Painel do Leitor
19/07/2008 - 02h30

Supremo e PF

"Mais uma vez, dentre tantas outras, um escândalo de grandes proporções chega à ante-sala do presidente Lula. E mais uma vez não vai dar em nada. A operação-abafa é um verdadeiro deboche, um acinte para os cidadãos de bem deste país. Os governos Fernando Henrique Cardoso e Lula achincalharam a moral, os bons costumes e o zelo pela coisa pública. As CPIs são instaladas para tapear o cidadão brasileiro, e sempre terminam com acordos, porque os crimes praticados no governo do PT foram também praticados no governo do PSDB. É o famoso efeito Orloff. Todas as instituições brasileiras perderam a credibilidade perante a população: Legislativo, Executivo e Judiciário _até o Exercito não é mais confiável. O banqueiro Salvatore Cacciola chegou tranqüilo ao Brasil. Em entrevista, disse que confiava na Justiça brasileira. E pode confiar mesmo, porque a qualquer momento o STF vai achar uma brecha para livrá-lo da cadeia, como livrou o outro banqueiro Marcos de Magalhães Pinto, que foi condenado a mais de 28 anos de prisão e ficou apenas três dias preso. Enquanto PT e PSDB se alternarem no poder, vamos ter que engolir constantemente escândalos e mais escândalos, sem que ninguém seja punido. Alguém tem notícia de que algum figurão que cometeu crime do colarinho branco esteja cumprindo pena?"

GILBERTO DE CAMARGOS CUNHA (Uberlândia, MG)

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Lei seca

"É impressionante o número de arautos do individualismo, como os textos recentes do professor Denis Rosenfield e o filósofo José Arthur Giannotti na seção 'Tendências/Debates' pregando a liberdade de escolha acima de tudo. As estatísticas do IML e dos hospitais demostram o óbvio: a trágica associação de bebida e acidentes de trânsito. Entretanto, para esses intelectuais, a violência ligada ao álcool, que nos é apresentada diariamente como um crime horrível, permite podermos beber dois copos de vinhos e dirigirmos friamente, sem remorsos. O direito de o indivíduo beber e dirigir é o mesmo que o meu de não ser atropelado por alguém alcoolizado no volante."

CASSIANO BARBOSA (Marabá, PA)

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"O artigo 'A lei seca e a cultura da tolerância' ('Tendências/Debates', 14/7) traça um diagnóstico correto: só uma mudança na cultura do brasileiro ao volante será capaz de reduzir os índices de acidente por embriaguez. A proposição dos meios para essa mudança incorre, todavia, num equívoco muito comum entre nós: achar que lei mais severa é indispensável para desestimular condutas infratoras. Definitivamente, mudar a lei não é o melhor caminho para mudar a cultura de um povo. Além de ineficaz para o fim a que se propõe, o recrudescimento penal no trânsito é medida desproporcional que põe em risco liberdades fundamentais. Somente com educação e fiscalização séria e contínua o brasileiro mudará sua cultura, conscientizando-se verdadeiramente dos riscos de dirigir embriagado, para si e para os que estão ao seu redor."

GUILHERME TEIXEIRA (São Paulo, SP)

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"Finalmente uma notícia boa! Quantas vidas foram salvas por causa da lei seca. Muitas pessoas não gostaram, como não gostaram do cinto de segurança e da proibição de fumar em recintos fechados. Ainda bem que as autoridades não se deixaram influenciar."

HELGA SZMUK (Florianópolis, SC)

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Educação

"Em relação ao artigo publicado em 17/7 ('Fracassos no Ensino'), realmente a educação do Estado de São Paulo está um desastre. O aluno termina o terceiro colegial com nível de oitava série do primeiro grau. A chamada progressão continuada é linda e maravilhosa na teoria, mas na prática apresenta péssimos resultados. Sentimos, 'nestes 15 anos', em nossas escolas, como causadoras de uma socialização de conveniência, que a todo custo busca sugerir valores que preservem o status quo. Lembrei-me da música, 'Escolas', da banda de punk rock Garotos Podres. A letra é de 1988, porém, continua atual: 'Nas escolas /Onde a cultura é inútil / Nos ensinam apenas /A sentar e calar a boca /Para sermos massacrados/ Pelo discurso reacionário /De professores marionetes / Controlados pelo Estado...'."

FERNANDO SHI (Rancharia, SP)

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Defensoria

"Com o devido respeito, acredito não ser o douto representante da Defensoria Pública, o sr. Renato Khair, uma das exceções dignas da alta qualidade existente nos quadros (400 defensores) dessa mister e essencial função constitucional do Estado Democrático de Direito, pois deveria saber que sem advogados não há Justiça e, mormente, não há a indispensável administração dela. Com a devida vênia, um alerta ao sr. Renato Khair, não se olvide do art. 140, do Código Penal! Com relação ao convênio com a OAB, este tem que ser restabelecido imediatamente --com melhores remunerações, sim--, para que a população demandada de jurisdicionados, tenha, efetivamente, seus direitos amplamente defendidos."

CLÁUDIO JOSÉ MARABESI, advogado (Atibaia, SP)

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Arte

"É um absurdo a coluna da Mônica Bergamo (18/7, pág. E2) dar destaque para a fotografia de um garoto urinando em uma obra de arte, incentivado por sua mãe. Isto é molecagem e pode ser considerado um ato de total desrespeito ao autor. Com este tipo de divulgação e de apoio, o que será que este garoto poderá aprontar no futuro?"

ANTONIO RUDGE (São Paulo, SP)

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Violência

"Após algumas abordagens consideradas desastrosas cometidas por policiais militares, ações que foram duramente criticadas pela sociedade, com toda a razão, pois vitimaram inocentes, policiais acusados pelo governador de insanos e débeis mentais, e o secretário de Segurança pedindo desculpas aos parentes dos atingidos pelo despreparo dos acusados por disparar tiros a esmo, agora uma outra tragédia recai sob uma população que não agüenta mais tanta violência. Dois policiais militares foram covardemente fuzilados dentro do carro em plena lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. E agora, de quem é o despreparo? Quem são os insanos e débeis mentais? A quem pedir desculpas? Será que a polícia do Rio é realmente a que mais mata? E quantos morrem? Difícil responder, não é?"

DEBORAH FARAH (Rio de Janeiro, RJ)

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