhem, aprender a curar é conhecer a contradição entre a esperança de um dia e o fracasso do fim, sem perder a esperança."
EZIO FLAVIO BAZZO (Brasília, DF)
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"Uma grande notícia para a democracia e principalmente para a liberdade individual e uma péssima notícia para o narco-terrorismo, para o autoritarismo, para o totalitarismo e para aqueles que ainda acreditam que os fins justificam os meios, a libertação da franco-colombiana Ingrid Betancourt e de mais 14 reféns das mãos sádicas da Farc. Que seja o início da total derrocada deste movimento, que tantos fãs ainda mantém, principalmente pelas nossas bandas. Tenho curiosidade de ouvir as declarações de nossas autoridades que freqüentam o foro São Paulo e principalmente daqueles que atenderam 'aos apelos dos boxeadores cubanos' em terem retornado ao paraíso caribenho. Que tenha sido o golpe fatal nesta organização que tanto ofende a dignidade humana."
LUIZ NUSBAUM (São Paulo, SP)
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"A libertação de Ingrid Betancourt é entre outras coisas a vitória de um chefe de Estado que, com as limitações próprias de um ser humano, tenta cumprir o seu dever (Uribe), contra um um ditador e patrocinador do terrorismo (Chávez). Eu, que não sou fã de Bush e votei em Lula duas vezes para presidente da República, mas também não sou insensato, desejo que Lula perceba 'quae sera tamem' quem são os amigos e quem são os inimigos. O PT e outros partidos brasileiros perderam totalmente a ideologia que dava sentido à sua existência, mas as Farcs foram mais longe que todos os movimentos decadentes: de libertadores populares se converteram em criminosos."
FLÁVIO BARREIROS DA SILVA (Pouso Alegre, MG)
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"Álvaro Uribe está querendo se candidatar mais uma vez. Segunda reeleição, ou seja, terceiro mandato. Queria saber o que acham o senhores leitores que tanto protestaram nesta Folha quando Hugo Chávez ameaçou fazer o mesmo. Quanta hipocrisia!"
FABRIZIO WROLLI (São Paulo, SP)
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Lei seca
"Dois bombons com recheio de licor podem ser o suficiente para que o motorista leve uma multa de R$ 955, sete pontos na carteira de habilitação e suspensão do direito de dirigir por um ano, de acordo com a nova lei que regulamenta os níveis de tolerância de álcool. Isso é muito bom. São inúmeros os acidentes terríveis de trânsito provocados por pessoas alcoolizadas. O número de vítimas em um mês supera os de muitas guerras. Como o brasileiro só aprende quando a coisa aperta no bolso (lembram-se do cinto de segurança?), concordo com a pertinente lei. Há muitas opções para quem vai se divertir: tomar leite, ir de táxi, de ônibus ou de carona. Espero que esta lei continue firme por muito tempo. Um alerta para os 'espertinhos': só adianta disfarçar o bafo com anti-sépticos bucais sem álcool."
ADAUTO JÚNIOR (Recife, PE)
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"A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que impõe tolerância zero aos motoristas que combinarem bebida alcoólica com direção, será de difícil cumprimento. Além da confissão das forças policiais autorizadas de fiscalizarem o trânsito, de que não estão suficientemente preparadas para reprimir os motoristas que bebem ao volante, no Rio de Janeiro a Polícia Rodoviária Federal tem apenas 22 aparelhos para os 35 postos espalhados pelo Estado. Isso mostra o quanto nossas autoridades estão preocupadas em 'jogar para a platéia'. Querem os louros pela iniciativa da lei, mas deixam seu cumprimento para autoridades que, sem recursos materiais e humanos, tentam sem sucesso cumprir o seu dever. Isso sem falar que o presidente do STF afirmou que ações de inconstitucionalidade estão para chegar ao Supremo Tribunal Federal questionando a lei."
FABIO TAVARES (Marechal Hermes, RJ)
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Transações
"Parabéns pelo artigo do doutor César Benjamin, publicado em 'Tendências/Debates' em 3/7. Nós, pobres mortais, que tanto trabalhamos para honrar nossos compromissos, só ficamos sabendo do que ocorre nas alcovas de Brasília através da Folha, precioso veículo de comunicação."
JOSÉ ANTONIO LUPI DA VEIGA (São Paulo, SP)
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Pedágios
"Com relação à carta do leitor João Baccareli ('Painel do Leitor', 30/6), a Secretaria dos Transportes esclarece que a tarifa de pedágio em São Paulo é quilométrica. Infelizmente, como a maioria das estradas é aberta, torna-se difícil a sua plena aplicação. A localização das praças de pedágio procura atender tal princípio. Contudo, ocorrem distorções, como no caso do leitor, da mesma forma que outros usuários, que circulam entre praças, nada pagam. Em relação ao IPVA, trata-se de um imposto sobre a 'propriedade de veículos automotores' e não sobre a sua circulação; dessa arrecadação, 50% são destinados diretamente aos municípios e sem vinculação específica.
Quanto à utilização dos recursos da tarifa para construir e reformar outras estradas, é preciso deixar claro que esse montante é totalmente destinado ao Departamento de Estradas de Rodagem-DER, órgão responsável por estas atribuições. Nos últimos dez anos, o ônus fixo --proveniente do programa de concessões rodoviárias-- destinou R$ 2,4 bilhões para a manutenção e recuperação de estradas sob jurisdição desse órgão. Vale destacar, também, que todos os municípios cortados pelos 3,5 mil quilômetros da malha rodoviária concedida têm direito a receber o repasse do ISS (Imposto Sobre Serviços). Nos últimos seis anos, foram destinados R$ 900 milhões para 168 cidades paulistas, verba que permite ampliar investimentos em áreas sociais e de infra-estrutura."
PATRÍCIA GUEDES, assessoria de imprensa da Secretaria dos Transportes do Estado de São Paulo (São Paulo, SP)
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"Mais uma vez o cidadão brasileiro é saqueado pelo aumento das tarifas de pedágio em duas das principais auto-estradas do Estado de São Paulo. 'O que já era um absurdo ficou ainda mais caro': esse deveria ser o slogan da concessionária. Por que esse aumento? Alta no petróleo? No preço da cesta básica? Ou será que esse aumento ocorre porque, no Brasil, o povo aceita arrochos cotidianamente e, por outro lado, as empresas trabalham com margens de lucro líquido e certo, a curto prazo? Pena que não reste opção ao trabalhador honesto senão pagar o que for imposto, até porque a concessionária investiu com sucesso em maneiras de coibir o tráfego por vias alternativas, atitude que, se não for ilegal, é com certeza indevida sob o ponto de vista ético."
ALFREDO LUIZ PAES DE OLIVEIRA SUPPIA (Sumaré, SP)
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Clima
"Parabéns ao dr. José Carlos de Azevedo pelo excelente e esclarecedor artigo 'Iludindo o público' ('Tendências/Debates', 1º/7). Os extremistas ecológicos se esquecem que o ser mais importante da natureza é o humano. Preservar sim, mas sem exagero em detrimento da vida humana. Suas confabulações sobre o futuro do clima são, na verdade, perda de tempo e dinheiro."
MÁRIO APARECIDO (São Paulo, SP)
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"Já que a Folha insiste em, periodicamente, nos infligir as monocórdicas lengalengas do sr. José Carlos de Azevedo, também deveria, por equanimidade, abrir espaços na página A3 para os defensores do criacionismo, do geocentrismo, da Terra plana e dos 'deuses astronautas'."
CARLOS MARTINS (Rio de Janeiro, RJ)
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