Painel do Leitor
07/07/2008 - 02h30

Lei seca

"O Sindicato dos Bares e Restaurantes de Belo Horizonte vai ao STF com uma ação de inconstitucionalidade contra a chamada lei seca. Claro que eles não estão preocupados com a queda no faturamento, em torno de 40%. Imagina! O argumento é que a lei desrespeita o princípio da individualidade. Isto é, o cidadão tem o direito de encher a cara, sair dirigindo seu possante e atropelar, matar (e se matar), aleijar pessoas, causar graves acidentes e danos ao patrimônio dele, dos outros e do público. Existem leis e ele, o transgressor, vai ter de responder pelos males causados. Em liberdade, certamente, para tornar a beber e a causar acidentes. É o respeito à individualidade do 'bebum' e o desrespeito à individualidade do atropelado."

JEFERSON MALAGUTI SOARES (Belo Horizonte, MG)

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"Levando em conta a polêmica em torno da chamada lei seca federal, tenho sentido falta de um debate mais aprofundado sobre a contrapartida do Estado brasileiro a tal legislação. Quais as possibilidades concretas que este oferece a nós, supostos 'cidadãos', para não violarmos a lei? Refiro-me, em cidades como São Paulo, por exemplo, ao acesso às principais linhas de metrô e de ônibus durante toda a noite, de modo que os indivíduos menos endinheirados contem com alternativas efetivas a táxis para circular pela cidade. Isso para não falar de reduções nas tarifas de táxi à noite. São medidas que acompanham instantaneamente leis como esta nos países em que os nossos legisladores se inspiraram para radicalizar a versão brasileira da restrição. Por que nos falta tal contrapartida? Diante do que tenho visto, é inevitável aventar a seguinte hipótese: os nossos legisladores integram a ínfima porcentagem da população brasileira que conta com motoristas ou com dinheiro suficiente para os caros táxis."

FRAYA FREHSE (São Paulo, SP)

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Janio

"Janio de Freitas continua sendo uma única voz lúcida na Folha. Ainda volto a assinar esse jornal só para ler esse grande jornalista. Sua análise sobre a questão Farc/Ingrid/Uribe é clara e objetiva, como não foi a Folha e principalmente não foi a Globo neste episódio."

ADEMAR ADAMS (Cuiabá, MT)

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Ciência

"A medida do número de artigos científicos é um dos muitos indicadores da atividade científica de um país. O levantamento feito pela Capes e noticiado pela Folha na edição de 4 de julho mostra um crescimento acima da média mundial da atividade científica brasileira. Esse crescimento notável já foi constatado em diferentes pesquisas cientométricas publicadas recentemente. Um dado na matéria em questão refere-se a uma diminuição no número de artigos brasileiros publicados em 2007 em comparação a 2006. Esse dado, segundo a matéria, não foi comentado pelo presidente da Capes e considerado uma 'oscilação' pelo prof. Rogério Meneghini. É necessário chamar a atenção à metodologia empregada nesse tipo de levantamento. No presente caso os indicadores baseiam-se nas compilações da Scimago, importante consórcio espanhol de pesquisas em cientometria, que utiliza o banco de dados Scopus. A questão aqui é de quando os dados utilizados foram compilados, pois as atualizações periódicas podem ter meses de defasagem. Estranhando essa 'oscilação' no número de artigos publicados, fiz uma rápida consulta em outra base de dados --o ISI Web of Science-- ao ler a notícia. Em julho de 2008 os dados referentes a 2007 estão certamente atualizados. Resultado: fazendo uma consulta da palavra 'Brazil' no campo endereço (que proveria a lista de artigos científicos com pelo menos um dos autores em uma instituição brasileira), obtemos 23.797 artigos em 2007, 21.736 em 2006 e 20.944 em 2005. Ou seja, crescimento constante sem 'oscilações'. Os números um pouco diferentes em relação à base Scopus em anos anteriores devem-se às diferenças nos conjuntos de revistas científicas englobadas pelas duas bases. De qualquer forma, pelo Web of Science, os artigos brasileiros de 1998 totalizam 10.506, representando, portanto um crescimento de 126% nos últimos 10 anos, dado muito próximo ao publicado pela Folha."

PETER SCHULZ, Instituto de Física da Unicamp (Campinas, SP)

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"O crescimento do número de artigos científicos no país nos últimos 10 anos é um sinal de que a política educacional do ensino superior apresentou um quadro de melhora, possibilitando a inclusão de mais estudantes nos níveis lato sensu e stricto sensu, ampliando assim o número de pesquisadores em diferentes instituições e a produção de trabalhos relevantes para o mercado interno e externo."

MARTE FERREIRA DA SILVA (Atibaia, SP)

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São Paulo

"Absurda a intervenção feita na avenida Paulista no domingo (6/7). Como pode o prefeito de São Paulo e os 'engenheiros' da CET acreditarem que o melhor momento para interditar e recapear as duas pistas da mais movimentada avenida de São Paulo seria às 15 horas de um domingo ensolarado? Isso é uma falta de respeito com o cidadão paulistano, pois não foram colocadas faixas avisando da interdição, e muito menos existiam 'marronzinhos' orientando para as possíveis alternativas. Resultado: perdemos cerca de 50 minutos no trânsito em pleno domingo, um dia de descanso."

JAIRO ROIZEN (São Paulo, SP)

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Educação

"A greve do magistério nada mais é do que a expressão da revolta e da indignação dos docentes com as mentiras dos governos estaduais desde Mário Covas. No ano passado, o governo José Serra instituiu algumas gratificações para dividir o movimento. Para o professor incorporou uma gratificação de R$ 40,00 que já existia, ou seja, não houve nenhum tipo de reajuste. O governo insistia através da mídia que havia reajustado em 17% os salários do magistério. Neste ano, desde o início do movimento grevista, o governo insiste em dizer que reajustou os salários em 12,2%. Ora, o governo incorporou uma gratificação já existente desde o ano 2000 e reajustou a tabela do magistério em 5%.
A verdade é que o governo do Estado de São Paulo, nos últimos 12 anos, faz reformas e mais reformas na tabela dos salários do magistério, bem como do funcionalismo, sempre com um objetivo: 'gastar menos'. A falta de uma política salarial para repor as perdas provoca o maior arrocho salarial da história do magistério paulista. Infelizmente, os professores aposentados são os mais prejudicados. A política de bônus, abonos, prêmios e gratificações deturpa o Estatuto do Magistério. Para melhorar a escola pública só há um caminho, recuperar as perdas salariais dos docentes, dos funcionários e respectivos aposentados, bem como tratar os docentes com respeito."

JUVENAL DE AGUIAR, diretor estadual da Apeoesp (São Paulo, SP)

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"Excelente o artigo publicado pelo ombudsman da Folha no dia 6/7: 'Aos mestres, sem carinho'. A crítica do ombudsman é aquilo que muitos educadores pedem, uma melhor análise dos problemas da educação sem informações equivocadas. Todos aqueles que escrevem sobre educação deveriam fazer uma reflexão."

ANTÔNIO CARLOS FRANCISCO DE OLIVEIRA (Taboão da Serra, SP)

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Internet

"Depois de telefones mudos, linhas cruzadas e tantos outros problemas, agora um apagão da internet. Tudo isso com péssimo atendimento a preços exorbitantes. Quando é que o governo e o Ministério Público vão tomar atitudes contra essa empresa campeã de reclamações no Procon e de processos na Justiça? Até quando vai imperar esse monopólio que fatura tanto e não satisfaz o usuário?"

SERGIO RIBEIRO (São Paulo, SP)

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Militares

"Com seu testemunho objetivo e didático, Drauzio Varella nos sensibiliza com seu texto 'Militares na Cabeça do Cachorro', uma homenagem justa àqueles que fazem o Brasil que não conhecemos."

EMANUEL MARTINS SIMÕES COELHO (Belo Horizonte, MG)

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